Transtornos de humor: o que são, quais os tipos e como tratar

Equipe Eurekka

Antes de falar sobre transtornos de humor, precisamos deixar claro que todos nós mudamos de humor. Assim, em alguns dias vamos estar com mais energia e alegres, em outros, podemos estar tristes e menos ativos.

Contudo, nos transtornos de humor, essas alterações são muito intensas, além de durarem muito mais que o normal.  Assim, quando não são tratados, podem causar uma dor muito grande para a pessoa.

Por isso, neste texto, você vai entender tudo o que precisa saber sobre os transtornos de humor: quais os tipos, sintomas, tratamentos e como lidar com eles.

O que são transtornos de humor?

Os transtornos de humor têm esse nome, pois têm como traço principal a alteração do humor. O humor “normal” recebe o nome de eutimia.

Contudo, é possível ter mudanças para cima e para baixo: quando é para cima, chama-se hipertimia ─ um humor eufórico ou irritável. Por outro lado, quando é para baixo, é chamada de hipotimia, ligado à tristeza e falta de interesse em geral.

Talvez você esteja pensando que já se sentiu assim: muito irritado, mais alegre ou “para baixo”. É normal que todo mundo tenha essas flutuações. A diferença, no entanto, é que nos transtornos de humor, essas mudanças são muito intensas, bruscas ou duram muito mais tempo.

Além disso, causam um grande prejuízo para a pessoa e suas relações. Como vamos ver mais para frente, vários outros sintomas também acompanham essas mudanças.

Você já se perguntou qual a causa dos transtornos de humor?

Bom, os transtornos mentais são multifatoriais. Ou seja, causados por vários fatores em conjunto: biológicos, psicológicos e sociais. Assim, fatores hereditários, a história de vida e o ambiente da pessoa fazer com que eles surjam de modo mais fácil.

Quais são os principais sintomas dos transtornos de humor?

De forma geral, os sintomas mais comuns são as mudanças de humor. Ou seja, a pessoa não está em eutimia, seu humor normal. Podemos classificar essas mudanças em episódios de humor. Há três tipos de episódio: o depressivo, o maníaco e o hipomaníaco. Abaixo, vamos ver os principais sintomas de cada um deles.

pessoa com maquiagem branca e brilhos vermelhos ao redor dos olhos com a imagem distorcida

Episódio maníaco (mania)

Na mania, a pessoa se sente eufórica e com energia acima do normal. Além disso, ela sente que suas ações não têm consequências, que pode levar a um modo de agir impulsivo. Assim, é comum que pessoas em mania se coloquem em situações de risco, como beber e dirigir em alta velocidade. 

Ainda, pode estar mais irritável que o normal e, por isso, pode haver casos de agressão durante esse episódio. Além disso, o sono diminui de forma drástica e a pessoa se sente descansada com apenas três horas de sono. 

Também é vital falar que, em alguns casos, há características psicóticas, como os delírios.

Outros sintomas da mania são:

  • Fala acelerada;
  • Fuga de ideias;
  • Pensamentos de grandiosidade;
  • Agressividade;
  • Alto nível de atividade.

É sempre bom frisar que, muitas vezes, a pessoa se sente bem durante a mania e, por isso, não procura tratamento nessa fase. No entanto, esse episódio coloca em risco a própria pessoa e as pessoas com quem se relaciona. Assim, é muito importante que pessoas em mania recebam tratamento adequado para evitar esses riscos. 

Episódio hipomaníaco (hipomania)

O episódio hipomaníaco é similar à mania e seus sintomas são os mesmos. Há, contudo, algumas diferenças. A primeira delas é que não há traços psicóticos na hipomania. Ou seja, sempre que isso estiver presente, sabemos que é um caso de mania.

A segunda é que os sintomas são um pouco mais leves. Por isso, o impacto direto na vida e nas relações do sujeito são mais brandos. Há, contudo, uma nítida mudança no funcionamento da pessoa.

É vital, no entanto, que se dê atenção à hipomania. Apesar dos sintomas mais leves, ela já indica a presença de transtorno de humor. Ou seja, indica que um episódio mais grave pode vir a acontecer. Além disso, a oscilação entre hipomania e episódio depressivo pode gerar muito prejuízo à vida da pessoa.

Episódio depressivo

No episódio depressivo, a pessoa tem seu humor alterado para baixo. Ou seja, ela se sente triste, vazia e sem esperança.  Além disso, também tem falta de prazer e falta de interesse por tarefas na maior parte do dia, quase todos os dias. 

