Compulsão Alimentar: sintomas, causas e como tratar

Equipe Eurekka

Comer de mais é normal ou pode ser um problema? Muitas pessoas se relacionam de forma afetiva com os alimentos. E a tentação de comer a todo momento pode gerar problemas físicos e emocionais como, por exemplo, a compulsão alimentar.

Esse transtorno está relacionado a outros problemas, como depressão, ansiedade e síndrome do pânico. No entanto, na hora do tratamento, dificilmente as pessoas buscam um psicólogo ou um psiquiatra!

Aqui você irá descobrir o que é a compulsão alimentar, como diagnosticar, como tratar ela e qual a maior diferença dela para outros transtornos alimentar como anorexia nervosa e bulimia.

O que é compulsão alimentar?

A compulsão alimentar é um transtorno alimentar que também recebe o nome de “comer pesado” ou “binge eating”. Nela, a pessoa come de forma exagerada mesmo que não tenha fome. Mas diferencia da bulimia e da anorexia nervosa, na compulsão alimentar não há comportamento compensatório.

Na bulimia, depois de comer muito, a pessoa dá um jeito de eliminar o que comeu, seja vomitando, tomando laxantes ou com muito exercícios físicos. Mas na compulsão alimentar, contudo, isso não acontece! Por isso a compulsão alimentar é o transtorno alimentar mais comum em pessoas obesas.

Sintomas

pessoa comendo compulsivamente

O principal sintoma da compulsão alimentar é a ingestão exagerada e sem controle de alimento, episódio chamado de binge. Essa ingestão, como já mencionado, não se acompanha de comportamento compensatórios como vômitos, ingestão de laxantes, exercícios físicos exagerados entre outros.

Outro sintoma é a culpa, que vem logo depois de comer em excesso. Mas não se pode confundir o binge com uma situação em que a pessoa está saindo da dieta ou com pessoas que comem grandes quantias nas refeições, pois o binge tem um intervalo específico de tempo.

Só 50% das pessoas com compulsão alimentar são obesas, então não se pode falar que obesidade é um sintoma presente em todos os casos. Além disso, alguns estudos mostram que pessoas esse transtorno têm alguns traços em comum na sua personalidade como a impulsividade e a baixa auto estima. Além disso, é comum que sejam pessoas que se auto criticam muito e são “tudo ou nada”.

Causas

Como quase todos os transtornos na psiquiatria, também se desconhece a causa desse. Contudo, ao se estudar pessoas com esse transtorno, se concluiu que algumas coisas podem estar relacionadas com isso, como:

  • Problemas emocionais: pessoas com ansiedade ou depressão, por exemplo, podem descontar na comida seus sentimos e assim tem compulsão alimentar.
  • Estresse: É natural que as pessoas comam um pouco mais em situações de estresse. Porém, pessoas que estão sempre sendo submetidas a muito estresse, podem desenvolver transtorno alimentar.
  • Comer por conforto emocional: Nesse caso, seria uma coisa mais pontual em que a pessoa não tem uma doença, como depressão, mas está passando por uma situação difícil.
  • Baixa auto estima: Muitas pessoas com esse transtorno tem a baixa auto estima. O que ainda não se sabe é o qual leva ao outro. Ou seja, não se sabe se a baixa auto estima veio primeiro, levando ao transtorno alimentar, ou ao contrário.
  • Traumas de insegurança alimentar: é possível que crianças que foram privadas de alimentação na infância se tornem adolescentes e adultos com compulsão alimentar, caso nessa fase haja mais abundância de comida.

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Diagnóstico

O diagnóstico da compulsão alimentar deve ser feito por um profissional, de preferência um médico psiquiatra. 

Assim como para a maioria, senão todos, os transtornos, o diagnóstico se baseia no DSM – 5. Segundo ele, se precisa dos seguintes critérios para fechar o diagnóstico:

  1. Ter episódios frequentes desse transtorno, nos quais acontece a ingestão de grande quantias de comida em um período curto de tempo. Essa quantia deve ser maior do que a que maioria das pessoas comeria na mesma situação. Além disso, a sensação de perda de controle vem junto com a ingestão.
  2. Esses episódios se associam a pelo menos 3 destes sintomas:
    1. Comer mais rápido do que o normal
    2. Se alimentar até se sentir muito cheio a ponto de se sentir mal
    3. Comer em grande quantia apesar de não se sentir faminto
    4. Comer sozinho por ter vergonha da quantidade que está comendo.
    5. Se sentir culpado ou até com repulsa de si mesmo.
  3. Sentir uma angústia grande relacionada a essa compulsão
  4. Ter esses episódios pelo menos uma vez por semana em três meses.
  5. O episódio não estar associado com comportamentos compensatórios.

Por fim, é importante diferenciar a compulsão alimentar de outras doenças como a bulimia nervosa, que tem comportamento de compensação, e a depressão atípica conhecida como hiperfagia, um tipo de depressão cujo principal sintoma é comer muito.

Classificação

A compulsão pode, ainda, ser classificada em leve, moderada, grave ou extrema, dependendo da quantidade dos episódios.

  • Leve: 1 a 3 episódios por semana
  • Moderada: 4 a 7 episódios por semana
  • Grave: 8 a 13 episódios por semana
  • Extrema: 14 ou mais episódios por semana

Quais os riscos da compulsão alimentar

risco da compulsão alimentar

Além dos efeitos psicológicos que o transtorno alimentar causa, o principal risco é a obesidade.
Por isso, se não tratado, esse transtorno pode levar à obesidade mórbida, na qual a pessoa fica incapacitada de fazer as atividades do dia a dia, além de ser vários problemas de saúde.

Tratamento do Transtorno da compulsão alimentar periódica

O objetivo do tratamento é para com os episódios em que se come demais e melhorar os hábitos alimentares. 
Para isso se usa tanto terapia, quanto medicamentos psiquiátricos, mas sem esquecer da orientação de um nutricionista, que é essencial.

Psicoterapia

A terapia comportamental, ou TCC, é a forma de psicoterapia que apresenta melhores resultados para o tratamento da compulsão alimentar.

Medicamentos

No caso de só a terapia comportamental não funcionar, ou se os episódios forem muito frequentes, o ideal é usar remédios também. Os mais usados são uma classe de antidepressivos chamada de Inibidor Seletivo da Recaptação de Serotonina, ou ISRS. Mas outros antidepressivos também dão bons resultados.

O topiramato, um medicamento usado para convulsão, também se mostrou eficiente no tratamento. Porém, ele pode causar aumento de peso como efeito colateral, por isso não se indica para pacientes já obesos.

Todos esses medicamentos são eficazes para tratar a compulsão alimentar, mas não a obesidade. Por isso se faz interessante procurar um especialista que ajude a perder peso.

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