Paroxetina: para que serve e quais os efeitos mais comuns

Equipe Eurekka

Paroxetina, ou cloridrato de paroxetina, é um remédio antidepressivo. Portanto, usa-se, em geral, para tratar a depressão ou ansiedade em adultos com mais de 18 anos de idade.

A Paroxetina é o nome da substância principal usada no remédio. Contudo, também podemos encontrar o remédio por seus nomes comerciais. São eles: Pondera, Arotin, Moratus, Roxetin, Aropax, entre outros.

Entender como remédios psiquiátricos funcionam é essencial para um tratamento efetivo, e aqui você vai aprender como a Paroxetina age no seu corpo, para que serve, quais os efeitos mais comuns do uso e outras informações úteis para um tratamento seguro!

Para que serve a Paroxetina?

A Paroxetina serve para tratar adultos que têm sintomas de depressão e transtornos de ansiedade.

Mas os médicos ainda usam este remédio para tratar outros transtornos. Alguns xemplos são: transtorno de estresse pós-traumático, transtorno do pânico (com ou sem agorafobia) e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC). Além disso, também age contra a fobia social e distúrbios do sono.

como a paroxetina age no cérebro

Como a Paroxetina age no cérebro

Assim como outros antidepressivos, a paroxetina age no cérebro na serotonina, conhecida por ser o hormônio da felicidade. Portanto, esse remédio atua como um inibidor seletivo da receptação da serotonina.

Ou seja, ele reduz a reabsorção da serotonina. Por consequência, isso causa um aumento do hormônio no corpo e também um aumento da sensação de prazer.

Quanto tempo dura o efeito do medicamento?

Cada corpo é diferente, então, o tempo de duração pode variar. Em geral, se observa que os efeitos do remédio – a melhora nos sintomas da depressão, ansiedade, ou o transtorno em questão – surgem após 7 a 14 dias do início do tratamento.

E para que se tenha efeitos a longo prazo e uma boa eficácia, é vital continuar a tratar com paroxetina por, no mínimo, 1 ano.

mulher olhando a vista preocupada

Paroxetina e depressão

De uma maneira geral, recomenda-se que o paciente tome o remédio uma vez ao dia e sempre pela manhã. Além disso, é bom que seja junto de alguma comida.

Além disso, na hora de tomar, é vital lembrar de não mastigar ou triturar o comprimido. O certo é tomar inteiro e com um copo de água, de preferência.

Há várias doses possíveis; mas, quando usam a paroxetina no combate da depressão, a dose que se recomenda é a de 20 mg por dia.

Como já comentado, cada corpo é diferente e também reage de uma maneira diferente. Portanto, conforme for a resposta do paciente ao remédio, o médico pode aumentar a dose. Porém, isso deve ser feito aos poucos, de 10 em 10mg, até chegar em um nível máximo de 50mg por dia.

Paroxetina e ansiedade

Da mesma maneira que para a depressão, quando se trata de ansiedade, a dose usada é a de 20 mg por dia, e o médico pode aumentar até um máximo de 50 mg. Quando se trata do transtorno de ansiedade generalizada (TAG), o aumento deve ser feito a cada semana, de 10 mg em 10 mg.

Paroxetina emagrece ou engorda?

Uma das reações ao uso da Paroxetina é a perda de peso. E isso ocorre pois o remédio pode causar a redução do apetite! Porém, perder peso sem que haja necessidade não é saudável e não faz bem para o seu corpo.

Portanto, recomendamos que você siga uma alimentação saudável e balanceada, não importa a medicação que estiver tomando. Assim, o seu corpo obtém os nutrientes que precisa para ficar saudável. Mas caso a perda de peso e a falta de fome sejam grandes, vá ao médico. Assim, você vai poder tomar as medidas necessárias.

No entanto, da mesma maneira que a Paroxetina pode ajudar a emagrecer, também pode ajudar no ganho de peso. Isso porque uma das reações ao remédio é a astenia, ou seja, a fadiga.

A fadiga torna a atividade física mais difícil e desestimula a pessoa se exercitar. Ao fazer menos exercícios físicos, a pessoa tende a ganhar peso, no longo prazo.

No entanto, os médicos consideram essa reação ao remédio comum! Inclusive, ao comparar com outros remédios antidepressivos, a Paroxetina causa um aumento maior no peso – em média, um aumento de 7% da massa corporal total.

paroxetina

Outras indicações comuns para paroxetina

Como falamos no início do texto, por mais que esse remédio seja mais usado para tratar a depressão e a ansiedade, a Paroxetina também é indicada para outros transtornos.

E é sobre esses outros usos que vamos falar agora!

