Sintomas de depressão: conheça os sinais que merecem atenção

Henrique Souza

Se você chegou até esse texto, é possível que esteja com receio de estar sofrendo com sintomas de depressão, ou que talvez alguém próximo esteja apresentando uma tristeza profunda e você esteja querendo ajudar.

Essa é uma busca cada vez mais comum, uma vez que a própria depressão está se espalhando mais e mais. Sabemos que reconhecer a depressão pode ser difícil e, por isso escrevemos esse texto que vai te ajudar a entender essa doença com mais clareza.

Por isso, leia até o final e descubra quais são os sintomas da depressão e, caso acredite que se encaixa num possível diagnóstico, busque ajuda profissional. Esse post serve como educação, mas não substitui um atendimento individual e profissional.

O que é depressão e quais são as causas?

A depressão é um transtorno mental comum, que afeta uma a cada cinco pessoas ao longo da vida. O que se sabe sobre a causa da depressão é que ela não é única, mas sim feita de vários fatores que aumentam ou reduzem a chance de você desenvolver o quadro depressivo.

São três fatores que deixam que a doença se estabeleça:

1- Genética: você terá mais chances de ter a doença quando tiver, na família, mais pessoas que já tiveram episódios depressivos. Ou seja, o seu corpo já pode ser mais suscetível a ser deprimido.

2- Vida desregrada: Quando a sua estrutura de vida está sem regras, você não controla o que ou quando come, dorme muito menos ou muito mais do que deveria, não faz exercício físico e está sempre estressado. Ou seja, essa bagunça no seu estilo de vida faz com que você tenha maiores chances de ficar deprimido.

3- Gatilho: O transtorno depressivo pode surgir a partir de algum evento que deixou você com uma tristeza profunda, te gerou um trauma e desregulou a sua vida. No entanto, não é porque algum evento ocorreu que você vai ter depressão. Porém, se tiver uma predisposição genética e hábitos de vida ruins, há uma chance da doença surgir.

No geral, eventos traumáticos, como perder alguém muito querido ou o fim de um relacionamento que era essencial na sua vida, são coisas que marcam você e que dão início a essa espiral! Você já passou por alguma coisa parecida?

Quais são os sintomas de depressão?

Por ser um transtorno psicológico, não há um teste único ou exame de laboratório que indique que alguém tem ou não depressão. Ter a doença é algo que você percebe quando analisa vários sintomas emocionais e físicos.

O DSM 5 (Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais) estabelece que você tem que ter pelo menos 4 dos 9 sintomas a seguir nas últimas duas semanas.

Então, os médicos e psicólogos vão tentar entender como anda a sua vida e quantos desses sintomas você teve, nos últimos tempos, para poder fazer um diagnóstico certo.

Os sintomas de depressão são:

1- Falta de energia ou ânimo

O primeiro sintoma é a falta de energia ou ânimo para fazer as atividades diárias. Sendo assim, as atividades que a pessoa com depressão fazia antes, depois da depressão, começam a parecer cada vez mais difíceis de serem feitas.

2- Tristeza constante

É normal que uma situação em especial deixe a pessoa triste. E a tristeza tem a função de ajudar a pessoa a se organizar diante de uma experiência ruim que ela passou. Entretanto, quando essa tristeza é constante e sem um motivo específico, você deve ficar de olho. Pode ser sim um forte sinal de depressão.

3- Diminuição do prazer na rotina

Outro sintoma é a redução do prazer na rotina. Muitas vezes, as pessoas com depressão dizem que se sentem anestesiadas, incapazes de sentir prazer com o que antes gostavam de fazer. Às vezes, é possível que você sinta que está vivendo no piloto automático e que os dias estão passando muito rápido, também.

4- Sentimento de pessimismo e desesperança

Apesar de não ser o sintoma mais comum, estar o tempo todo pessimista pode ser um alerta para a doença. Aquela pessoa que está sempre vendo o pior lado das coisas, de mal com a vida, sempre com um ar de melancolia e se sentindo sem esperanças pode estar sofrendo de depressão. O pessimismo e a desesperança podem estar ligados a uma profunda tristeza que o indivíduo sente.

sono

5- Mudanças no sono

O quinto sintoma se liga a mudanças no seu sono. A depressão pode mudar o seu sono tanto para cima quanto para baixo. Ou seja, você pode ter insônia, e achar muito difícil dormir, assim como você pode ter hipersonia, que é dormir muito mais horas do que o seu normal.

