Depressão: prevenção, sintomas, diagnóstico e tratamentos

Eurekka Psicólogos

Você sabia que a depressão é um transtorno de humor que afeta uma a cada cinco pessoas ao longo da vida? Pois é. Como você pode ver, mais gente do que você imagina sofre de depressão.

É por isso que ela é chamada de “o mal do século”. Uma doença silenciosa que pode deixar as pessoas prostradas, desanimadas, sem conseguir sentir prazer em atividades rotineiras, além de causar variações de apetite, peso e sono.

Neste texto , você vai entender tudo sobre prevenção, causas, sintomas, diagnóstico e tratamentos da depressão. Mais do que isso, vai aprender técnicas e estratégias para melhorar a sua saúde mental e a de quem você ama!

Principais sintomas de depressão

Primeiramente, a depressão é um transtorno psicológico e, sendo assim, não existe um teste único ou exame de laboratório que indique que alguém tem ou não depressão. A presença dela é algo que podemos ver apenas quando notamos um conjunto de vários sintomas emocionais e também físicos.

A seguir, veremos alguns dos sintomas de depressão.

Sintomas emocionais:

  • Tristeza persistente em diferentes graus;
  • Perda de interesse por atividades que antes te deixavam com ânimo;
  • Dificuldade constante para se concentrar;
  • Baixa consideração por si mesmo, sentir-se sem valor, baixa autoestima;
  • Dificuldade de sentir prazer e emoções positivas;
  • Pensar em morte ou fazer um plano para suicídio.

Sintomas físicos:

  • Cansaço que nunca passa;
  • Muito sono ou insônia;
  • Agitação motora ou lentidão dos movimentos;
  • Muito apetite ou nada de fome — o que pode levar a ganhar ou perder peso.

Diferença entre ansiedade e depressão

Ansiedade e depressão são as duas maiores causas de sofrimento mental no mundo, o que acaba chamando a atenção da mídia. E isso, naturalmente, gera confusão, especialmente quando as pessoas começam a se identificar como “ansiosas” ou “deprimidas” sem saber direito o que isso significa.

O que é ansiedade?

A ansiedade é uma resposta natural do corpo que todos temos — e quando é excessiva, gera transtornos ansiosos.

Ou seja, a pessoa interpreta que situações neutras ou só um pouco ameaçadoras são muito perigosas. Dessa forma, ela fica atenta a tudo ao mesmo tempo e tensa o tempo todo, como se estivesse se preparando para um leão atacar ela do nada.

Clique aqui e faça o teste para descobrir se você sofre de ansiedade.

O que é depressão?

Já a depressão é quando o organismo deixa de reagir aos desafios do ambiente. Ou seja, a pessoa para de sentir vontade ou capacidade de viver e de buscar uma vida plena. O leão aparece e ela fica ali, se sentindo incapaz de reagir, sentindo que não há nada que ela possa fazer: o leão vai engolir ela, que já nem foge.

mulher triste, chorando

Relação entre tristeza e depressão

Há uma grande diferença entre tristeza e depressão. A tristeza é uma emoção normal e importante para a nossa saúde emocional, que todos os seres humanos saudáveis sentem. Normalmente, ficamos tristes quando perdemos algo ou alguém que amamos,  quando somos rejeitados, ou quando não nos saímos bem em alguma atividade.

Por isso, muitas vezes, a depressão é uma experiência de se sentir triste o tempo todo, não importa o que está acontecendo. Ou seja, é uma tristeza fora de contexto.

É comum pessoas deprimidas dizerem “Eu tenho tudo! Não era para eu estar triste!” ou, pior, ouvem de familiares que “Você tem tudo! Está reclamando do quê? Fique feliz pelo que você tem!”.

A depressão ocorre quando a pessoa não consegue desfrutar da vida.

Como identificar o quadro depressivo?

Dizemos que uma pessoa tem um quadro depressivo quando ela está sofrendo, triste ou desinteressada na maior parte do dia, quase todos os dias. E ainda por cima, está tendo pelo menos três outros sintomas emocionais ou físicos – por pelo menos duas semanas contínuas.

Esses sintomas que a gente listou até agora são os mais comuns, ou seja, aqueles que aparecem para a maioria das pessoas. No entanto, quem convive com a depressão aprende que pode ter uns comportamentos seus que indicam que ela esteja entrando em um quadro depressivo.

