O que é Dissonância Cognitiva? Exemplos e como lidar

Amanda Franco

Você já ouviu por aí o termo Dissonância Cognitiva? Este é o conflito entre nossas crenças e nosso modo de agir. Ou seja: quando não há coerência entre esses dois pontos, nós temos uma sensação de incômodo e desconforto, a dissonância.

Mas de onde surgiu este termo? Calma! Vou te contar o que é dissonância cognitiva e te dar exemplos para você entender melhor a situação. Além disso, vou te explicar como lidar com esses conflitos. Será que isso tem cura? Descubra na leitura!

O que é dissonância cognitiva?

Há uma tendência do ser humano de buscar uma coerência entre suas ações, pensamentos e crenças. A dissonância cognitiva é quando não há uma coerência entre elas, o que causa uma sensação de incômodo e desconforto.

Ou seja, é quando ocorre uma incoerência entre nosso comportamento e nossa forma de pensar ou nossas crenças. Essas crenças se referem àquilo que acreditamos, seja sobre nós mesmos ou sobre o mundo.

Teoria da dissonância cognitiva de Festinger

Em 1957, Leon Festinger explica a dissonância cognitiva como uma contradição, ou incoerência entre o comportamento e o pensamento do indivíduo. A dissonância surge como resultado de uma ação (modo de agir) em que duas crenças distintas entram em conflito.

Exemplos de dissonância cognitiva

cigarro

Para entender melhor o que isso quer dizer, vamos ver um exemplo. Uma certa pessoa, mesmo sabendo que fumar pode matar, fuma. Quando não há relação entre aquilo que se faz e o que se gostaria de fazer, temos uma dissonância. Poderíamos colocar isso como uma frase: eu fumo, mas sei que fumar não é saudável e até mesmo mata.

A experiência conflitante na escolha entre opções (ser coerente com suas crenças através do seu modo de agir ou mudar crenças em prol de manter os comportamentos dissonantes) causa a dissonância cognitiva.

A dissonância causa incômodo e desconforto. Por isso, buscamos resolver esses conflitos bem rápido. Além disso, a dissonância cognitiva pode ocorrer em muitas áreas da vida.

Há três tipos de dissonâncias:

  • Dissonância
  • Consonância
  • Neutralidade

Explicando de forma rápida estes outros dois tipos, a consonância ocorre quando há uma relação entre a crença e o modo de agir (eu durmo tarde e adoro dormir tarde, ou eu fumo e adoro fumar). Ou seja, não tem nenhum conflito por conta da escolha. A neutralidade, por sua vez, é quando não há nenhuma relação entre elas (eu durmo tarde e adoro churrasco). Portanto, também não vai causar nenhum mal emocional.

Afetando emoções e comportamentos

A relação entre a dissonância e nossas emoções se dá pelo desconforto e pressão sentidos. Ou seja: quanto maior for a dissonância, maior será o desconforto e a pressão para resolver o conflito.

É pela sensação de desconforto e pressão para estar “equilibrado” que mudamos ou nossas crenças ou nosso modo de agir, para poder resolver a dissonância.

Exemplos do dia a dia

Vamos pensar em exemplos práticos do dia a dia. Usando o exemplo citado antes, da pessoa que fuma mesmo sabendo que não é saudável, você poderia se perguntar, então, por que alguém mantém esses hábitos nocivos.

De acordo com a teoria de Festinger, isso ocorre pois a pessoa atribui maior valor ao comportamento de fumar do que à crença de que aquilo não é um hábito saudável. É desse modo que resolvemos as nossas dissonâncias cognitivas.

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Dissonância cognitiva X Marketing e compras

Quando planejamos nossas compras, é menos provável que sintamos uma dissonância. Afinal, quando fazemos essa programação, levamos em conta nossa necessidade do produto, a avaliação de outros consumidores e outros fatores.

Mas o que ocorre quando compramos algo por impulso? Uma dissonância. Assim, começamos a nos arrepender de tal compra e temos uma experiência ruim com o produto ou serviço.

Hoje em dia, dentro do marketing, empresas e marcas usam da dissonância cognitiva para ajudar seus consumidores a terem uma experiência positiva com suas respectivas marcas e produtos oferecidos. Assim, o propósito é reduzir as dissonâncias cognitivas através da venda da ideia de que é preciso comprar aquele produto. 

Sinais de dissonância

Os sinais da dissonância cognitiva, de maneira geral, surgem após termos feito uma compra. Por exemplo, se logo após a compra existir arrependimento por ter gastado dinheiro, temos uma dissonância.

Estes sinais são os que já citamos antes: desconforto e incômodo. É a sensação de que algo não está certo. São sinais que costumam surgir logo que a ação contraditória ocorreu. Entretanto, pode também deixar de nos incomodar em pouco tempo, pois voltamos nossa atenção para outra área.

O que fazer quando a dissonância cognitiva acontecer?

dissonância cognitiva

Há várias coisas que se podem fazer quando a dissonância ocorrer. Nesse caso, é possível adicionar uma nova crença à qual pode ser atribuído um valor maior do que a crença em dissonância.

Por exemplo, a crença de que não se deve gastar muito dinheiro com coisas sem necessidade poderia ser sobreposta com a crença de que gastar dinheiro de vez em quando com algo que se deseja não é negativo.

Como lidar com a dissonância cognitiva no dia a dia?

No dia a dia, temos algumas dissonâncias cognitivas. E podemos aprender a viver melhor e a reduzir o desconforto sentido de algumas formas. Entre elas:

  • Não nos cobrando tanto
  • Dando menos valor à crença conflitante
  • Adicionando uma nova crença
  • Mudando o comportamento referente àquela crença

Dissonância cognitiva tem cura?

A dissonância cognitiva não é uma doença, ou algo que precisa ser curado. Nesse sentido, não há uma cura para ela. Mas é possível trabalhar e melhorar as dissonâncias que vivemos no dia a dia com psicoterapia online ou presencial.

Quando nossas crenças, pensamentos ou opiniões sobre uma coisa diferem ou não são coerentes com nossas ações, temos uma dissonância. Isso não é algo ruim, pois pode nos levar a refletirmos sobre as nossas crenças e nossos comportamentos.

É possível, também, conversar e trabalhar a dissonância cognitiva com o seu psicólogo. Ele vai ajudar a tornar os pensamentos mais claros e assertivos. Se você ainda não faz terapia, clique aqui e marque sua conversa inicial com um psicólogo Eurekka.

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