Tanatologia e o Luto: o que você deveria saber sobre o tema

Equipe Eurekka

A tanatologia é uma ciência que trata sobre a morte, suas causas e consequências, as perdas e o luto. Este assunto é bastante utilizado em pesquisa e desenvolvimento, e nas áreas sociais e jurídicas. 

Falar sobre a morte não é algo tão simples hoje em dia. Pessoas que falam no dia a dia sobre a morte podem ser vistas como negativas, então, muitas delas preferem evitar o tema, que é coberto de medo, terror, e misticismo!

Ao longo deste texto, vamos abordar mais sobre a importância da Tanatologia e quais profissões atuam com ela.

Aproveite a leitura!

O que é Tanatologia

Essa é uma palavra que deriva do grego “Thanatus”, o nome dado ao deus grego da morte, e “logia”, que significa estudo. Logo, a tanatologia quer dizer o estudo da morte. 

Então, essa área do conhecimento está, na maioria das vezes, conectada a alguma outra disciplina, como psicologia, medicina, e áreas policiais também.

As primeiras obras que levavam o tema a sério surgiram há pouco tempo, por volta de 1950, os principais autores são Herman Feifel, Robert Kastenbaum e Elisabeth Kübler-Ross e o foco era violência, guerra e cuidados a pacientes em estados graves.

Nesse sentido, o surgimento dessa ciência foi muito importante, pois fez com que uma preocupação com a formação de profissionais da área da saúde e educação surgisse, pois achavam necessário que eles soubessem lidar com pessoas que passavam por um período de luto, por exemplo.

Onde a Tanatologia atua?

Como falado acima, a tanatologia está sempre envolvida com alguma outra área, e portanto, as opções de atuação são muito amplas.

Tanatologia forense

A tanatologia forense é uma área da Medicina Legal que estuda a morte junto com a parte jurídica. Ela usa os conhecimentos da parte médica para analisar as causas e consequências da morte no organismo. Em linhas gerais, é a junção da tanatologia com a medicina e o direito.

Aliás, algumas funções da área envolvem a investigação do local e data da morte, necropsia, autópsia, diagnósticos sobre a morte, como causa e maneira, e até mesmo os direitos sobre o cadáver!

Tanatologia na medicina e enfermagem

A tanatologia está presente na medicina desde o começo do curso, com a análise e estudo de cadáveres dentro do ambiente educacional. São orientados, desde o primeiro período, a evitar mortes, curar pacientes e tratar eles da melhor forma possível para solucionar o problema. 

Além disso, médicos também podem atuar como Médicos Legistas, na solução de crimes e mortes, junto aos profissionais da tanatologia forense.

Na enfermagem, a Tanatologia está presente nas relações do enfermeiro com o paciente, mantendo a conexão entre ele e o médico, sendo a pessoa mais próxima do enfermo. Dessa maneira, o enfermeiro atende às ordens médicas e está sempre acompanhando e auxiliando no que for necessário.

O enfermeiro está presente nos momentos mais difíceis da família e do doente, lidando com os sentimentos negativos dele e tirando as dúvidas que surgem. Desse modo, é o apoio adicional para que o medo da morte não tome conta dele.

Portanto, o bom profissional de enfermagem é capaz de dialogar sobre a morte e aliviar a tensão que esse momento pode trazer.

Tanatologia na psicologia

Você já sabe que a psicologia é uma área responsável por estudar os processos mentais, e isso inclui lidar com a morte ou com a perda.

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Nesse sentido, a psicologia está muito conectada com a Tanatologia em várias áreas de atuação, como:

Psicologia escolar

A atuação do Psicólogo Escolar também deve ser para ajudar os alunos e docentes a tratarem algumas questões, como, por exemplo, a mudança de algum funcionário, a morte de algum familiar do aluno, a troca de coordenador, a adaptação à nova escola, entre outras.

A participação na escola é uma parte importante do desenvolvimento humano, e portanto, é fundamental que os profissionais, ou pelo menos parte deles, estejam aptos a lidar com questões importantes como a perda ou a morte, seja dentro do corpo docente, seja com os alunos.

Psicologia organizacional

O Psicólogo Organizacional, atuando em empresas, utiliza a tanatologia em questões como reorientação de carreira, desvios de comportamento, Burnout, improdutividade e depressão, por exemplo.

Além disso, também é possível atuar na reabilitação dos profissionais por problemas de saúde como AIDS ou câncer, vícios em jogos de azar ou drogas, que comprometeram sua situação financeira, lesão por esforço repetitivo e outros.

Psicologia clínica

psicologo falando de tanatologia

Dentro da clínica, o psicólogo está em contato direto com o cliente, sendo assim, ele cuida de todas as queixas trazidas para o consultório. 

Por isso, algumas das coisas que podem ser tratadas são: transtornos alimentares, depressão, suicídio, comportamentos autodestrutivos, solidão e violência. Outras perdas como sono, círculo social, animais de estimação, autoestima, morte de familiares também estão inclusas.