Por exemplo, uma mãe super organizada que, de repente, não consegue mais dar conta de lavar as roupas dos filhos, mesmo sem estar ocupada; um rapaz super dedicado à aparência que passa vários dias sem pentear o cabelo. Se você que está lendo já teve depressão antes, saberia hoje identificar os seus sinais?

Teste de depressão

Um teste criado por psicólogos da Eurekka também pode ajudar você a descobrir se você sofre com depressão.

Esse é um teste simples e rápido, que serve como um indicador de sintomas de depressão. Portanto, ao fazer o teste, você terá a resposta. É importante dizer que, apesar do teste, isso não substitui a avaliação profissional, e por isso, você deve sempre procurar algum profissional da saúde para analisar melhor o seu caso. Para fazer o teste, clique na imagem abaixo.

teste depressão sintomas

DASS-21

A Eurekka também tem um outro teste que serve não só para depressão, como também para ansiedade e estresse: o DASS-21. Esse é um teste que envolve três questionários que irão medir os seus níveis para cada um desses fatores.

Esse é um teste que se baseia nas suas emoções dos últimos dias, portanto, seja sincero consigo mesmo enquanto responde. Leia mais sobre o DASS-21 e faça o teste.

Fatores de risco

Sabemos que algumas pessoas têm mais chance de ter depressão. Aquilo que as pesquisas científicas viram que aumenta a chance de alguém ter depressão é chamado “fator de risco”. Aqui, listamos alguns dos principais fatores de risco:

  • Ter histórico familiar de depressão;
  • Estar com uma doença grave ou em internação hospitalar;
  • Passar por um estresse muito grande ou um trauma;
  • Perder uma pessoa querida por falecimento ou separação;
  • Perder o emprego ou fonte de renda;
  • Usar drogas.

Cérebro depressivo

Você já se perguntou como a depressão afeta o cérebro? Então, saiba que a Eurekka tem um conteúdo ótimo sobre o tema.

A depressão pode afetar a comunicação entre os neurônios do cérebro, causando um desequilíbrio. Isso afeta, e muito, o cérebro. Por isso, para tratar a depressão, busca-se regular a falta ou o excesso de algumas substâncias.

Sendo assim, se a pessoa fica assim por um certo tempo, ela entra no ciclo da depressão, o que começa a afetar o seu bem-estar como um todo. Por esse motivo, é importante saber como funciona a mente de quem tem depressão.

depressão

Tipos de depressão

Talvez você já tenha percebido que nem toda depressão é igual. Na verdade, “depressão” é um termo amplo que diz respeito a vários diagnósticos diferentes e a vários entendimentos populares diferentes. Agora, vamos abordar um pouco os tipos de depressão que vocês mais têm dúvida:

Episódio depressivo

O episódio depressivo é como o quadro depressivo, aqueles sintomas que já falamos, durando pelo menos aquelas duas semanas. É comum ele passar sozinho, mas não dá para contar com isso.

Por esse motivo, o melhor sempre é procurar um psicólogo para entender porque o episódio aconteceu e prevenir os danos que ele possa vir a causar, se voltar a acontecer.

Depressão profunda

“Depressão profunda” é um jeito que popularmente as pessoas chamam quando estão preocupados com alguém que está deprimido há muito mais do que duas semanas, ou de forma muito intensa – pensando em morrer por exemplo. Afinal, nem todo mundo com depressão pensa nisso!

Seria um tipo mais grave de depressão, que dificilmente passa sozinho, porque já está bem firme e estabelecido na vida da pessoa.

Depressão bipolar

Algumas pessoas têm depressão em alguns meses, e em outros meses vivem uma euforia intensa, até mesmo perigosa. Elas ficam empolgadas com tudo e podem comportar-se de forma “exagerada” – bebendo muito, gastando muito dinheiro, namorando várias pessoas diferentes etc.

É importante diferenciar uma depressão que ocorre nesse contexto, de um possível transtorno bipolar. Porque, nesse caso, tomar medicamentos antidepressivos pode levar a pessoa a entrar no outro “polo” e ter comportamentos perigosos e arriscados para si mesma. Assim, o tratamento da depressão “comum” e da depressão bipolar é diferente, ok?

Distimia

Antigamente, distimia era o nome usado para falar de depressão persistente. Entretanto, atualmente, distimia é entendida como um transtorno de humor causador de sintomas similares aos da depressão, porém por mais tempo e em menor intensidade. Isso significa que a depressão comum tem sintomas mais pesados e duração de no máximo seis meses, enquanto os sinais da distimia são mais leves e podem durar por um longo prazo, ou seja, por muitos anos. A boa notícia é que há também diversos tratamentos para distimia.