Ainda, outros três sintomas físicos ou emocionais devem estar presentes. Esse conjunto de sintomas deve durar por pelo menos duas semanas contínuas para configurar o episódio:

homem com as mãos na cabeça preocupado com seu transtorno de humor depressivo

 Sintomas emocionais:

  • Tristeza contínua em diferentes intensidades;
  • Perda de interesse por atividades;
  • Sentir-se sem valor;
  • Dificuldade em se concentrar;
  • Dificuldade de sentir prazer e emoções positivas;
  • Pensar em morte ou planejar suicídio.

Sintomas físicos:

  • Cansaço;
  • Muito sono ou insônia;
  • Agitação motora ou lentidão dos movimentos;
  • Muito apetite ou perda de fome.

O diagnóstico de cada um dos transtornos de humor vai variar conforme os episódios. Por exemplo, a depressão tem só episódios depressivos. Já o transtorno bipolar, por exemplo, pode apresentar não só mania ou hipomania, como também episódios depressivos. 

Saiba mais sobre o tema: Bipolaridade: tipos e sintomas do Transtorno Bipolar

Além disso, cada um dos transtornos possui sintomas específicos que vamos ver mais adiante no texto.

Por fim, é vital frisar que, entre essas mudanças, podem estar presentes a ideação suicida e a tentativa de suicídio. Isso é mais comum, em especial, no transtorno bipolar e na depressão. 

Dessa forma, caso você esteja planejando suicídio agora ou conhece alguém que esteja, por favor, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) de modo gratuito no número 188 ou procure por uma emergência ou emergência psiquiátrica na sua cidade.

Quais são os transtornos de humor?

Há diferentes transtornos de humor. A grande diferença entre eles é a forma como as mudanças de humor ocorrem. Os mais comuns são transtorno bipolar, depressão distimia e ansiedade.

Transtorno bipolar

O transtorno bipolar tem como marca a flutuação entre episódios maníacos, hipomaníacos e depressivos. Essa oscilação é muito intensa e poder gerar problemas para a vida da pessoa e suas relações. Em alguns casos, a internação para estabilização do humor pode ser necessária.

Além disso, conforme o DSM-5, há diferentes tipos de transtorno bipolar: 

  • Tipo I (podem alternar os episódios maníacos, hipomaníacos e depressivos);
  • Tipo II (podem alternar os episódios hipomaníacos e depressivos);
  • Transtorno ciclotímico (sem episódio definido e rápida alternância);
  • Induzido por substância/medicamento (a origem dos episódios de humor é algum remédio ou droga ilícita).

Estima-se que 3% da população mundial tenha o transtorno bipolar. Além disso, esse transtorno causa grande impacto nas relações do sujeito e é uma das maiores causas de incapacidade no mundo. 

Contudo, há como tratar o transtorno bipolar. Para isso, é vital que a pessoa tenha apoio psiquiátrico. O tratamento padrão-ouro é através dos estabilizadores de humor, como o lítio. Também pode ser necessário o uso de antipsicóticos e antidepressivos.

Ademais, pode ser necessário auxílio psicológico para engajar o paciente no tratamento farmacológico e ajudar a tratar o impacto que a doença causou em sua vida. A Eurekka é a maior clínica de saúde mental do Brasil e contamos com psicólogos humanizados prontos para ajudar. Clique no banner e agende sua primeira sessão.

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Por fim, não sabemos qual a causa exata da bipolaridade. No entanto, já se sabe que há fatores hereditários. Assim, parentes de alguém com transtorno bipolar têm maior chance de desenvolver a doença.

Depressão

A depressão se dá pela presença de um episódio depressivo. No entanto, há diferentes graus de depressão. Há casos mais leves que podem ser tratados com terapia. Outros casos, no entanto, precisam de tratamentos combinados: medicação e terapia. Casos com ideação suicida ou tentativa de suicídio sempre são considerados graves. Assim, é importante que esses casos recebam atendimento psiquiátrico.

Apesar de estar muito vinculada à tristeza, uma das características mais comuns da depressão é a apatia. Ou seja, a pessoa para de reagir ao que está ao seu redor.

Dessa forma, é comum um nível de atividade muito baixo na depressão. Assim, a pessoa deixa de encontrar os amigos, de praticar o esporte de que gosta, para de estudar e há uma sensação de que tudo perdeu o seu valor.

A depressão também tem várias causas. Entre elas, fatores psicológicos, neuroquímicos e orgânicos. Ou seja, tanto fatores sociais, como a redução de serotonina e algumas doenças físicas podem contribuir para que surja a depressão.

