Risperidona: para que serve e como age no cérebro

Equipe Eurekka

A risperidona é uma das ferramentas mais potentes que temos hoje em dia para tratar a esquizofrenia e pertence à chamada segunda geração de antipsicóticos. Os médicos a consideram mais segura e eficiente que os remédios da primeira geração.

Além disso, a risperidona também é prescrita em quadros de autismo, transtorno bipolar e doença de Alzheimer.

Apesar disso, você deve entender muito bem qualquer remédio psiquiátrico antes de utilizá-lo e, para te ajudar a compreender bem a risperidona, escrevemos esse texto que vai falar sobre suas indicações, efeitos, possíveis efeitos colaterais e muito mais. Leita até o final para ficar bem informado!

Para que serve o medicamento risperidona?

cartela de risperidona

A risperidona é um remédio chamado de antipsicótico atípico, um tipo de remédio que age nos sintomas positivos e negativos da esquizofrenia, um grande avanço ao tratar todos os sintomas dessa doença.

De maneira geral, antipsicóticos têm como principal objetivo tratar os sintomas da esquizofrenia e bipolaridade. Exemplos desses sintomas são os delírios, tristeza, depressão e mania.

O autismo e o Alzheimer são outros tipos de transtornos comuns nos quais a risperidona pode ajudar. Já foi observado que a demência do Alzheimer pode ser tratada pela risperidona com algum sucesso.

Uso da risperidona na esquizofrenia

A esquizofrenia é um transtorno psicótico que afeta de forma direta a forma que a pessoa vê a realidade. Os sintomas desse transtorno formam dois grupos.

Os sintomas positivos afetam a percepção da realidade. Nesse sentido, a pessoa pode ter delírios e alucinações. Pensamentos desordenados e incomuns também são tipos de sintomas positivos.

Já os sintomas negativos impactam de forma direta as emoções da pessoa. São eles: redução de alguns sentimentos como afeto, expressões faciais reduzidas, redução do prazer, redução da fala e achar difícil começar e manter atividades.

A risperidona atua nesses dois grupos de sintomas, ajudando a reduzir os sintomas de forma sensível. Então, esse remédio é prescrito tanto para períodos curtos ou no longo prazo para tratar a esquizofrenia.

Uso da risperidona no autismo

O transtorno do espectro autista (TEA) é o nome dado a várias desordens ligadas ao desenvolvimento neurológico. Ou seja, essa é uma condição herdada e que segue por toda a vida.

Existem várias formas de autismo que formam o que chamam de espectro do autismo. Cada pessoa é um caso único e a gravidade do autismo varia. Por isso as dificuldades e limitações de aprendizado e raciocínio são diferentes em cada um.

A criança que tem autismo tem sintomas como ficar irritada, ter crises de raiva e angústia, ser mais agressivas com outras pessoas, causar autoagressões e ter mudanças de humor.

A risperidona pode agir nesses sintomas, mas a avaliação por um médico é vital para a prescrição desse remédio e para acompanhar a evolução dos sintomas e dos efeitos colaterais.

Qual o efeito da risperidona?

cérebro sob efeito de remédios

A risperidona tem como efeito e objetivo reduzir de forma sensível os sintomas sentidos por pessoas que possuem distúrbios como: esquizofrenia, autismo, transtorno bipolar e doença de Alzheimer.

Como a risperidona age no cérebro?

Os remédios que têm ação antipsicótica agem sobre compostos que avisam nossos neurônios. Esses compostos são os neurotransmissores. Os antipsicóticos atípicos são remédios “sujos”. Ou seja, agem em mais de um neurotrasmissor e onde eles agem (receptores), por isso, não se sabe muito bem como ela luta contra os sintomas.

Apesar de não se entender bem como a risperidona age, sabemos que ela atua na área dos neurotransmissores da dopamina e da serotonina.

Ambas são vitais para o nosso cérebro funcionar. Além disso, influenciam nossas emoções, aprendizado, atenção, entre várias outras coisas.

Há teorias que dizem que, quando uma ou as duas se desregulam, pode ser uma das causas de transtornos como a esquizofrenia.

