O que é constância e qual a importância para a saúde mental

Equipe Eurekka

Quando decidimos iniciar uma nova tarefa ou hábito, é muito comum sentirmos uma grande onda de motivação invadindo nossa mente. E, quando isso acontece, temos aquele pensamento de que “agora vai”. Mas, conforme o tempo passa, ter constância é mais importante do que ter motivação.

Afinal, é normal que essa onda enorme de motivação vá diminuindo até o ponto em que nos deparamos com um mar calmo, que não nos impulsiona para seguir realizando a tarefa, e aí podemos acabar desistindo. 

Se você também já passou por isso, este texto vai te ajudar a entender como ter constância e colocar em prática e é a única forma de resolver esse problema de uma vez por todas.

O que é constância?

Encontramos muitas definições para o significado da palavra, e a maioria menciona palavras como “permanência”, “persistência” e “insistência”. Mas afinal, o que é constância? 

Para a psicologia comportamental, significa se manter realizando uma atividade ou convicção que esteja de acordo com os objetivos. Os objetivos podem ser se curar de uma doença como a depressão, por exemplo, ou evoluir profissionalmente.

Para que seja possível se manter constante, é indispensável que você saiba o que quer e alinhe essa vontade com as atividades cotidianas que sinta que vai conseguir fazer. Ou seja, a constância está relacionada aos pequenos passos

Constância e criação de hábitos

Quando se trata de criar novos hábitos, a constância não é apenas importante, mas indispensável. Isso acontece porque nosso cérebro demora um tempo para entender e processar a atividade nova como algo automático e natural e, até lá, precisamos nos manter realizando a atividade. 

Agora você deve estar pensando: legal, eu até consigo fazer por um tempo, mas depois acabo desistindo. Por que isso acontece? 

Dois fatores envolvem as desistências: a falta de um plano de ação no momento em que vão inserir o novo hábito e também a falta de clareza interna de quais valores pessoais que fazem essa nova atividade ser importante na sua vida. Ou seja, você se perguntou por que quer criar esse hábito? O que está buscando com ele? Faz sentido mesmo para você essa mudança?

Sem metas possíveis e sem uma combinação de valores na decisão de mudar algo na rotina, o cérebro tem muito mais dificuldade de se adaptar e as desculpas para voltar à zona de conforto acabam nos vencendo.

escalando a montanha com constância para atingir os objetivos

A desvalorização das pequenas metas

Quando pensamos em algo que queremos realizar, normalmente visualizamos o destino final, o topo da montanha. Mesmo que isso seja essencial, não pode impedir que vejamos o caminho a trilhar até lá.

O que acontece é que muitas pessoas acabam não conseguindo atingir seus objetivos finais por não conseguirem pensar no curto prazo e criar um plano com as metas possíveis para o momento presente. Além disso, focar apenas no topo da montanha pode gerar grande ansiedade por anteciparmos o trabalho e as dificuldades do caminho a percorrer até chegar lá. 

Por isso, é muito importante que criemos pequenas metas, que saibamos qual o próximo passo nessa longa caminhada. Metas realistas, por menor que sejam, são o que pode fazer você desistir ou seguir fazendo uma atividade com consistência, pois você acostuma aos poucos o seu cérebro a praticar uma nova atividade ou adotar um hábito novo, e a evolução será natural. 

21 dias para criar um hábito? É verdade?

É muito comum ouvirmos essa história de que precisamos de 21 dias para criar um hábito, como se fosse um conhecimento que se tornou popular. O problema disso é que é uma mentira! 

Em um estudo publicado no European Journal of Social Psychology sobre como os hábitos são formados, pesquisadores encontraram uma grande variação no tempo que as pessoas levam para tornar um comportamento automático. Eles descobriram que não existe qualquer tipo de prazo fixo: pode durar entre 18 a 254 dias, e em média, a formação de um hábito leva 66 dias.

Desta forma, o estudo conclui que o tempo para formar um hábito depende da dificuldade dessa nova rotina em comparação com a rotina atual do indivíduo. 

Por exemplo, para uma pessoa que nunca cuidou ou se preocupou com a alimentação, provavelmente, levará mais tempo para criar o hábito de uma alimentação saudável.