6- Mudanças de peso e apetite

Mudanças de peso e apetite também podem ser um sinal claro de depressão. Quando tem a doença, você pode sentir muito mais fome do que o normal, assim como muito menos fome.

Ainda, essa mudança de fome pode ter impacto no seu peso. Dessa forma, você pode ter grande ganho de peso ou emagrecer muito, ficando com um peso mais alto ou mais baixo que o normal. Com isso, pode vir também a baixa autoestima.

7- Pensamentos de morte

O sétimo sintoma está ligado a pensamentos de morte ou, às vezes, até vontade de tirar a própria vida. É triste, mas a depressão é uma doença que aparece quase sempre com o desejo de não estar mais vivo. Às vezes, a pessoa faz até planos para isso. Esse é o sintoma mais grave da depressão, pois gera um risco à vida.

8- Sentimento de culpa ou de remorso constante

O oitavo sintoma está ligado a um contínuo sentimento de culpa. Ou seja, a pessoa está sempre sentindo remorso por algo ou se culpando por coisas do passado, mesmo que recente.

9- Irritabilidade

Este sintoma tem a ver com ficar irritado. A pessoa com depressão pode se irritar muito fácil por pequenas coisas que, em outros tempos, não a teriam incomodado.

teste depressão sintomas

10- Inquietação e ansiedade

A mente que sofre é uma mente inquieta. Isso porque a pessoa não está em seu estado normal. Quem sofre de depressão pode ficar mais inquieto do que de costume e até ter problemas para ficar sentado por um tempo.

Além disso, apesar de depressão e ansiedade serem transtornos diferentes, muitas vezes podem andar juntos. Assim, a ansiedade pode surgir como um sintoma da depressão.

11- Movimentos físicos mais lentos

Muitas vezes, o corpo já não se movimenta mais na mesma velocidade do que antes a ponto de outras pessoas notarem. Entretanto, também pode ocorrer o oposto, e a pessoa passa a ter agitação motora.

12- Pensamento desorganizado

O décimo segundo sintoma é a dificuldade de concluir o raciocínio. A pessoa sente que não consegue organizar as ideias, e que não consegue se concentrar direito nas tarefas feitas.

13- Dores de cabeça e problemas digestivos sem causa física aparente

A depressão também pode causar sintomas físicos, como dores de cabeça, problemas digestivos e cólicas. Se você sente esses sintomas e não há uma causa física para isso, eles podem significar que você esteja sofrendo com depressão.

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Identificando os sintomas depressão em diversos estágios da vida

Sim, você pode identificar depressão nos vários estágios da vida. É só prestar atenção nos 13 sinais que a gente acabou de falar. No entanto, há detalhes de cada estágio da vida que pode ser valioso você entender melhor.

Por isso, aqui vão algumas dicas para identificar depressão nos vários estágios da vida!

Como identificar os sintomas de depressão na infância

Como uma das atividades mais importantes da infância envolve o contato com outras crianças, a depressão na infância muitas vezes se mostra como uma tendência a se isolar e ser agressivo em relação às outras crianças.

Muitas vezes, você pode pensar que depressão é só tristeza profunda ou desânimo, mas a ficar muito irritado também é um sintoma de depressão. Por isso, na infância, fique de olho ao desânimo e à tristeza, mas também perceba a raiva e a agressividade com os outros colegas.

Como identificar os sintomas de depressão na adolescência

É mais difícil identificar a depressão na adolescência pois o adolescente já é, por natureza, um pouco mais emotivo. As mudanças hormonais na adolescência fazem com que a gente tenha mais mudanças de humor do que em outras fases da vida.

O lado bom é que o adolescente também pode se comunicar melhor do que a criança. Além disso, fala mais sobre depressão do que em outras fases da vida.

Por isso, a dica vital é ouvir o adolescente. Pois, por mais dramático que o adolescente possa ser nessa fase, é muito comum que ele esteja falando a verdade sobre como ele se sente.

Ainda, é importante estar atento a mudanças alimentares, como perda total do apetite ou vontade de comer tudo que vê pela frente. Essa é uma fase de crescimento e de muita energia. Ainda assim, ganho de peso e perda de peso, sem um porquê, devem ser notados pelos pais.