Conhece alguém que sofre com isso? Então clique aqui para saber como lidar com uma pessoa com distimia.

Desconfia de que você tenha o transtorno? Faça o teste para identificar se você realmente tem distimia.

Depressão atípica

Você já deve ter entendido que a esta doença não se encaixa sempre em um único “molde”. A depressão atípica é um termo que usamos para designar a depressão das pessoas que conseguem sentir algum prazer ou felicidade às vezes quando acontece alguma coisa boa (sendo que o “típico” na depressão é não conseguir).

Elas também conseguem dormir muito – mas nunca se sentem descansadas – (sendo que o “típico” na depressão muitas vezes é insônia) e conseguem fingir que estão bem para as outras pessoas, porque não deixam de realizar as tarefas do cotidiano – ainda que, por dentro, estejam em muito sofrimento.

Depressão sazonal

A depressão sazonal é comum em pessoas que moram em regiões do mundo onde há estações do ano muito marcadas – e no inverno há bem menos luminosidade e calor do que no verão.

As pessoas que já sofreram com depressão devem ficar atentas, pois a ocorrência de dias frios, escuros e, muitas vezes, pouco divertidos, pode ser um gatilho para que, quase sempre, na mesma época do ano, uma pessoa fique deprimida. Não é tão comum no Brasil, mas pode acontecer.

Depressão pós-parto

É bem normal que depois de um parto – que é uma experiência intensa e cansativa – as mulheres fiquem mais cansadas e tristes. Infelizmente, esse cansaço e tristeza podem evoluir para uma depressão. Porque os sintomas são praticamente os mesmos da depressão, ainda com a possibilidade extra de a mãe ter dificuldade de se conectar e cuidar do bebê como ela cuidaria se não estivesse deprimida.

Isso gera pensamentos de não ser boa mãe e de não ser boa em nada. Esse tipo de depressão precisa ser levado muito a sério, porque pode se agravar e colocar a mãe e o bebê em risco!

Damos mais detalhes sobre o tema nesse texto: Depressão pós-parto: o que é, sintomas e tratamentos

Depressão psicótica

É possível que, durante a depressão, a pessoa tenha delírios (acreditar em histórias que não são verdade, como que o governo está espionando ela) ou alucinações (ver coisas que ninguém mais consegue ver).

Esses casos são mais graves e apresentam maior risco de suicídio, além de serem mais complicados de tratar. Por isso, é muito importante que, se você observar que alguém que você conhece está delirando ou alucinando, você possa avisar a família, o médico ou o psicólogo da pessoa.

Depressão exógena e endógena

Quando a depressão é causada por fatores externos, como traumas, situações que a pessoa não consegue lidar de modo fácil, ou até eventos da vida, como a morte de alguém ou uma mudança de cidade.

Por esse motivo, é muito útil ficar atento a qualquer situação que te cause tristeza por um tempo muito longo, pois você pode estar com risco de depressão! Então, pratique a atenção às emoções e evite a depressão exógena.

Além disso, também existe a depressão endógena, ou seja, causada por fatores internos do ser humano. Desse modo, os fatores biológicos, um desequílibrio químico, são os que indicam uma possível depressão — em contraste com a exógena, que surge por causas externas.

É importante lembrar que uma não exclui a outra. Sendo assim, fatores internos e externos contribuem não só para que a doença surja, mas também para que ela se agrave.

Leia mais:

Sempre busque ajuda de profissionais da saúde mental para saber mais sobre o tema. A Eurekka conta com psiquiatras e psicólogos de alto nível, que podem sanar todas as suas dúvidas!

Depressão infantil

Seu filho era tão feliz, alegre, brincava todos os dias, era risonho, se divertia… mas agora está triste, calado, devagar… será que pode ser depressão infantil?

Esse é uma tema que poucas pessoas debatem sobre, pois é de senso comum pensar que crianças não possam ter depressão. Mas sim, elas também podem ter, afinal, são seres humanos como todos nós.

Se você quer saber mais, pode ler o nosso texto sobre o tema: Depressão infantil: o que é, como identificar e tratamentos

Como prevenir a depressão?

vida saudável, exercício físico

Você já viu que existem muitas depressões diferentes – e que cada pessoa vai ter uma história única com a depressão. Mesmo assim, de modo geral, existem maneiras de se proteger contra a depressão!