E se você precisa de ajuda para aprender mais sobre disciplina, motivação, criação de hábitos e como se manter fiel à rotina, de forma que você não sofra do efeito sanfona psicológico, a terapia Eurekka é a melhor forma para fazer isso. Com a ajuda dos nossos psicólogos padrão-ouro, você vai ser capaz de transformar a sua rotina por completo! Para saber mais, clique no banner.

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5 dicas para melhorar a constância

Sabemos que se manter constante em uma atividade pode ser muito desafiador! Pensando nisso, trouxemos 5 dicas práticas para você utilizar no seu dia a dia!

1. Comece com metas pequenas

Como falamos acima, metas pequenas são fundamentais para nos mantermos constantes. Por exemplo, se você quer começar a fazer corridas no parque, comece devagar. Ao invés de sair no primeiro dia já querendo correr 3km, se planeje colocando como meta correr 1km durante dois dias da semana. 

Desta forma, o seu corpo, sua mente e sua rotina se acostumam, aos poucos, com o novo hábito de praticar um exercício físico.

2. Tenha um plano alternativo

No dia a dia, nem tudo sai como planejamos, pois é comum termos imprevistos. Por isso, é importante criar um plano alternativo para o caso de não conseguir realizar a atividade. 

Desta forma, assim que surgir o imprevisto, já realoque em sua agenda o dia e hora que você vai compensar. Por exemplo, se você está tentando manter constância na leitura diária e não conseguiu ler na quarta-feira, planeje se vai dividir esse tempo de leitura nos outros dias da semana ou se irá fazer o dobro de tempo de leitura em um dia.

Além disso, você também pode ter um “mini-objetivo”. Por exemplo, se você não é capaz de ler 20 páginas, leia apenas 10 ou 5 páginas. Fazer o possível é mais importante do que fazer o perfeito.

criação de metas para manter a constância

3. Sempre monitore o progresso

Monitorar a evolução das pequenas metas e da frequência é uma parte importante se você quer ser consistente em uma atividade. Isso porque é uma maneira de nos conectarmos com o porquê de estarmos realizando a atividade. Além disso, também é um fator de motivação ao vermos a nossa evolução.

Você pode utilizar um modelo calendário mensal, onde você anota os dias que realizou a atividade ou as atividades que está tentando manter constantes. 

4. Não tente fazer tudo ao mesmo tempo

É comum que um novo hábito saudável acabe motivando para começarmos a cuidar de outras áreas da nossa vida. Chamamos isso de ciclo virtuoso, que é quando entramos em um padrão de comportamento positivo. Isso é ótimo, porém, devemos cuidar para não sobrecarregar nossa rotina com tantas coisas diferentes e corrermos o risco de desistir. 

Dica da Eurekka: mude apenas alguns hábitos por vez, aos poucos. Se não, seu cérebro vai se sobrecarregar e a chance de você parar com tudo que planejou é imenso. Então, lembre-se da importância dos micropassos e de ter sempre bem definida sua prioridade no momento para evitar uma mudança de rotina tão brusca que não se sustente ao longo do tempo.

5. Esqueça a perfeição

Lembre-se: constância não é sinônimo de perfeição! 

O mesmo estudo que mencionamos acima apontou que, no longo prazo, falhar alguns dias na realização do comportamento não afetou o processo de formação do hábito. 

Isso significa que, se você falhar em algum momento, apenas retome a atividade, pois o importante é a repetição do comportamento em um contexto consistente.

sede eurekka

Tenha mais constância com a Eurekka

A inconstância faz muito mal para sua saúde mental, pois, com o tempo, isso se torna uma bola de neve: quanto mais desistências, mais você começa a criar crenças de que não tem capacidade para realizar a atividade.

É aqui que a Eurekka entra, pois a psicoterapia vai te ajudar a definir todas as metas, passos e micropassos que deseja cumprir para ir se desenvolvendo na área que gostaria: falar em público, fazer amigos, criar disciplina, obter uma promoção, e por aí vai. As possibilidades são inúmeras.

Os nossos psicólogos atuam com as terapias Cognitivo-Comportamentais. Elas são o padrão-ouro para ensinar o paciente a desenvolver suas habilidades, portanto, você vai fazer terapia até aprender a fazer tudo sozinho.

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