Na média, os adolescentes ainda estão com o cérebro em desenvolvimento. Só aos 25 anos o seu cérebro vai chegar à maturidade total, e a última área a se tornar madura de verdade é a área que inibe impulsos: o nosso córtex pré frontal. Por isso, a depressão pode ser ainda mais perigosa nessa fase.

Como identificar os sintomas de depressão na terceira idade

Identificar a depressão na terceira idade pode ser mais difícil do que identificar em outras etapas da vida. A terceira idade já é uma fase menos ativa da sua vida. Então, você espera que a pessoa idosa não esteja sempre em movimento como uma pessoa jovem.

Por isso, na terceira idade, é essencial olhar para os sintomas sociais da depressão, ou seja, o isolamento e a irritabilidade com outras pessoas todos os dias. Essa redução da atividade, que é comum na terceira idade, aumenta a chance de desenvolver depressão.

Agora, se a pessoa idosa não tem conexão social e se irrita com quase todo mundo que tá em volta, isso traz ainda mais chances.

A depressão também afeta os idosos num ciclo muito difícil e muito perigoso de perda de vigor físico e de energia. Além disso, há tristeza por essa perda de vigor físico e energia, mais perda pois a atividade se reduz.

Sem exercício físico e sem envolvimento, é normal que a pessoa vá perdendo ainda mais vigor e energia, o que leva a uma depressão cada vez maior.

Perceber esses sinais cedo e tratar de forma certa vai ser vital para que o idoso possa viver esses anos da sua vida alegre, engajado, ligado com a família e com outras pessoas.

E as melhores formas de tratar a depressão na terceira idade são muito similares às formas usadas para tratar a depressão na idade adulta. O mais importante de tudo é ajudar o idoso e dar certeza de que a vida dessa pessoa tenha momentos de autocuidado e engajamento.

Subtipos de depressão

Criança com dor, automutilação, depressão

Existem alguns subtipos de episódios depressivos. Veja na lista abaixo quais são eles:

1- Transtorno depressivo maior (depressão unipolar)

É a forma mais comum de depressão. É um distúrbio mental com pelo menos cinco dos sintomas que falamos antes neste texto, por pelo menos duas semanas, sem parar.

A junção de sintomas mexe muito na vida da pessoa, o que prejudica sono, trabalho, estudos, apetite e prazer. Apesar de a depressão ser algo comum, trata-se de uma doença muito séria. Além disso, você precisa tratar a doença assim que diagnosticar o caso.

2- Depressão bipolar

Depressão bipolar se refere à parte depressiva do Transtorno Bipolar. Muitos dos pacientes iniciam o transtorno com um episódio de depressão. Então, a pessoa muda entre momentos depressivos e momentos de muita euforia ou irritação.

É vital ficar de olho se as mudanças de humor ocorrem de forma forte, frequente e sem motivo aparente. Apesar de ter algumas questões similares à unipolar, a depressão bipolar é mais grave e causa mais mortes por suicídio.

Além disso, costuma mostrar alguns sintomas como: ganho de peso (em vez de perda, como é mais comum na depressão maior), muito sono, humor mais instável, delírios e início precoce de sintomas.

Por fim, ao contrário da depressão unipolar, a bipolar piora com o uso de antidepressivos, o que aumenta a chance de suicídio. Entretanto, se combinar com outros tipos de remédios, dá para usar o antidepressivo. Por isso, você sempre deve falar com um médico.

3- Distimia (transtorno depressivo persistente)

A distimia é um transtorno de humor que se caracteriza, em especial, por um longo período de sintomas de depressão leve. Enquanto no transtorno depressivo maior os sintomas podem ser mais fortes, mas durar até seis meses, a distimia pode ter sintomas mais leves, mas pode durar por muitos e muitos anos.

É por isso que a distimia e a depressão são duas doenças muito parecidas. Mas a maior diferença entre elas é a duração dos sintomas. Por fim, a distimia também pode atingir adolescentes e crianças.

4- Depressão pós-parto

A depressão pós-parto é uma condição que traz desespero, muita tristeza e falta de esperança para a mãe após o parto. Pode trazer muito prejuízo ao vínculo afetivo entre mãe e bebê. Isso, por sua vez, pode levar a problemas no desenvolvimento da criança.