Primeiro, é importante manter o corpo saudável. E aqui estamos falando de tudo que você já sabe que deveria estar fazendo, como cuidar da alimentação, do sono, manter uma rotina de exercícios físicos, ir regularmente ao médico para verificar se está tudo bem.

Além disso, é importante ter uma vida social saudável: você tem conversado com as pessoas que você ama? Tem procurado manter as amizades e relacionamentos, ou até fazer novos amigos? Já se afastou das pessoas que fazem mal para você?

Por fim, você tem sentido que sua vida tem importância? Você está se comprometendo a fazer as coisas que são, na sua opinião, importantes? Cuidar dessas três coisas (corpo, conexão social e propósito) enfraquecem o poder da depressão!

Como saber se a pessoa sofre de depressão?

Primeiramente, dizemos que uma pessoa tem um quadro depressivo quando ela está sofrendo por tristeza ou desinteressada na maior parte do dia, quase todos os dias, e ainda por cima está tendo pelo menos 3 outros sintomas emocionais ou físicos, por pelo menos duas semanas contínuas.

No entanto, essa é uma descrição bem técnica. Mas digamos que você observa que a pessoa está com alguns dos sintomas, tem alguns dos fatores de risco, mas você ainda não tem certeza se a situação é muito grave.

O que mais são características que apontam para a depressão e que a gente não falou ainda? Muitas vezes, a pessoa vai relatar uma desesperança quanto ao futuro, dizer que as coisas nunca vão melhorar.

Outro sinal é que de repente uma pessoa que nunca agiu de certa forma, passa a agir. Como por exemplo alguém que sempre foi caprichoso com a higiene pessoal e passa a não tomar banho, escovar os dentes ou pentear o cabelo.

Esses são comportamentos bem característicos. Então, fique atento, se eles aparecerem em você ou em alguém que você gosta, está na hora de procurar terapia!

Existem muitos relatos pela internet de como é ter depressão, inclusive um deles é aqui da Eurekka, com um dos nossos fundadores. Por isso leia e fique atento.

Outras formas de saber

É importante citar também que o celular também pode estar ligado à depressão, por conta dos vícios em redes sociais e coisas similares. A mostra de uma vida perfeita (que na verdade não é) pode ser a receita para entrar em um ciclo de depressão.

Mas não se engane, as vezes, pode ser apenas tristeza, um sofrimento psíquico temporário. Então, é importante que você saiba diferenciar tristeza de depressão.

E se você se pergunta se a depressão é falta de Deus, a resposta curta é: não. Leia o depoimento do nosso fundador Luiz sobre o tema.

Por fim, mas não deixa de ser muito importante: saiba identificar os sintomas da depressão. Parece pouco, mas isso é muito útil para que você possa ajudar alguém a saber se tem a doença, e assim, encaminhar ela para um psicólogo ou psiquiatra.

mulher sentada em parque com depressão

Tratamentos para depressão

Aqui, você vai ter uma central com todas as informações que você precisa saber sobre o tratamento para depressão, então continue a leitura!

Diagnóstico de depressão

O diagnóstico de depressão só pode ser dado por um médico psiquiatra ou um psicólogo. Ele leva em consideração a maioria das coisas que estamos vendo nesse texto, além da própria experiência com o olhar clínico. Afinal, existem outras condições que podem se confundir com depressão e um bom profissional estará capacitado para fazer essa investigação.

O diagnóstico oficial só é dado quando se confirma que os sintomas não são explicados por outra doença, como hipotireoidismo, por exemplo – que é um problema hormonal que pode causar muitos sintomas semelhantes aos da depressão e requer um tratamento específico.

Ainda que a depressão seja esse mal que tanto falamos hoje, ela tem tratamento! A seguir, listamos os melhores tratamentos para pessoas com depressão:

Psicoterapia

Existem diversos modelos diferentes de psicoterapia realizados por psicólogos mundo afora, então é importante a gente frisar que nem todas as psicoterapias vão funcionar para depressão com a mesma intensidade.

Terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais são as que foram estudadas e mostraram mais resultados positivos nesses casos. Então, sempre que for possível, indicar pacientes com depressão para psicólogos que atendem nessas abordagens é o mais recomendado.