Dentro das doenças físicas, incluem-se o hipotireoidismo, Alzheimer, doenças infecciosas, entre outras. Nesses casos, uma avaliação médica será essencial.

Por fim, algumas pessoas têm mais chance de ter depressão que outras. Ou seja, elas têm algum fator de risco para o transtorno. Entre eles estão:

  • Histórico familiar de depressão;
  • Ter uma doença grave ou estar internado no hospital;
  • Estresse elevado ou trauma;
  • Perda familiar;
  • Separação;
  • Desemprego;
  • Uso de álcool e drogas.

mulher em preto e branco roendo as unhas com transtorno de humor ansioso

Distimia

A distimia é uma forma de depressão. Os sintomas, no entanto, são mais moderados, mas têm maior duração. Por isso, também é chamada de Transtorno Depressivo Persistente.  Assim, ela se dá pela presença de tristeza, falta de ânimo e de prazer por pelo menos dois anos. Além disso, as pessoas com distimia são vistas pelos outros como mal-humoradas.

A distimia é um transtorno que, com frequência, não é percebido. Por isso, muitas pessoas com esse transtorno de humor não chegam a se tratar. Como seus sintomas são mais leves e persistentes, a pessoa pode achar que não tem um problema: ela sempre foi assim. 

No entanto, a terapia pode ajudar a melhorar a vida dessas pessoas. Assim, caso você conheça alguém com esses sintomas, ajude ela a buscar tratamento.

Assim como os transtornos descritos antes, a distimia também não tem uma causa única. Por isso, histórico familiar, estilo de vida e experiências traumáticas podem levar à distimia.

Ansiedade

É vital entender que todos nós sentimos ansiedade. Ela é algo normal e necessário para lidarmos com uma ameaça. Pessoas com transtorno de ansiedade, no entanto, têm medo e ansiedade em níveis muito altos e que duram mais que o normal.

É comum que essas pessoas sintam que têm “uma cabeça muito barulhenta”. Isso se deve a antecipar situações do futuro de forma constante, assim, sua ansiedade só aumenta. Quem tem esse transtorno também pode ter preocupação em excesso, muito medo, estresse e perfeccionismo.

A ansiedade tem sintomas físicos e psicológicos específicos que ainda não foram citados aqui, como:

Sintomas Físicos

  • Taquicardia
  • Insônia
  • Falta de ar e/ou fadiga
  • Dores no peito
  • Fala acelerada
  • Agitação e/ou tensão muscular
  • Tonturas, enjoos e até vômitos

Sintomas psicológicos

  • Irritabilidade
  • Preocupação excessiva
  • Medo constante
  • Pensamentos ruins e automáticos
  • Aumento do perigo real ou percebido das situações
  • Nervosismo
  • Dificuldade de foco

Muitas são as possíveis causas da ansiedade. As mais comuns são experiências traumáticas, fatores hereditários, uso de drogas e álcool, abuso de cafeína e estilo de vida.

Os transtornos de humor têm cura?

Os transtornos de humor não têm cura, mas têm tratamento. Com ele, a pessoa pode entrar em remissão dos sintomas. Ou seja, as alterações de humor não vão mais estar presentes. Contudo, como não há cura, ela pode ter um novo episódio de humor no futuro.

Por isso, a terapia é vital. Ela vai ajudar a pessoa a criar hábitos mais saudáveis e boas formas de lidar com os problemas da vida. Com isso, a pessoa se torna menos sujeita a um novo episódio de humor.

Além disso, para alguns dos transtornos, os remédios são essenciais. É o caso do transtorno bipolar, para o qual sempre se faz uso de estabilizadores de humor. Também podem ser necessários antipsicóticos e antidepressivos.

Quanto aos outros transtornos, o tratamento vai depender da gravidade e duração dos sintomas. Dessa forma, a depressão, a ansiedade e a distimia podem ou não necessitar de medicação. É importante, portanto, avaliação psiquiátrica e psicológica para definir qual o melhor tratamento para cada caso.

sede eurekka

Tratamentos para transtornos de humor com a Eurekka

Como dito até aqui, há diferentes tipos e gravidades dos transtornos de humor. Assim, é de extrema importância que a pessoa tenha acesso a atendimento psiquiátrico e psicológico. Dessa forma, ela vai poder receber o melhor rumo para o seu caso.

A Eurekka conta com uma equipe de saúde mental completa, com profissionais escolhidos a dedo (a qualidade é garantida) e que são muito bons. É por esse motivo que nos tornamos a maior clínica de saúde mental online do Brasil!

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