Mas é importante entender que a depressão pós-parto não é culpa da mãe, e, por isso, não se deve fazer pressão ou brigar com a mãe. Este é um caso que precisa de respeito e amor, apenas.

Um dos problemas que você deve ficar de olho é que, durante a gravidez e o pós parto, é possível que a mulher tenha vergonha de dizer que está com sintomas de depressão. Há uma expectativa da sociedade de que a mulher esteja bem, que ela não reclame e que ela ame a experiência perfeita de ter um filho e de cuidar do bebê.

Entretanto, não se trata de uma fraqueza ou falta de caráter. Por isso, o melhor é tentar ter empatia e ajudar a mulher que estiver sofrendo com isso a procurar ajuda o mais rápido possível, pelo bem dela e do bebê.

Se você ficar presente na vida dela e der chance para ela falar, talvez, você escute que ela pode estar com sintomas de depressão e possa tomar a atitude correta.

Em casos raros, o caso pode evoluir para uma forma mais agressiva da doença, conhecida como psicose pós-parto.

5- Transtorno afetivo sazonal

O transtorno afetivo sazonal faz aparecer a depressão durante os meses de inverno, quando há menos exposição à luz solar. Nesses casos, a depressão, em geral, melhora durante a primavera e o verão.

Apesar de poder ser tratado com fototerapia, muitos pacientes não melhoram com esse tipo de tratamento. Por isso, antidepressivos e psicoterapia acabam sendo mais efetivos, associados ou não à fototerapia.

6- Depressão psicótica

A depressão psicótica ocorre quando a pessoa tem depressão grave mais alguma forma de psicose, como delírios, alucinações ou crenças falsas. Trata-se de um distúrbio grave.

Além dos sintomas apresentados por pacientes que sofrem com depressão comum, o aspecto distinto da depressão psicótica são as ideias incompatíveis com a realidade.

Enquanto a pessoa está doente, é mais difícil reverter as crenças e delírios, mesmo que outras pessoas mostrem a elas provas contrárias. Além disso, o conteúdo dos delírios e alucinações não são negativos, mas podem se referir a ideias bizarras.

Qual a diferença entre tristeza e depressão?

A tristeza é uma emoção que costuma aparecer por um motivo específico (você teve uma expectativa quebrada, perdeu o emprego, terminou um relacionamento). Sendo assim, você consegue dizer o que a causou com certeza.

E apesar de ser um sentimento ruim, a tristeza também é benéfica, já que ela ajuda você a pensar no que você pode ter feito errado e a procurar pelo apoio de pessoas queridas. A depressão permanece e, à longo prazo, vai desligando você de todas as coisas que são importantes na sua vida.

De repente, você não está mais com vontade de fazer exercício e para de fazer, o que piora a depressão; ou você não está com vontade de fazer um relatório do trabalho e não faz, o que aumenta as chances de você perder o emprego ou receber uma advertência.

A depressão dura mais tempo do que uma tristeza

E por durar mais tempo, ela vai aos poucos destruindo as bases da sua vida. E aqui vale dizer que existem vários casos de depressão, como:

  • Crônica: dura muito tempo;
  • Leve: quando quatro desses sintomas, que a gente conversou no início, estão presentes, mas não de maneira muito intensa;
  • Sazonal: ligada à época do ano, como já vimos neste texto.

Relação entre depressão e suicídio

Como você viu antes, pensamentos de morte e suicídio são um dos sintomas de depressão. Apesar de nem toda a pessoa com depressão ter propensão a cometer suicídio, pensar sobre suicídio é um forte indício de que a depressão está em um nível grave.

Estudos mostram que mais da metade das pessoas que cometem suicídio estavam com depressão antes de se matarem. Isso significa que sim, é possível dizer que eles estão ligados de forma direta.

Entenda em que casos a depressão pode levar ao suicídio

O risco de suicídio é maior quando a pessoa passa muito tempo sem tratamento e também sem ter rede de apoio. Ou seja, ela entende que o suicídio é uma forma de escapar de um sofrimento que está sendo muito grande, como se ela estivesse vendo o suicídio como um último recurso, depois que nada funcionou para eliminar aquela dor muito forte.