Aliás, a Eurekka é a maior clínica de saúde mental do Brasil, sabia? Nós temos os melhores profissionais do mercado, e o melhor de tudo: cem por cento online. Bem aí, do conforto da sua casa, você pode receber o tratamento. O nosso método é baseado em evidências e temos certeza que

banner terapia

Exercícios

Talvez você tenha ouvido por aí que exercício físico é um antidepressivo natural. Com certeza, é algo que, inserida na rotina das pessoas, ajuda muito a manter o corpo saudável e prevenir depressão. Mas não chega a ser um tratamento.

Ainda assim, é parte de um conjunto de mudanças que um psicoterapeuta pode recomendar a você – mas não há garantia de que sozinho vai tratar depressão.

Remédios para depressão

Hoje em dia existe uma série de remédios para depressão que ajudam muita gente a melhorar. Eles podem ser úteis sempre que forem receitados e acompanhados de perto por um psiquiatra. Eles não têm efeito imediato, demoram cerca de dois meses para encontrar um equilíbrio no nosso organismo e de fato combater a depressão.

É importante frisar que o remédio pode ajudar uma pessoa a conseguir ir na terapia e a cumprir as atividades e tarefas de terapia, principalmente se a depressão for grave ou duradoura.

Por isso, a combinação de psicoterapia e fármacos é a melhor opção, já que não há garantia de que o remédio vai ajudar a pessoa a aprender estratégias para viver melhor e não ter depressão grave de novo no futuro.

Resumindo: remédios ajudam a superar momentos difíceis; psicoterapia ajuda a construir uma vida mais saudável!

Se você deseja entender mais sobre cada um dos remédios, veja o que já falamos no blog:

DonaremMirtazapina
SulpiridaDuloxetina
CitalopramAntidepressivo
ParoxetinaEscitalopram
RivotrilSertralina
AmitriptilinaRemédios naturais para depressão

Atividades terapêuticas

Muitas pessoas dizem: “futebol é minha terapia”; “limpar a casa é minha terapia”; “ouvir o artista fulano de tal é minha terapia”, entre outras coisas. Quando falam isso, elas querem dizer que acharam uma atividade que faz bem para elas, que as ajuda a sentir mais no controle das emoções, a sentir mais satisfação.

É importante que você procure na vida tudo aquilo que é “terapêutico” pra você – sabendo que nem sempre vai ser a mesma coisa que é terapêutica para o outro.

Ao mesmo tempo, fique alerta para não cair em charlatanismos: não confie em “terapeutas” que prometem curar a depressão em dois dias, ou coisas do tipo. Existem muitos “terapeutas” sem formação que podem até passar informações erradas e piorar a sua saúde!

Hipnoterapia para depressão

Além da psicoterapia e dos medicamentos, existem tratamentos alternativos que podem te ajudar na luta contra depressão. E um desses tratamentos é a hipnose clínica ou hipnoterapia.

Esse técnica simples de relaxamento acontece a partir de uma indução intencional. Ou seja, você é conduzido a experimentar mudanças nas sensações, percepções, pensamentos ou comportamentos. Isso porque, durante o processo, você reduz a consciência periférica e mantém uma atenção concentrada que te faz responder melhor à sugestões.

A hipnoterapia para depressão auxilia o paciente no encontro de soluções de problemas, comportamentos, vícios, luto, etc. Além disso, o tratamento é completamente natural, não há contraindicações e não oferece nenhum risco ao paciente.

Leia também: Auto-hipnose: o que é e será que posso fazê-la?

Depressão tem cura?

Depressão não é tipo catapora, que você pega uma vez e depois que você melhora você não tem mais porque o seu corpo desenvolveu todas as defesas necessárias.

Ou seja, quem já teve depressão pode ter de novo. E por isso a psicoterapia é importante (para aprender formas novas e mais saudáveis de viver), além de manter todos os hábitos de saúde física que a gente já comentou.

Durante o tratamento é importante que você esteja consciente de que o progresso, por mais que pareça bom e rápido de início, pode travar – ou até mesmo regredir.

Mas isso não significa que você não possa voltar a avançar em direção à cura! Para isso, vamos realizar um desafio contra o efeito sanfona na terapia! Clique na imagem abaixo e se inscreva para saber como aproveitar o máximo da sua terapia da forma mais constante possível!

Alimentos para controlar a depressão

Se você procurar, você vai achar um monte de propaganda sobre alimentos que magicamente curam ou controlam a depressão. No entanto, não existe nenhuma evidência científica desse tipo de coisa.

