Vacina contra a COVID-19: tire TODAS as suas dúvidas

Ana Caroline de França

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A vacina contra a covid-19 será a principal arma que teremos para encerrar de uma vez por todas a pandemia causada pelo novo coronavírus. Mas você sabe o que é uma vacina?

Esse conceito surgiu há mais de 500 anos na China. Naquela época, as pessoas perceberam que expor as feridas da varíola ao sol matava o vírus.

Então, elas raspavam as feridas secas e as aspiravam, apresentando ao organismo a versão inativada do vírus – isto é, uma forma inofensiva dele. Assim, quando entravam em contato com o vírus da varíola em sua versão original, a infecção era muito mais leve.

Nesse texto você vai entender um pouco mais sobre o funcionamento das vacinas, bem como quais as vacinas contra a covid-19 que já temos e como elas funcionam. 

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Como funciona uma vacina?

Uma vacina é feita para ensinar seu corpo a se defender de um inimigo que ele nunca viu. Quando seu corpo desenvolve preparação (anticorpos) o suficiente para combater a infecção vinda do causador da doença, acontece o que chamamos de imunidade.

Alguns anos mais tarde, um cientista chamado Edward Jenner percebeu o seguinte: quando os humanos que tinham contato com vacas desenvolviam varíola, ela vinha em uma forma muito mais leve.

Então, ele injetou opus da ferida de uma dessas pessoas (o que pode parecer bem estranho hoje em dia) em uma criança. O menino teve febre, mas não desenvolveu a doença: estava criada a base da vacinação!

De lá pra cá, as formas de aplicação foram melhoradas e se descobriram outras técnicas, algumas efetivas o suficiente para erradicar algumas doenças – como foi o caso da própria varíola.

Tipos de Vacina

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Hoje, as principais tecnologias envolvidas na criação de uma vacina são:

  1. A utilização do vírus inativado ou enfraquecido;
  2. A utilização de uma proteína do vírus para gerar resposta imune ou as vacinas de mRNA.

1. Vírus inativado ou enfraquecido

Essa é a técnica mais antiga, que surgiu há cerca de 80 anos. Nela, o vírus é cultivado até se multiplicar bastante. Depois de se obter uma quantidade suficiente, esses mesmos vírus são inativados através de altas temperaturas ou um tratamento químico, ou seja, ele morre.

Esse vírus morto – e que, portanto, não é capaz de causar doença – é que vai ser inserido através da vacina no seu corpo, tornando seu organismo capaz de reconhecer esse mesmo vírus quando você for infectado.

Chama-se de vírus atenuado uma outra forma de inativação, em que o vírus é tão, mas tão fraco, que está quase morto. O princípio é o mesmo: seu corpo vai aprender a reconhecer a forma do inimigo, ficando pronto para quando ele estiver presente.

Algumas vacinas que você já conhece que utilizam essas tecnologias são: a vacina da gripe, da poliomielite e da raiva.

2. Proteína do vírus para gerar resposta imune

Outra tecnologia empregada na criação de vacinas é basear a fórmula numa proteína que exista somente no vírus, fazendo o corpo reconhecê-la quando é infectado pelo vírus completo.

No caso específico da vacina contra a Covid-19, a proteína mais usada para isso fica na parte externa do coronavírus. Esse tipo de estratégia já é usado na produção contra a Hepatite B.

3. Vacina de mRNA

Para esse tipo de vacina, os únicos exemplos que temos por enquanto são as vacinas contra a Covid-19 produzidas pela Pfizer e pela Moderna.

Os pesquisadores desenvolveram em laboratório um tipo específico de RNA mensageiro (abreviado como mRNA), que ensina as células a produzirem proteínas bastante parecidas com a do vírus, mas que não têm o potencial de te deixar doente.

Isso gera uma reação contra a coroa do coronavírus, que contém essas proteínas, usada para invadir as células. Dessa forma, quando a pessoa é infectada, seu organismo já está preparado para se proteger do vírus.

Quais vacinas contra a Covid-19 já existem?

Existem mais de 150 vacinas contra a Covid-19 sendo desenvolvidas atualmente: 50 delas estão na fase de testes clínicos (quando os testes são feitos em humanos, logo antes do registro), na contagem oficial feita pela Organização Mundial da Saúde.

Somente 5 dessas vacinas já foram liberadas para uso emergencial em diversos países. São elas:

  • Vacina da Pfizer em parceria com o laboratório BioNTech;
  • Vacina da Moderna;
  • CoronaVac, da Sinopharm
  • Vacina de Oxford em parceria a AstraZeneca;
  • Sputinik V, vacina russa.

Mas será que as vacinas são mesmo capazes de acabar com a pandemia?

A vacina contra a covid-19 pode acabar com a pandemia?

vacina covid19 como funciona como fazer uma vacina

Um dos grandes problemas relacionados à pandemia de Covid-19 está na lotação que ela causa nos hospitais. É importante lembrar que, mesmo os acidentes que não têm relação com a pandemia, continuam precisando de atendimento médico durante a pandemia; com os hospitais lotados, fica muito mais difícil atender também esses casos.

Pensando dessa forma, as vacinas ajudam (e muito) a diminuir os efeitos da pandemia, especialmente porque todas as formulações liberadas até o momento se mostraram eficientes também em evitar que a forma grave da doença (que precisa de internação e atendimento hospitalar prolongado) se desenvolva.

Embora as vacinas tenham muita importância, apostar nelas todas as fichas para o final da pandemia não é uma boa ideia. Em primeiro lugar, é preciso levar em consideração o desafio da compra de insumos que estão relacionados à vacinação, como seringas, agulhas e algodão.