A sensação de que nada funciona para aliviar a dor é muito normal em pessoas que tentaram vários tratamentos para depressão, que sentem que tentaram de tudo, mas que não sentem qualquer resultado. É por isso que, quanto mais cedo a depressão for tratada, menor a chance do suicídio.

Dos sintomas de depressão ao diagnóstico

diagnóstico de depressão

Para saber se a pessoa sofre de depressão, o primeiro passo é prestar atenção aos sintomas. No entanto, não podemos investigar um transtorno depressivo do mesmo jeito que uma infecção, por exemplo. Quando estamos com infecção, investigamos até descobrir o que causou aquilo, como uma bactéria. E depois de descobrir as causas, tratamos elas com medicação, não é?

Não dá para dizer que você está depressivo porque não está fazendo exercício, porque teve perda de interesse pela vida ou que você está depressivo porque o seu sono está desregulado.

Porque os próprios sintomas (não fazer exercício, estar desmotivado, ter o sono desregulado) também vão ajudar você a se manter deprimido. Por isso, tratar a causa não é o primeiro passo!

Em vez disso, você precisa tratar cada um dos sintomas para conseguir se envolver com a vida de novo, sentir alegria e, de repente, sentir menos humor deprimido. Não basta tratar a causa, você tem que tratar todos os efeitos dos sintomas da depressão para conseguir sair dessa e construir uma vida mais feliz.

Um teste criado por psicólogos da Eurekka também pode ajudar você a descobrir se você sofre com depressão. Clique na imagem abaixo para acessar:

teste de depressão

Profissional deve fazer diagnóstico em quem tem sintomas de depressão

É só a partir do diagnóstico de um profissional que você vai poder entender qual o tipo de depressão que você tem. E esse diagnóstico é feito através de muita conversa e de testes, a partir do Manual de Diagnóstico e Estatística dos Transtornos Mentais (DSM-IV).

É legal notar que não é vital saber se você está com uma depressão ou não. O mais importante é começar a atacar cada um desses sintomas, mesmo que eles não sejam suficientes para o médico dizer que você tem a doença mesmo. Afinal, você não precisa de um diagnóstico de depressão para merecer ser tratado. Aliás, em alguns casos, o diagnóstico nem é tão importante assim.

Além disso, há outras doenças com sintomas similares, como a distimia, por exemplo, que apresenta sintomas mais leves mas com duração de pelo menos dois anos.

Tem sintomas de depressão? Veja os tratamentos

mulher triste, chorando

A notícia boa é que há tratamento para depressão. A seguir, listamos alguns:

Psicoterapia

Nem todas as psicoterapias vão funcionar para depressão com a mesma intensidade, já que existem diversos modelos diferentes realizados em todo o mundo. Além disso, pessoas diferentes reagem de maneiras diferentes ao mesmo tratamento. Entretanto, terapias comportamentais e cognitivo-comportamentais são as que foram estudadas e mostraram mais resultados positivos nesses casos.

A Terapia Cognitivo-Comportamental acredita que você pode mudar o jeito como você pensa e como age. Por isso, ela se concentra menos em analisar o seu passado e mais em fazer mudanças práticas acontecerem no seu presente. Toda a teoria da TCC é baseada na seguinte ideia: o que mais faz você sofrer não são as coisas que acontecem com você, mas sim o que você faz com aquilo que ocorreu.

Ou seja, o jeito como você interpreta e reage às situações. Assim, duas pessoas podem passar pela mesma situação e lidar com isso de maneiras cem por cento diferentes.

Pessoas com depressão, em geral, não conseguem viver o presente. Elas ficam revivendo o passado, em especial, as coisas negativas. Assim, a terapia cognitivo-comportamental tenta ressignificar esses eventos para fazer com que o indivíduo possa mudar seu comportamento.

Na terapia cognitivo-comportamental, você aprende a perceber cada vez que seus pensamentos e ações estão fazendo mal para si mesmo. Então, você planeja, junto com seu terapeuta, estratégias para pensar diferente. E interpretando o mundo de um jeito diferente, você consegue também viver uma vida diferente.

Por fim, nessa abordagem, toda a semana o paciente se compromete com o terapeuta a fazer uma atividade prática entre uma sessão e outra. Trata-se de uma tarefa de casa para aplicar os conhecimentos da terapia no seu dia a dia. Assim é possível amenizar os sintomas da depressão.