Porém, o que sabemos é que uma dieta rica em açúcar refinado e alimentos ultraprocessados (como bolachas recheadas, salgadinhos e sucos adoçados) pode estimular em excesso os nossos neurotransmissores do prazer. Dessa forma, o seu corpo fica sempre pedindo mais açúcar para ter acesso a essa sensação prazerosa.

Também, pode te deixar mais cansado, menos disposto e dependente do “sugar rush” que esses alimentos proporcionam – aquela sensação de prazer logo após comer o seu doce preferido.

Prefira incluir na sua dieta mais alimentos in natura – frutas, legumes, grãos, carnes e ovos etc. – priorizando o preparo deles em casa, na medida do possível. Ainda assim, lembre que aqui o foco não é a perfeição e parar totalmente de comer açúcar, mas comer 1% mais saudável a cada dia, beleza?

Como vencer a depressão?

homem triste, com depressão

Para vencer a depressão, o primeiro passo é identificar a depressão. E para isso você precisa de informação sobre e coragem de olhar para si mesmo e talvez reconhecer que está passando por isso.

O segundo passo é buscar ajuda e recursos – contar com amigos, com livros e técnicas, com terapia e talvez medicação.

O terceiro passo é construir uma vida antidepressiva – cuidando da saúde do corpo e das emoções, aprendendo novas formas de se relacionar com os acontecimentos, com os pensamentos e consigo mesmo.

Aqui nesse texto, nós estamos lá no primeiro passo: informação. Então, vamos ir mais fundo e falar sobre aspectos específicos da depressão em diferentes fases da vida que quase ninguém comenta!

Leia também: Como sair da depressão: 7 dicas para se curar mais rápido

Como acelerar a cura da depressão?

Sim, isso é possível. Para isso, é importante que você tenha alguns hábitos que não se percam — pequenos, mas muito úteis —, que vão fazer você enxergar a beleza da vida novamente.

A depressão te joga em um local escuro, mas ao contrário do que você pensa, esse local não está trancado. Pode ser muito difícil sair, como um labirinto, mas se você tentar, vai conseguir. Por isso, separamos 10 hábitos ótimos para ajudar você a vencer a depressão.

A importância da maestria na depressão

Você sabia que sentir que cumpriu uma tarefa e ter uma rotina são ótimos aliados para superar essa doença? Calma: não estamos falando de grandes metas que demoram tempo para fazer. Aqui na Eurekka, gostamos de falar em micropassos e micromissões. A felicidade em fazer as pequenas coisas.

A maestria é uma sensação de muito prazer que aumenta o bem-estar e o sentido da vida. Isso acontece quando você é capaz de, com sucesso, cumprir uma missão. Escrever uma parágrafo de um texto, tocar 15 segundos de uma música no violão, tirar uma dúvida com o professor na sala de aula… tudo isso pode ajudar você a aumentar sua maestria.

Inteligência emocional

A inteligência emocional (IE) é um conjunto de habilidades essenciais para auxiliar na luta contra a depressão. Além disso, ter domínio nesse tema é útil em várias áreas da vida: família, relacionamento, trabalho, negócios, etc.

Imagine que você está no trabalho e uma situação muito ruim acontece. Aí, você fica irritado, estressado, perde o foco e o seu dia de trabalho vai por água abaixo. Se você tivesse inteligência emocional, saberia lidar com esse seu sentimento para que isso afetasse muito menos o seu dia. Esse é um dos benefícios da IE.

Então, pode-se dizer que quem quer ter mais destaque e ser mais capaz de regular os sentimentos por conta própria deve aprender sobre inteligência emocional. Por sorte, temos um texto sobre isso aqui no blog.

Depressão na adolescência

Muita gente acha – e está errado! – que adolescentes não têm depressão, porque eles são “naturalmente” dramáticos mesmo, e sentem tudo muito intensamente. Porém, segundo a Organização Mundial da Saúde(OMS), a depressão é uma das principais causas de adoecimento na adolescência. Infelizmente, é muito raro que adolescentes recebam o tratamento.

O interessante é que 75% dos adultos com depressão tiveram depressão na adolescência. Ou seja, não é “só uma fase que depois passa”, como muitos pais e professores acreditam. Por isso, é super importante falar abertamente sobre depressão com os adolescentes e levar eles para terapia quando for necessário.

