Sexualidade e Disfunção Sexual: o psiquiatra pode ajudar?

Laura Andrelynne Durans Duarte

A sexualidade está presente em nossas vidas do início até o fim. É algo tão natural para todas as pessoas. Porém, outras questões podem surgir com isso que não são tão conhecidas, como a disfunção sexual.

Neste texto, você vai ver tudo que envolve a sexualidade humana. Aliás, vamos tirar muitas dúvidas sobre disfunção sexual. Por fim, você vai ver como a Psicologia e a Psiquiatria podem te ajudar. Continue lendo!

sexualidade

O que é sexualidade?

A sexualidade é algo natural do ser humano. Além disso, ela se expressa por fantasias, desejos, crenças, valores e modos de agir. Mas nem todos eles são sempre vividos ao longo da vida.

A sexualidade humana tem muitos fatores. Ou seja, há vários aspectos biológicos, individuais e culturais ou sociais envolvidos. Como o sexo biológico; a identidade de gênero; a orientação afetivo-sexual e a expressão de gênero.

O sexo biológico é o sexo com o qual a pessoa nasceu. Isso é visto pelos órgãos sexuais e pelos gametas sexuais que o seu corpo cria.

A orientação sexual é a atração que a pessoa sente. Pode ser pelo mesmo sexo, pelo sexo oposto, por todos ou por nenhum, entre outros.

A identidade de gênero é a identificação pessoal da pessoa. E a expressão de gênero é como a pessoa se expressa de acordo com os papéis sociais.

Que problemas estão ligados à sexualidade?

Os problemas de sexualidade são ligados a fatores biológicos e psicológicos. Isso pode fazer com que a pessoa sofra muito. Além disso, pode afetar a qualidade de vida dela.

Assim, confira alguns desses problemas para que você possa prestar atenção no seu desempenho sexual.

Disfunções sexuais

As disfunções sexuais são dificuldades ou incapacidades em uma ou mais fases da resposta sexual. Essas fases são desejo, excitação e orgasmo. O que ocorre é que a pessoa não vivencia esses momentos com satisfação.

No geral, tem um fundo biológico, como a vasculogênica, a disfunção hormonal ou neurogênica. Mas não é raro casos de disfunções sexuais ter uma base psicológica ou mista.

As disfunções sexuais são primárias, quando a disfunção está lá desde o início da vida sexual. Mas também podem ser secundárias, que é quando ele surge após um tempo mais ou menos normal de desempenho sexual.

Para o sexo masculino, o Manual de Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais 5ª edição, ou DSM V, classifica algumas disfunções. Entre elas, disfunção erétil, ejaculação precoce e ejaculação retardada.

Algumas das disfunções sexuais femininas são classificadas em: vaginismo, dispareunia e anorgasmia.

Algumas doenças como diabetes, alcoolismo, doenças cardíacas e neurológicas podem ser a base para disfunções sexuais.

Entre os fatores psicológicos, se pode listar depressão, medo de julgamento do parceiro, experiências sexuais anteriores que causaram traumas e a ansiedade de desempenho. Ou seja, ficar preocupado com como está se saindo durante o sexo.

transexual e transgênero

Transtornos de identidade

A transexualidade e/ou disforia de gênero não é um transtorno. Mas ainda é uma questão médica e psicológica. Por isso, quando alguém deseja fazer a transição hormonal e/ou cirúrgica, deve ser acompanhada por um psicólogo.

Assim, ele pode atestar que a pessoa precisa mesmo de intervenção médica para viver de acordo com a sua identidade sexual.

Apesar de não ser um transtorno, o médico deve confirmar a transexualidade por um laudo psicológico. Assim, vai garantir que a pessoa faça a terapia hormonal e, depois, a redesignação sexual cirúrgica, se assim quiser.

Isso ocorre para que a pessoa não tome uma decisão séria como essa no impulso. Se ela se arrepender, pode não conseguir voltar ao que era antes, mesmo que faça uma cirurgia de novo.

Assim, a medicina e a psicologia nessa questão garantem uma transição saudável e com o apoio certo. Não se trata de uma correção, e sim do bem-estar da pessoa.

Transtornos de preferência

Transtornos de preferência sexual, ou parafilias, se dão quando há um desvio do desejo sexual para objetos, seres e situações inadequadas ou incomuns.

Alguns desses transtornos são o exibicionismo, a necrofilia, a pedofilia e a zoofilia. De acordo com o DSM V, esses transtornos são danosos a outras pessoas. Portanto, são crimes.

No entanto, algumas parafilias não são doenças, já que não causam danos se forem feitas com consenso do seu parceiro, como o fetichismo.

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Sexualidade na adolescência

A adolescência traz uma grande diferença social e biológica entre meninos e meninas.

O corpo amadurece e marca os papéis na sociedade, de acordo com o gênero. Isso faz com que surja a orientação sexual e a identidade de gênero de cada pessoa.

A maturidade do corpo nem sempre vem com a maturidade psicológica. Por isso, não é incomum que adolescentes possam se expor a situações de risco.

Entre elas, há o sexo desprotegido, que pode causar a transmissão de ISTs (Infecções Sexualmente Transmissíveis) e gravidez indesejada. Por isso, é vital que a educação sexual comece antes mesmo da adolescência.

Assim, a pessoa tem menos risco de sofrer impactos ruins enquanto explora a sua sexualidade. Conversar com o adolescente sobre isso o ajuda a entender mais sobre o que pode ocorrer de bom e de ruim, e faz com que ele se prepare.

sexo na terceira idade

Sexualidade na terceira idade

É comum que as pessoas não valorizem a sexualidade nessa fase. Isso ocorre tanto por aqueles que estão mais próximos aos idosos, quanto pelos próprios idosos. Uma ideia comum é que o idoso não tem mais o interesse sexual ou tem alguma disfunção sexual.

Os idosos sadios mantém a resposta sexual, embora hajam algumas limitações biológicas. Os homens podem ter menos desejo e demoram mais para ter ereções, mas podem transar de forma satisfatória. As mulheres têm menos lubrificação vaginal, porém isso pode melhorar com uso de lubrificantes.

Psiquiatria, Psicologia e sexualidade

A sexualidade é um dos aspectos vitais na vida de uma pessoa. Portanto, todo problema ligado a ela mexe na qualidade de vida da pessoa.

Por isso, tratar uma disfunção sexual ou qualquer outro problema sexual precisa levar em conta a parte psicológica e emocional.

O tratamento psiquiátrico é vital para casos de disfunções sexuais que precisam de remédios, em especial em disfunções de fundo biológico ou misto.

Já a terapia comportamental pode ajudar a desenvolver de forma saudável a sexualidade. Além disso, é uma ótima forma de tratar disfunções sexuais.

Com o atendimento de casal ou individual, o psicólogo pode ajudar a achar a dificuldade que está atrapalhando a pessoa. Assim, estabelece, junto com o paciente, estratégias para lidar com o problema. Essas estratégias são específicas para cada disfunção e costumam ser eficazes.

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Disfunções sexuais e sexualidade na EurekkaMed

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Laura Andrelynne Durans Duarte

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