Paroxetina e transtorno obsessivo-compulsivo (TOC)

O TOC é um distúrbio psiquiátrico obsessivo-compulsivo, de acordo com o DSM-5. Pessoas com TOC costumam ter ações e pensamentos intrusivos e dolorosos e/ou compulsões repetitivas.

No tratamento contra o TOC, a Paroxetina deve ser usada, no início, com dose de 20mg por dia. Aos poucos, essa dose pode aumentar, a cada semana, de 10mg em 10mg. A maior dose é a de 40mg por dia. Porém, alguns pacientes chegam a tomar uma dose de de 60mg por dia.

Paroxetina e síndrome do pânico

A Síndrome do Pânico é um transtorno de ansiedade, de acordo com o DSM-5. Indivíduos com essa síndrome costumam ter crises inesperadas e intensas. Nelas, os sintomas principais são o desespero e o medo de que algo ruim ocorra – mesmo que não haja sinais ou motivos para a pessoa se sentir assim.

A Paroxetina é uma opção para tratar esse transtorno. Além disso, seu tratamento deve começar com uma dose de 10mg por dia. A dose inicial deve ser baixa, uma vez que, no início do tratamento, pode ser que os sintomas da síndrome do pânico piorem.

Paroxetina e fobia social

Também conhecido como transtorno da ansiedade social, essa fobia faz com que a pessoa fuja de qualquer tipo de contato com outras pessoas. A pessoa com este transtorno evita todo e qualquer tipo de contato social, uma vez que sente pavor em estar com outras pessoas ao seu redor.

As situações de interação social trazem um grande desconforto. Então, é útil que o corpo se habitue a esse desconforto. Assim, em situações futuras, ele não será tão grande quanto é hoje.

Paroxetina e estresse pós-traumático

O TEPT (transtorno de estresse pós-traumático) pode surgir a partir de qualquer situação traumática. No entanto, as situações que, no geral, criam esses sintomas têm a ver com situações de violência ou de ameaça à vida.

Também chamado de Perturbação de Estresse Pós-traumático (PSPT), ele provoca um conjunto de sintomas físicos, emocionais e psíquicos. Isso ocorre pois, quando a pessoa se lembra do ocorrido, sente como se estivesse revivendo aquele momento.

Nesse caso, recomendam a Paroxetina na dose de 20mg por dia. De acordo com a resposta do paciente, é possível subir essa dose, de 10mg em 10mg, até atingir o nível de 50mg por dia, no máximo.

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Efeitos colaterais da Paroxetina

Os efeitos colaterais podem ser divididos em três grandes grupos: os efeitos muito comuns, os comuns e os menos comuns. Sendo que o normal é que, ao usar a Paroxetina, a maior parte das reações adversas surjam logo no início do tratamento e reduzam com o passar do tempo.

Efeitos muito comuns:

O efeito mais comuns incluem náuseas e disfunção sexual. Os médicos consideram estes efeitos como muitos comuns, pois ocorrem com mais de 10% das pessoas que usam a Paroxetina.

Efeitos comuns:

Entre esses efeitos estão a ocorrência de:

  • Vômitos;
  • Bocejos, sono, insônia;
  • Visão turva;
  • Vertigem;
  • Tremores;
  • Dores de cabeça
  • Agitação
  • Sonhos anormais.

Além disso, pode ocorrer também um aumento dos níveis de colesterol, redução do apetite, fadiga, ganho de peso, sudorese, constipação, diarreia e boca seca. Esses sintomas surgem em 1 a 10% das pessoas que usam a paroxotina.

Efeitos menos comuns:

Quando ocorrem, podem ser sangramento anormal (em especial na pele e em mucosas), sensação de confusão, alucinações, distúrbios extrapiramidais, taquicardia sinusal etc.

Pode ocorrer também um aumento ou redução da pressão sanguínea, hipotensão postural, incontinência urinária ou retenção urinária, erupções cutâneas e dilatação da pupila. Essas reações só ocorrem em menos de 1% dos pacientes que fazem o uso da Paroxetina. Por isso, as consideram menos comuns.

Reações raras:

Além disso, existem as reações raras, que ocorrem em menos de 0,01% dos pacientes que usam este remédio. São elas:

  • Hiponatremia (em especial nos idosos);
  • Reações maníacas;
  • Convulsões;
  • Síndrome das pernas inquietas;
  • Acatisia (sensação de tremor muscular e incapacidade de ficar sentado e parado).

Pode ocorrer também elevação das enzimas hepáticas e, de forma muito rara, hepatite – às vezes ligada à icterícia ou à deficiência hepática. Se ocorrer uma elevação grande nos testes de função hepática, deve ocorrer a descontinuação do tratamento. Informe o seu médico sempre!

Ainda, indica-se que pacientes sob uso contínuo de paroxetina não dirijam veículos ou operem máquinas, pois o remédio pode comprometer suas habilidades e atenção.

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