Depressão na terceira idade

A depressão na terceira idade é muito comum, principalmente após a aposentadoria. Isso porque aposentados subitamente perdem a previsibilidade das suas rotinas, perdem a sensação de produtividade e perdem contato com colegas e amigos – já que no trabalho a gente geralmente socializa bastante.

Não é natural ou inevitável a depressão em idosos, apenas é muito comum. Ou seja, tem sim tratamento e é sim necessário buscar ajuda para essas pessoas. Muitos idosos que têm Alzheimer ou Parkinson também acabam ficando deprimidos e precisam receber tratamento para ambas as doenças.

Depressão em adultos

Como muitos adolescentes não recebem o tratamento do qual precisavam, é normalmente na vida adulta que as pessoas procuram terapia. Mas também outros adultos acabam, nessa fase, tendo o primeiro episódio depressivo de suas vidas.

Seja qual for o caso, nessa fase da vida, a maior parte das pessoas tem a independência financeira, o tempo e os recursos pessoais necessários para se beneficiar de um tratamento de depressão.

E uma depressão bem resolvida na vida adulta pode representar uma virada de chave, um recomeço, uma ressignificação de muito sofrimento e o início de uma jornada mais equilibrada e feliz.

Depressão na infância

Depressão é uma doença que também pode atingir crianças! No entanto, na infância, a irritabilidade e as birras serão mais comuns, em vez de tristeza e crises de choro melancólico. Então, é importante saber disso para não confundir uma depressão na infância com “malcriação”.

A gente precisa estar atento principalmente para crianças que passaram pela perda de algum familiar, mudança de escola, algum trauma (como presenciar um assalto), abandono, bullying, entre outros.

Depressão no pós-parto

É importante que todas as gestantes e futuras mamães saibam que é esperado, no pós-parto, variações de humor, tristeza, cansaço e irritabilidade, para que elas não se assustem ou se sintam culpadas quando isso acontecer.

Existe culturalmente a ideia de que a mãe quando o filho nasce precisa ficar feliz, radiante, toda animada e… a realidade não é essa! Porque todo o estresse que o corpo passa no parto vai gerar efeitos emocionais e isso pode evoluir para uma depressão.

Nesse caso, é importante relatar sintomas de humor e pensamentos negativos persistentes para a equipe de saúde que acompanha a família ou procurar um psicólogo!

Complicações possíveis

A depressão sem tratamento pode ter complicações bem indesejadas, desde perda ou ganho de peso em níveis perigosos, perda de emprego ou reprovação acadêmica devido ao número de faltas, extremo isolamento social… podendo ocorrer até autolesões e pensamentos suicidas.

CVV

Antes de tudo, esse é uma tema sensível, e por isso, precisamos falar sobre o Centro de Valorização à Vida (CVV).

Caso você ou alguém esteja passando por um momento de risco à vida, como pensamentos suicidas ou algo similar, por favor, ligue 188. O CVV atua com apoio emocional e atende, de modo sigiloso e gratuito, qualquer pessoa que esteja passando por um período assim.

Com uma equipe treinada e humanizada, o CVV é muito eficaz para dar alívio emocional para qualquer pessoa. Então, ligue ou peça para alguém ligar 188 nesses momentos sensíveis.

Automutilação

A automutilação é qualquer atitude intencional que causa machucados, feridas ou outros danos ao corpo. Arranhões, cortes com navalhas, socos em objetos pontudos, são alguns exemplos de automutilação.

Esse ato envolve a tentativa de aliviar uma emoção muito dolorosa, mesmo que apenas por um tempo. Assim, a pessoa foca na dor que sente pelas feridas e consegue esquecer um pouco as outras dores. Isso é um fator de alerta para o suicídio

A automutilação não é uma doença, apesar de muita gente achar que sim. Contudo, é um sinal importante de adocimento mental, como a depressão, por exemplo.

Existe, sim, uma forma de parar com a automutilação, que deve ser feita com apoio de um psicólogo, para que ele ofereça ajuda qualificada para quem está passando por isso.

Leia mais: Automutilação na infância e adolescência: como lidar

Suicídio e depressão

A complicação mais grave da depressão é o suicídio. Existem vários mitos que precisamos desconstruir. Esses mitos são de que:

  • Falar sobre suicídio estimula as pessoas a se matarem;
  • Quem quer se matar não falar sobre isso;
  • Quem tenta e não consegue, acaba sobrevivendo, não vai se matar “de verdade” e só queria atenção.

