Teorias da conspiração: descubra o efeito por trás da crença conspiratória

Equipe Eurekka

Estamos na era da tecnologia e da informação. Assim, através da internet, temos acesso a diversas informações que vêm de vários lugares e de várias fontes. E por causa desse fácil acesso e liberdade de postagens, o mundo online se tornou um terreno fértil para a disseminação de teorias da conspiração

E neste texto, você vai entender um pouco mais sobre as teorias da conspiração, os motivos por que as pessoas acreditam nelas e seus efeitos na mente do indivíduo e no mundo. Além disso, ainda vai conhecer 3 teorias da conspiração que são muito famosas por aí! Vamos lá?

O que são teorias da conspiração?

Podemos dizer que as teorias da conspiração são conjunções sobre eventos do mundo, que mesmo com pouca ou nenhuma comprovação, algumas pessoas tendem a acreditar que são verdade. No geral, são sobre governos, situações misteriosas, ou apenas sobre coisas estranhas.

Chamamos de teoria uma forma de explicar situações imprecisas, sobre as quais só podemos especular. Porém, a maioria das teorias da conspiração fala sobre eventos já explicados e documentados. Então por que elas surgem? E como?

As teorias da conspiração costumam nascer e ficar populares em contextos mais instáveis e difíceis. Momentos como guerras, disputas políticas e crises de várias esferas sociais são um berço desse tipo de teoria. Nesses meios, há um clima de tensão e paranoia, que aumenta a insegurança com o mundo, além disso, nesses momentos, também ocorrem mais situações misteriosas, obscuras ou apenas complexas. 

Isso acontece porque nesses cenários há muitas rupturas, as pessoas tendem a se sentir inseguras e confiam menos umas nas outras e nas autoridades. Assim, nas teorias da conspiração surgem ideias que se destacam e depois são repassadas.

mão de madeira segurando um ponto de interrogação

Por que as pessoas acreditam em teorias da conspiração?

Dá pra entender porque, em vários contextos, é comum surgirem teorias da conspiração. Mas, se tantas delas foram invalidadas, e muitas são até impossíveis, por que tantas pessoas ainda acreditam? E por que quase nunca mudam de ideia? 

Além das questões de desconfiança no mundo, alguns mecanismos mentais entram na jogada. E agora vamos entrar em detalhes e explicar alguns motivos dessas crenças.

Identificação com possíveis vítimas

Muitas vezes as teorias da conspiração surgem para explicar grandes tragédias. Isso é ainda mais comum se a calamidade envolver pessoas comuns. Então, muitas vezes as pessoas se veem no lugar da pessoa prejudicada, e isso é difícil de aceitar.

Esse sentimento pode gerar medo e ansiedade e o sujeito sente que precisa se proteger dessa ameaça. Assim, é melhor para a pessoa, que se identifica com uma vítima, acreditar que é tudo um complô. Isso protege o sujeito da sensação de perigo e o faz pensar que está mais preparado e esclarecido, então está seguro. 

Proteção contra grupos hostis

Quando olhamos ao nosso redor e percebemos situações injustas, é comum que busquemos um culpado para isso. E é assim que acontece com a crença em teorias da conspiração, ou seja, quando um culpado é apontado, seja uma pessoa ou um grupo, e as pessoas sentem necessidade de se proteger dessas pessoas hostis.

Além disso, quando a teoria da conspiração ganha novos adeptos, há uma sensação de identidade do grupo, que acaba alimentando a força da crença. 

Explicação para eventos do mundo

Como dissemos, teorias da conspiração, em geral, surgem em um contexto de desconfiança. Assim, uma razão comum para as pessoas acreditarem em teorias da conspiração é buscar entender o que acontece num mundo caótico. 

Muitas vezes, a realidade é obscura, difícil de explicar ou entender. Então, o cérebro busca qualquer explicação que faça sentido e, acima de tudo, seja coerente com o que ele acha e acredita. Nesse sentido, teorias da conspiração bem completas nos trazem algum alívio. Afinal, elas são uma explicação, por mais absurda ou controversa que seja. 

Atalhos cognitivos

Existem mecanismos da nossa mente que são muito ativos nessas crenças, os atalhos cognitivos.

Mas o que é isso? De maneira geral, é a forma que nosso cérebro tem de poupar e direcionar energia. Nossa mente nem sempre escolhe crer no que é real; muitas vezes, ela opta pelo mais fácil de entender. Essa é uma forma do nosso cérebro nos proteger e evitar o nosso desgaste. Então, temos assim uma economia cognitiva.

Uma explicação complexa, desorganizada e mais realista pode ser muito confusa. Assim, de forma inconsciente, preferimos as mais fáceis de entender, ou que façam mais sentido com a nossa visão de mundo. 

Necessidade de controle

Como foi dito, um mundo sem explicação e bagunçado nos deixa paranoicos e ansiosos. Dessa forma, explicações que façam sentido para a mente dão a sensação que estamos no controle, porque entendemos a situação difícil. 

Nosso cérebro está sempre tentando lidar com o caos do mundo. Então, tendo essas explicações, nos sentimos mais amparados, e com um domínio da situação. Ou seja, teorias da conspiração podem dar essa falsa sensação de controle e sabedoria.

como uma ideia de teorias da conspiração entra na mente conspiratoria

O que é uma mentalidade conspiratória?