Recaídas na terapia

Durante o tratamento é importante que você esteja consciente de que o progresso, por mais que pareça bom e rápido de início, pode travar – ou até mesmo regredir.

Mas isso não significa que você não possa voltar a avançar em direção à cura! Para isso, vamos realizar um desafio contra o efeito sanfona na terapia! Clique na imagem abaixo e se inscreva para saber como aproveitar o máximo da sua terapia da forma mais constante possível!

Exercícios para sintomas de depressão

Exercício físico é um antidepressivo natural que, inserido na rotina das pessoas, ajuda muito a manter o corpo saudável e prevenir depressão. Entretanto, não chega a ser um tratamento, mas é parte de um conjunto de mudanças que um psicoterapeuta pode recomendar.

A atividade física libera endorfina no cérebro, proporcionando sensação de bem-estar e tranquilidade. Assim, o exercício físico é capaz de descontrair o corpo e ativar o sistema imune, sendo muito eficaz no combate ao estresse e à ansiedade.

Além disso, a atividade física também contribui para uma melhora na autoestima, tanto devido à sensação de se estar fazendo algo em benefício da própria saúde, como também por deixar o corpo mais bonito.

Isso sem falar no efeito de relaxamento que ocorre após o exercício, o que ajuda no combate ao estresse. Até mesmo uma caminhada rápida entre 20 e 30 minutos só três vezes por semana ajuda melhorar o estresse.

Vale lembrar, no entanto, que seja feito com equilíbrio. Um programa de exercício muito pesado pode deixar a pessoa ainda mais estressada.

Alimentos para melhorar os sintomas de depressão

Alguns alimentos podem estar atrapalhando a sua melhora. Se você está com sintomas de depressão, evite alimentos industrializados ou ricos em açúcares, como balas, doces e chocolate ao leite.

Qualquer alimento que vá fazer com que você tenha um pico glicêmico vai trazer também uma alteração no seu humor, uma variação de humor. Essa variação de humor é que pode estar atrapalhando seu dia a dia.

Entretanto, cada pessoa vai reagir aos alimentos de uma determinada maneira. Isso tem muito a ver com a sua genética e com seus hábitos alimentares.

Então, como é uma dieta que pode ser usada como antidepressivo? Uma dieta em que a gente remove esses alimentos e começa a comer produtos mais naturais, vegetais, frutas, legumes, carnes, ovos. Ou seja, comer proteínas, legumes e vegetais.

Remédios para depressão

Hoje em dia existe uma série de remédios para depressão que ajudam muita gente a melhorar. Eles podem ser úteis sempre que forem receitados e acompanhados de perto por um psiquiatra. Eles não têm efeito imediato, demoram cerca de dois meses para encontrar um equilíbrio no nosso organismo e combater a depressão mesmo.

A combinação de psicoterapia e fármacos é a melhor opção, pois remédios ajudam a superar momentos difíceis, enquanto a psicoterapia ajuda a construir uma vida mais saudável!

Atividades terapêuticas para sintomas de depressão

É importante que você procure na vida tudo aquilo que é “terapêutico” pra você – sabendo que nem sempre vai ser a mesma coisa que é terapêutica para o outro. Uma atividade que lhe faça bem e ajude você a sentir mais satisfação e no controle das emoções.

Tratamento da Eurekka para sintomas de depressão

sede presencial da Eurekka

Por fim, eu quero contar para vocês sobre o tratamento para depressão com terapia cognitivo-comportamental da Eurekka. A Eurekka é uma clínica de psicologia, com base em Porto Alegre, mas que atende todos os dias muitos pacientes online do mundo inteiro com depressão ou outras doenças psicológicas.

Concluindo, os nossos profissionais são treinados nos melhores métodos de terapia para depressão e para agendar uma conversa com os nossos psicólogos é só clicar neste link e visitar a página.

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Henrique Souza

Henrique é psicólogo pela UFRGS, atuando na clínica com a Abordagem Analítico-Comportamental, apaixonado por criatividade e comunicação e co-fundador da Eurekka, a startup de Psicologia que se tornou a maior rede de psicoterapia do Brasil. Além de fazer mais de 3000 sessões por mês, a Eurekka também oferece telemedicina, um clube de assinatura, franquia para Psicólogos e outros produtos

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