Isso significa que pessoas que falam sobre se matar e que têm tentativas anteriores estão sim em risco e precisam que a gente converse com elas, que a gente leve elas no médico e no psicólogo.

Outra coisa para ficar atento é falas indiretas como “quando eu não estiver mais aqui vocês vão ficar tranquilos”, ou atitudes como se desfazer de dinheiro, animais de estimação ou objetos importantes. A pessoa pode estar se preparando para deixar a vida, e é essencial ter a coragem de perguntar a ela diretamente sobre isso.

Agora, se você está planejando suicídio agora ou conhece alguém que esteja, por favor ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) gratuitamente no número 188 ou procura por uma emergência ou emergência psiquiátrica na sua cidade.

Veja outro tema sobre o suicídio: Transtornos mentais e suicídio: conheça os distúrbios que matam

Sinais de recuperação em depressão

mãos livres de uma algema

O que você faria se não estivesse deprimido? Reflita sobre essa pergunta.

A recuperação vai começar a dar sinais quando a sua vida começar a ficar progressivamente mais parecida com o que você faria sem depressão. Por exemplo: levantaria da cama assim que acordasse, ao invés de ficar deitado até o meio dia; prepararia uma refeição para meu almoço, ao invés de comer bolachas e salgadinhos todos os dias porque não tive ânimo de cozinhar nada etc.

Como ajudar alguém com depressão

Achamos muito generoso da sua parte que você se preocupe em ajudar alguém com depressão! Ainda mais considerando que quando as pessoas ficam deprimidas, normalmente os amigos se afastam por medo de não saber o que dizer ou como ajudar.

Então, parabéns por vencer esse medo e vir procurar informações! No entanto, saiba que nem sempre é fácil ajudar alguém com depressão. Além disso, você também vai ter dias mais desanimados e eu quero que você esteja atento a isso e cuide também de você, evitando se sentir totalmente responsável pelo bem estar dessa pessoa, está bem?

Recomendações

Faça essa pergunta: o que você faria se não estivesse deprimido? O que você faria mais? O que você faria menos?

Então, convide a pessoa a dar passos diários na direção do que ela faria mais; faça junto com ela e comemore quando der certo. Quando ela não conseguir, ofereça um abraço e anime a tentarem de novo.

Por fim, o mais importante: ajude ela a procurar ajuda na terapia! Muitas vezes é difícil procurar um profissional, fazer o pagamento e ir na sessão. Se ofereça para pesquisar junto com ela (mas nunca marque uma consulta sem que ela saiba!)

Terapia para depressão

Se você tem dúvidas de que a terapia pra depressão funciona, temos um texto aqui no blog perfeito pra você: Terapia para depressão: quais são os tipos e benefícios do tratamento?

Aqui na Eurekka, utilizando a terapia cognitivo-comportamental (TCC), que é baseada na ciência e oferece ótimos resultados para tratar a depressão.

Por isso, temos um convite muito especial pra você.

Inicie o tratamento com a Eurekka

sede presencial da Eurekka

A Eurekka é uma clínica de psicologia que atende pessoas do mundo todo! E todos os dias ajudamos dezenas de pessoas a viverem uma vida melhor, mais produtiva e, em alguns casos, menos depressiva.

Se você chegou até aqui, queremos te dizer: a sua depressão, hoje, tem solução – e você não precisa passar por isso sozinho.

Então, se você quiser aprender a lidar melhor com as suas emoções e viver a vida que sempre quis viver, fique a vontade para marcar uma conversa inicial com um de nossos terapeutasi! Parabéns por ter procurado informação e ter chegado até aqui, nós estamos muito orgulhosos de você!

Curtiu o texto? Para acessar mais conteúdos gratuitos como esse sobre psicologia e saúde emocional, clique na rede social que preferir: Instagram, Facebook e YouTube!

🥰 Este artigo te ajudou?

0 / 5 5

Eurekka Psicólogos

A Eurekka é uma Clínica de Psicologia especializada em terapia online que atende pacientes de todo o mundo. Os Psicólogos da equipe são treinados para aplicar a Terapia Cognitivo Comportamental de última geração nos mais diversos problemas: ansiedade, depressão, traumas, fobias, autoestima, disciplina, relacionamentos e muito mais.

One reply on “Depressão: prevenção, sintomas, diagnóstico e tratamentos”

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado.