Terapia de Aceitação e Compromisso (ACT) o que é, como aplicar e mais

Equipe Eurekka

Quando você procura o psicólogo para iniciar um tratamento, é comum que você pergunte ou o profissional explique qual abordagem é usada para atingir os objetivos. E entre as abordagens da Terapia Cognitivo-Comportamental, está a Terapia de Aceitação e Compromisso, também conhecida como ACT (Acceptance & Commitment Therapy).

Num processo de terapia, é bem importante que o cliente saiba o caminho que está sendo traçado. Afinal, cada abordagem tem características próprias e o paciente precisa se sentir confortável para realizar as sessões.

Por isso, a gente quer te contar sobre o que é a ACT, como ela ajuda a resolver problemas de saúde mental, como ansiedade e depressão, e como funciona o tratamento.

Siga a leitura!

O que é terapia de aceitação e compromisso?

Essa linha de tratamento psicológico tem como foco dois aspectos durante as intervenções terapêuticas: a aceitação do que não se pode controlar e o compromisso com as atitudes que ajudarão a melhorar o quadro de saúde mental do paciente.

Por isso, dizemos que a ACT é empírica e pedagógica. É empírica, porque é baseada em atitudes concretas e didáticas, de maneira que o cliente saia do pensamento passado e foque no presente, naquilo que ele consegue transformar agora. É também por isso que o mindfulness é muito usado nesta abordagem.

E é pedagógica, porque o objetivo do terapeuta é ensinar ao cliente como lidar com cada emoção de forma prática, através de exercícios específicos para cada situação. Também, porque estimula o autoconhecimento, ou seja, como cada um lida com os momentos da vida, com as coisas que acontecem no dia a dia e que podem ou não estar no nosso controle.

mulher sentada sorrindo depois de conseguir lidar com suas emoções na terapia de aceitação e compromisso

Qual o objetivo da terapia de aceitação e compromisso(ACT)?

Na prática, o objetivo é ensinar a pessoa a lidar com os seus sentimentos e pensamentos.

Imagine uma pessoa que terminou um relacionamento traumático. É bem provável que ela passe a evitar novos relacionamentos, diminua sua vida social e passe a maior parte do tempo sozinha.

Nesse caso, um comportamento bem comum é a pessoa reclamar da solidão e sofrer porque não tem mais satisfação na vida. E a terapia de aceitação e compromisso vai trabalhar esses sentimentos, de modo que a pessoa aceite o que está acontecendo e se comprometa a seguir uma direção e a fazer mudanças de acordo com os seus valores.

O que não pode é ficar estagnado, se alimentando do sofrimento e, quem sabe, entrando num quadro de depressão

Como aplicar a teoria de aceitação e compromisso?

A abordagem da ACT é focada em três princípios:

  1. aceitação da realidade e das reações que surgem por causa do momento;
  2. escolha de uma direção respeitando os valores da pessoa;
  3. comprometimento com a mudança.

A partir disso, o terapeuta investiga quais são as emoções do paciente que devem receber mais atenção. E, através de alguns exercícios, o primeiro passo prático é orientar o cliente a parar de lutar contra os  sentimentos ruins. Ou seja, a raiva, ansiedade e o medo devem ser vividos, observados e, por fim, deixá-los passar.

Dessa forma, o paciente desenvolve uma relação mais consciente com as suas emoções e saberá lidar com elas sempre que aparecerem.

Imagine que no momento de sair com os amigos, você sinta um pouco de receio, porque não quer conhecer ninguém agora, ainda está meio chateada com o fim do seu relacionamento. A dica é ir com medo mesmo e observar como você vai se sentir. É bem provável que, chegando ao local, você se distraia, converse, ria e o medo passe.

A ideia central da Terapia de Aceitação e Compromisso é mostrar que ter sentimentos negativos é normal, faz parte da vida e o mais indicado é encará-los. Assim, você não precisa estar 100% animada para sair com os amigos e nem totalmente segura para entrar num novo relacionamento.

Você precisa ir lá e experimentar as emoções ruins, observá-las, passar por elas e seguir a vida.

Qual a duração do tratamento?

É importante ressaltar que o tratamento pode ser bastante desafiador, porque o ponto central dessa abordagem é o paciente estar disposto a olhar para as suas emoções.

Então, se a pessoa participar de forma ativa das sessões e dos compromissos propostos pelo terapeuta, o resultado aparece mais rápido.

Os psicólogos preferem não estipular um tempo para o tratamento, porque depende muito do cliente. Alguns pacientes, em cinco sessões, já alcançam benefícios importantes. Outros, levam meses para superar as dificuldades.

No entanto, há alguns protocolos para oferecer esse tipo de terapia. Confira:

  • terapia de longo prazo: um exemplo é o protocolo Spectrum para ACT com transtorno de personalidade borderline (40 sessões de 2 horas).
  • médio prazo: é o caso do protocolo de Joanne Dahl para ACT para a dor crônica (8 sessões no total)
  • terapia breve: protocolo de Patty Bach na ACT com esquizofrenia (apenas 4 sessões de 1 hora)
  • terapia ultra-breve: é muito comum no trabalho de Kirk Strosahl em ambientes médicos de cuidados primários, onde a ACT pode ser altamente eficaz, mesmo em 01 ou 02 sessões de 20 a 30 minutos.

Quando iniciar o tratamento?

Agora que você já sabe que o sucesso dessa abordagem está no seu compromisso com a terapia, a resposta é simples: você vai iniciar o tratamento quando estiver disposto a olhar de verdade para as suas emoções.

A partir daí, vai aceitar que elas existem e que não vão sumir e sim que você vai aprender a lidar com elas. Fazendo, assim, as mudanças necessárias e colocando na sua vida novos hábitos.

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