Psicologia hospitalar

O psicólogo hospitalar dialoga com a Tanatologia porque ele é o ouvinte mais precioso da pessoa que está ali. O medo da morte, a incerteza do tratamento, a constante manipulação do corpo pelos profissionais da saúde e o desamparo, por exemplo, podem fazer a pessoa enlouquecer.

Além disso, ele também é responsável por conversar com os familiares do doente, acalmar eles, e, se necessário, falar sobre a morte. Portanto, é importante que a conversa aconteça, para que a partida de quem já sabe que vai morrer seja a mais tranquila possível e seja mais fácil de lidar com o processo de luto.

Psicologia jurídica

A atuação do psicólogo forense se dá nas questões que envolvam perdas de pessoas, de direitos, de bens materiais, doações de órgãos, custódia, criação de contratos, entre outros. 

Tanatologia na polícia

Existe um profissional dentro da polícia que também lida com a tanatologia: O Tanatologista Policial. Ele atua junto com Médico Legista e é responsável por observar o local de cenas do crime, as condições do cadáver, transporte e guarda do corpo até o IML (Instituto de Medicina Legal) e até realização de certos exames.

A propósito, ele também ajuda na produção do laudo pericial, recebendo fotografias e informações de outras pessoas e repassando para o Médico Legista, além de dissecar e exumar cadáveres.

Por que falar sobre a morte é um tabu?

Você sabe que o ciclo da vida é nascer, crescer e morrer. Ou seja, a morte é algo super normal e que hora ou outra vai acontecer com qualquer um. Mas, pensar que um dia tudo isso que você vive vai acabar é meio medonho, mesmo.

Estamos sempre querendo viver mais, a medicina está cada vez mais inovadora no sentido de aumentar a expectativa de vida, e provavelmente, você já se pegou pensando “como eu gostaria de ser imortal…”.

Desde muito tempo, falar sobre morte e morrer são temas que grande parte das pessoas evita. Você, provavelmente, também é assim, certo? Diálogos sobre a morte são incomuns no dia a dia e, quando alguém fala sobre isso, você sente um certo desconforto, né?

Tentamos esconder que a morte existe, a qualquer custo. Fingimos que ela não está ali até acontecer de verdade. Fazemos tanta força pra ignorar que morrer é algo normal, que o choque de relembrar isso durante a vida nos tortura e nos impede, acima de tudo, de aprender o mais importante: saber lidar.

Essa cultura de jogar a morte no escanteio faz com as pessoas não busquem maneiras melhores de se reconciliar quando alguém morre. Então, quando poderíamos estar buscando novas formas de amenizar a dor tão grande da perda, o que fazemos é ficar perdidos, como se fosse uma punição por viver. O que resta é um sentimento de “E agora?”

Falar sobre a morte é se preparar para o luto. Portanto, naturalizar esse evento é transformá-lo em uma ocasião que incomoda bastante, mas que vai acontecer de qualquer maneira. Assim, o medo diminui e, por consequência, o impacto também.

As fases do luto

Elisabeth Kübler-Ross é uma psiquiatra suíço-americana e foi considerada a maior autoridade em estudos sobre o luto. Ela descreveu 5 estágios do luto em seu livro “Sobre a Morte e o Morrer”, de 1969.

Negação e Isolamento

É o primeiro sentimento que temos depois de receber a notícia de uma doença terminal ou de morte. Funciona como um pára-choque que auxilia a pessoa a se acostumar com a notícia. Aos poucos, a pessoa se recupera e se acostuma à nova realidade.

Raiva

raiva tanatofobia

Surge quando não podemos mais negar a realidade do que aconteceu, há o sentimento de revolta e ressentimento. Assim, a pessoa não se conforma com o que aconteceu e expressa suas emoções no ambiente.

Barganha

O paciente começa a ter esperança de que um milagre irá acontecer, e então, começa a fazer promessas que irá cumprir após “se curar”.

Depressão

Sentimentos de incapacidade e de tristeza, acompanhados de solidão e saudade. Funciona como uma preparação para a perda que está por vir. Por isso, é uma fase que exige bastante diálogo e intervenções para que não se desenvolva uma depressão silenciosa.

Aceitação

Após todas as outras fases, é mais provável que a pessoa aceite essa condição e encare a morte com mais tranquilidade e menos expectativa. Ele se sente mais em paz com a vida e consegue organizar seu futuro.

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Por fim, se você é daquelas pessoas que também não gosta de falar sobre a morte, mas gostaria de entender mais e enxergar a morte com naturalidade, ou se está passando por um momento difícil e se sente perdido, saiba que nós podemos ajudar!

A Eurekka conta com vários psicólogos super preparados para ajudar você a se entender melhor e dar todo o auxílio necessário para que você passe por esse momento da melhor maneira possível.

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