Vimos, então, que há vários motivos e contextos que levam as pessoas a acreditarem em teorias da conspiração. Porém, não para por aí: algumas pessoas têm uma mentalidade conspiratória

Essas pessoas costumam ter um raciocínio que as tornam mais propensas a crer em teorias da conspiração. Além disso, costumam ser muito mais apegadas a essas ideias e não abrem mão delas, mesmo quando outras pessoas provam que estão erradas e que essas ideias não fazem sentido. 

Alguns sinais dessa mentalidade são:

  • Teimosia;
  • dificuldade de confiar;
  • sensação de serem superiores;
  • argumentação em excesso;
  • visão em túnel;
  • limitada;
  • paranoia;
  • vieses fortes.

3 famosas teorias da conspiração

Como vimos, há várias razões para que as pessoas acreditem em teorias da conspiração, e muitas têm uma mentalidade que as torna alvo para esse tipo de teoria. Desse modo, algumas dessas conspirações se tornam muito famosas, e são passadas por gerações. E aqui há 3 exemplos bem famosos. 

Reptilianos

Como a maior parte das teorias de conspiração mais populares, essa está ligada à política, à fama, e, acima de tudo, ao poder. É uma teoria que diz que boa parte das pessoas influentes do mundo, como líderes mundiais e celebridades, descendem e/ou têm ligação com uma raça alienígena parecida com lagartos. Sendo que eles podem se misturar com os humanos de modo muito fácil.

Então, a teoria aponta que os reptilianos estão aqui para controlar o mundo, e seguem tentando firmar e estender o seu domínio, tendo posições de poder. Também buscam procriar com humanos, mudando o DNA da nossa espécie. 

Parece loucura, né? Mas uma pesquisa feita nos EUA aponta que mais de 13 milhões de americanos acreditam nisso. Ou seja, é bem popular.

O homem nunca foi a lua

“Space may be the final frontier but it ‘s made in a Hollywood basement” (O espaço pode ser a fronteira final, mas é feito em um porão de Hollywood). O trecho da canção Californication, do Red Hot Chilli Peppers, faz menção a uma das teorias mais famosas das últimas décadas.

Essa teoria afirma que o pouso na lua, em 1969, bem como todos os outros, nunca aconteceram. Segundo essa conspiração, o que foi filmado e divulgado para o mundo foram cenas feitas em estúdio.

Quem acredita nela afirma que os Estados Unidos só divulgaram que conseguiram chegar à lua para acabar de vez com a corrida espacial da Guerra Fria. Então, tudo teria sido uma mentira, porque o país não possuía tecnologia para fazer essa viagem na época.

E é assim que funciona um clássico da teoria da conspiração: foi tudo uma farsa para que um lado contasse vantagem. 

Illuminatis

Essa teoria também é uma forma de explicar o poder e influência de líderes e celebridades. Ela afirma que famosos, bilionários, entre outros, são parte de uma ordem secreta chamada Illuminati. Além disso, a ordem teria símbolos obscuros e conexões satânicas, e seria responsável por várias tragédias, como guerras. 

Há um fundo de verdade na teoria: de fato existiu uma sociedade secreta chamada Illuminati, em 1776, que buscava difundir os valores do iluminismo, movimento do século XVII e XVIII. Além disso, os membros da ordem também buscavam poder e influência na Alemanha. 

Porém, poucos anos depois, a ordem foi proibida e extinta. Mas, quem acredita na teoria afirma que ela ainda existe e que símbolos comuns nos dias de hoje, como a coruja, são marcas de quem participa dessa ordem e busca cada vez mais poder.

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Efeitos psicológicos das teorias da conspiração

Mas como é possível que questões tão distantes, sobre eventos em grande escala, tenham efeitos no dia a dia? E a verdade é que o impacto da crença em teorias da conspiração é maior do que se imagina.

Em pequena escala, podemos notar alguns dos efeitos dessas crenças, pois é comum que surjam coisas como paranoia e desconfiança. “Se aqueles fatos são mentira, o que mais pode ser?”. Assim, o sujeito acha difícil acreditar até mesmo nas pessoas ao seu redor.

Então, com frequência, a pessoa se afasta dos amigos por não se sentir compreendida. Pode também se sentir superior aos outros, pois acha que tem acesso a uma grande verdade que poucos entendem. Logo, é mais narcisista.

Assim, pessoas que acreditam em teorias da conspiração se fecham em uma bolha só com pessoas que têm a mesma opinião. Além disso, vão se tornando cada vez mais fixas em suas ideias e tendem a tentar convencer todos os outros. Mas isso não é em forma de debate: é uma tentativa de alienação

Desse modo, podemos imaginar os perigos que vêm com uma bolha de pessoas que tentam convencer os outros de suas ideias radicais e se recusam a dialogar. Isso abre margem para disseminação de fake news, o que pode causar muitos danos à sociedade. Movimentos como o anti-vacina, e algumas formas de discriminação são frutos de teorias da conspiração. Ou seja, esse assunto deve ser levado a sério. 

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