O que as princesas da Disney ensinam sobre saúde mental

Equipe Eurekka

Os filmes da Disney fizeram e fazem parte da infância de muitas pessoas por todo o mundo. Não é à toa que os filmes são um sucesso, afinal, as temáticas estão cada vez mais próximas das nossas vidas reais. Pensando nisso, o que as princesas da Disney ensinam sobre saúde mental?

No texto de hoje, vamos ver o que podemos aprender com a Disney e quais as lições que as princesas nos dão quando o assunto é saúde mental. Boa leitura!

Podemos aprender com os desenhos da Disney?

A resposta mais curta e simples é sim! Mesmo os desenhos mais antigos trazem valores interessantes para discutir com crianças e adolescentes.

Aliás, adultos que assistem a filmes da Disney podem se beneficiar também. Já que desenhos ajudam a refletir sobre temas que talvez você estivesse evitando por algum motivo.

Como nossa mente odeia tocar em assuntos delicados, usar os desenhos para falar sobre esses temas é uma ótima estratégia para “enganar” o cérebro!

Afinal, você vai só assistir a um filme novo sobre uma Princesa… E, de repente, você se vê imerso em uma questão familiar conturbada, que fala sobre traumas do passado, perdão e reconciliação.

O que as princesas da Disney ensinam sobre saúde mental

Além de questões mais amplas sobre família, romance ou autonomia, as princesas da Disney também são ótimas para nos ensinar sobre saúde mental.

Enquanto rola bastante discussão sobre as princesas antigas serem mais submissas, a verdade é que cada uma delas tem uma lição importante para nos passar. 

E hoje, vamos usar três histórias de princesas da Disney que ensinam sobre saúde mental:

rapunzel e mãe gothel o que as princesas da disney ensinam sobre saúde mental
Reprodução | Disney

Rapunzel (Enrolados) – membros da família também podem ser tóxicos

A Rapunzel vivia com a Mamãe Gothel, que era, na verdade, uma bruxa. Ela roubou a Rapunzel de seus pais quando ela ainda era um bebê, e passou a cuidar da menina como uma filha, para usar os poderes mágicos de seus cabelos.

Então, a princesa vivia em um relacionamento tóxico com essa “mãe”: trancada na torre, sem poder sair, sendo usada pela mãe e tendo seus desejos e vontades ignorados. 

Sua mãe narcisista impedia Rapunzel de valorizar suas qualidades. Só quando ela conhece Flynn Rider ela descobre que tem seu valor.

Isso mostra que membros da família também podem ser tóxicos. Nossos pais (ou tios, ou avós) não são perfeitos, já que nenhum ser humano o é. 

Então, se você sente que tem algo de errado nessa relação, tente conversar com um terapeuta e discuta as origens desse problema e como se dá esse laço afetivo. E você pode fazer isso clicando aqui embaixo!

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Esmeralda – não aceite relacionamentos abusivos

Esmeralda, a cigana do filme O Corcunda de Notre Dame, estava bem além da sua época. 

Decidida, guerreira e inquieta, mas sem perder seu lado sensual, a moça mostrou que não dá pra se deixar levar por homens que acham que podem se dar bem por conta do poder.

O Juiz Claude Frollo era inimigo de Esmeralda, muito poderoso — se não o homem mais poderoso da região. Ele fica obcecado pela cigana e quer tê-la para si, mas ela não o quer, e é aí que ela mostra a sua lição.

O homem dá a ela duas opções: casar-se com ele, contra a vontade dela, e tornar-se sua esposa; ou morrer na fogueira. Ela, então, mostra que estar em um relacionamento abusivo não faz a vida valer a pena.

Desafia Frollo e prefere ir para a fogueira a se manter em uma relação em que ela não quer estar. 

Assim, é vital pensarmos que sempre há uma outra opção, pois ninguém precisa se manter em relações ruins e prejudiciais para sempre.

elsa
Reprodução | Disney

Elsa (Frozen) – autoaceitação é essencial

A Rainha Elsa é uma lição ambulante! Escondida por seus pais, ela entende que é um perigo para tudo e todos, odeia seu poder e se contrai.

Contudo, quando todos descobrem seus poderes com gelo, ela deixa tudo pra trás e sai em busca de si mesma! A canção “Let It Go” (Livre Estou) é toda sobre ela perceber que a autoaceitação é mais importante do que a aceitação dos outros.

Com o tempo, ela entende que suas qualidades são dádivas, que seu poder é vital para o reino e que ela é especial do jeitinho que ela é. Assim, ela mesma cuida da sua saúde mental, mesmo quando os outros estão sendo preconceituosos com ela.

A evolução da ideia de felicidade e saúde mental nas princesas da Disney

Nos filmes antigos da Disney, era claro que a felicidade estava cem por cento ligada a encontrar o amor verdadeiro de um príncipe. Só assim as princesas viveriam felizes para sempre.

Contudo, a ideia de felicidade evoluiu conforme novos filmes foram saindo. Assim, a promoção da saúde mental se tornou peça chave da felicidade das princesas. 

Elas passaram a ter problemas internos, por exemplo: falta de confiança, vontade de ter mais autonomia, dificuldade de se autoaceitar, curiosidade por novos horizontes, necessidade de amadurecer, e por aí vai.

Dessa forma, as histórias passam a se desenrolar em torno dessas questões pessoais, e não mais sobre o romance da trama. Agora, a saúde mental está ligada à felicidade das personagens, o que parece mais realista.

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