Além disso, algumas pessoas não podem realizar a vacinação por motivos de saúde – como é o caso de quem está passando por algumas formas de tratamento contra o câncer, por exemplo. Assim, um grupo considerável de pessoas ao nosso redor sempre estará em risco.

Por último, mas não menos importante, é preciso que o maior número possível de pessoas seja vacinado para que a vacinação tenha efeito. Isso acontece porque as vacinas contra a Covid-19 não interrompem a circulação do vírus nem sua transmissão. Ou seja: se o número de pessoas não vacinadas for muito grande, a circulação da doença permanece muito alta.

Documentos necessários para receber vacina contra a covid-19

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O plano de imunização contra a Covid-19 inclui a vacinação por etapas. Primeiro grupo a receber as vacinas composto por: profissionais de saúde ou do transporte coletivo, idosos de 60 anos ou mais, indígenas, quilombolas, população carcerária ou em situação de rua, pessoas com doenças crônicas (diabetes, hipertensão e doenças pulmonares ou renais) e povos tradicionais ribeirinhos.

Para receberem a vacina, essas pessoas deverão comprovar que pertencem a uma dessas condições – o que pode ser feito através de um documento de identidade com foto e laudos médicos, por exemplo.

Embora não obrigatório, é recomendável também a carteira de vacinação (que tem sua versão digital no aplicativo Conecte SUS, acessada pelo número do CPF). Assim facilita o controle, uma vez que ambas as vacinas são compostas por duas doses.

Todos os brasileiros têm direito à vacina contra a Covid-19?

Sim, todos os brasileiros têm direito à vacina contra a Covid-19. A divisão feita pelo governo no plano nacional de imunização acontece considerando a logística e prioridade sanitária, mas todos irão se vacinar no momento adequado.

Quão confiável é a vacina contra a covid-19?

Antes da licença, uma vacina passa por inúmeros testes de segurança e eficácia: com as vacinas contra o coronavírus, não foi diferente.

A rapidez no desenvolvimento dessas formulações aconteceu por três motivos: o primeiro é que praticamente todos os cientistas do mundo estavam centrados no mesmo objetivo. O segundo é que, por se espalhar muito rápido, muita gente infectada pôde contribuir sendo voluntária para os estudos em humanos. E o terceiro é que houve muito, mas muito apoio financeiro – o que muitas vezes é o que falta para o desenvolvimento de um medicamento ou vacina.

Além disso, é importante dizer que, por motivos estatísticos e sociais, a porcentagem de eficácia não é o único número que determina a eficiência de uma vacina.

Resumindo: para que uma vacina chegue até você, ela passou por rigorosas avaliações de uma comunidade científica global, além de checagem por órgãos competentes. Portanto, qualquer vacina é totalmente segura – incluindo as contra o coronavírus.

Efeitos colaterais

Levando em consideração todas as formulações licenciadas até o momento, uma porcentagem muito pequena das pessoas que tomaram apresentou efeitos colaterais leves: dores musculares, febre ou dor de cabeça.

Os raríssimos casos de reação alérgica tiveram atendimento imediato, não trazendo qualquer tipo de problema sério aos pacientes que os apresentaram.

A vacina contra a covid-19 vai me proteger para sempre?

Apesar de não haver uma estimativa exata, o que se sabe até o momento sobre a duração da imunidade produzida pelas vacinas é que ela é maior do que a que acontece quando você pega o mesmo vírus pela segunda vez.

Estando vacinado, você não só terá uma imunidade mais duradoura, mas também vai anular as chances de desenvolver a forma grave da Covid-19 – que, vale lembrar, acontece dentro e fora dos grupos de risco.

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Medicamentos que podem combater o coronavírus

Por enquanto, não há medicamentos aprovados pelas autoridades médicas ou sanitárias para prevenir ou tratar a Covid-19. Alguns remédios ajudam a controlar os sintomas leves e tentam evitar o avanço da doença quando ela já está instalada.

A fama de alguns medicamentos como preventivos ou mesmo efetivos contra a Covid-19 é bem forte, mas não tem base confiável. Confira qual a origem dos mitos relacionados à:

Cloroquina

A cloroquina é um medicamento usado no tratamento de alguns tipos de malária, e tem um bom efeito antiviral nos vírus em laboratório. No entanto, como sabemos, o organismo humano é muito mais complexo do que um vidrinho.

O mito de que ela seria eficaz contra a Covid-19 teve início com estudos realizados em células cultivadas em laboratório, em que os vírus pararam de se multiplicar com a ação da cloroquina. Os ensaios feitos em humanos não tiveram número suficiente de pessoas testadas, ou comprovaram a ineficácia desse medicamento contra o coronavírus.

Ivermectina

Com a ivermectina, um remédio que atua contra vermes, aconteceu parecido: alguns testes conduzidos em laboratório se mostraram promissores. O problema é que, no organismo humano, a dose necessária é muito além da tóxica: é impossível matar o vírus com Ivermectina sem matar a si mesmo primeiro.

Por que eu conheço alguém que se curou tomando esses medicamentos?

A resposta é simples: essa pessoa também teria se curado, da mesma forma e no mesmo tempo, se não tivesse tomado esses remédios. Boa parte dos casos de Covid-19 são curados espontaneamente, e essa cura acontece também com quem toma esses medicamentos.

Vale ainda acrescentar que tanto a cloroquina quanto a ivermectina podem sobrecarregar o fígado, causar intoxicação e outras complicações sérias caso tomadas em dosagem inadequada ou sem seguir as recomendações e indicações do fabricante ou do médico de confiança.

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