Como usar a risperidona?

pessoa tomando o remédio risperidona

Como todo remédio psiquiátrico, só um médico pode receitar risperidona para o paciente, junto com a dose e quanto tempo o tratamento deve ter.

O médico é vital por causa dos efeitos colaterais do remédio, mas também pois alguns pacientes têm resistência natural a ação dessas drogas. Por isso o médico deve estar de olho nisso ao longo da evolução do quadro.

Então, caso você tenha a suspeita de qualquer transtorno mental em você ou em alguém próximo, procure uma consulta com um psiquiatra.

Dosagem do medicamento

A dose da risperidona varia, e vai depender do transtorno que está sendo tratado. Além disso, a idade do paciente também é um fator. Ademais, cada pessoa vai ter uma resposta diferente ao remédio. Por isso, é vital sempre revisar o processo com um médico.

Para esquizofrenia, as doses usuais são de 4 a 6 mg em pacientes adultos, sendo a dose inicial de 2 mg. Em pacientes idosos e pediátricos, a dose inicial é de 0,5 mg e as doses usuais são mais baixas.

No autismo, a risperidona é recomendada para crianças e adolescentes (5 a 17 anos). As doses vão depender do peso do paciente, mas se iniciam entre 0,25 mg ou 0,5 mg ao dia.

A risperidona ainda pode ser usada no episódio maníaco do transtorno bipolar, sendo dose inicial dela em adultos de 2 mg e em crianças de 0,5 mg.

Por fim, para o Alzheimer a dose inicial recomendada é de 0,25 mg duas vezes ao dia, sendo a dose ótima de 0,5 a 1 mg duas vezes ao dia.

Populações especiais

avô e neto de mãos dadas

Em primeiro lugar, para usar a risperidona em criança, adolescentes e idosos, é vital ter um cuidado maior.

Assim, nesses casos, as doses usadas são mais baixas, e o médico deve acompanhar bem de perto.

Pacientes idosos (a partir de 65 anos)

A risperidona em pacientes idosos com demência pede muita cautela. O uso dela sozinha ou ligada à furosemida (diurético) pode ser fatal.

Além disso, o uso de risperidona em pacientes com demência está ligado a mudanças do estado mental, fraqueza dos músculos ou paralisia de membros.

Se sentir esses sintomas, é preciso falar na mesma hora para o médico responsável.

Risperidona infantil

No público infantil, o uso da risperidona é, em geral, para combater alguns sintomas do autismo.

Além disso, não existe uma versão da risperidona própria para crianças, sendo um remédio usado em adultos, na maioria das vezes.

A grande diferença é a dose inicial e as doses máximas permitidas. Além disso, para crianças, pode ser melhor a versão em gotas da risperidona, em vez dos comprimidos.

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Contraindicações e advertências

Todo remédio tem situações em que seu uso não é indicado. Por isso, é vital falar para o médico condições existentes e alergias durante a consulta.

Além disso, alguns remédios possuem interação com a risperidona, o que pode causar efeitos colaterais e fatalidades. Assim, o uso conjunto deve ser feito com cuidado. Entre essas misturas ruins, temos:

  • Álcool;
  • Depressores do Sistema Nervoso Central SNC;
  • Levodopa;
  • Remédios para hipertensão.

Efeitos colaterais da risperidona

Os efeitos colaterais mais comuns são: ansiedade elevada, insônia, dor de cabeça e agitação. Em alguns casos também apareceram tontura, taquicardia e hipertensão. Em geral, esses sintomas somem após os primeiros dias de uso.

Existem outros efeitos colaterais que podem surgir no uso da risperidona, porém, são mais raros. Mas é bom você avisar ao seu médico sobre eles.

O uso da risperidona pode levar ao aparecimento de efeito extrapiramidal (espasmos musculares, vômito, rigidez muscular, entre outros). Quando a dose é maior que 6 mg, a ocorrência desses efeitos é maior.

Muitas vezes, é difícil diferenciar os sintomas do transtorno mental e possíveis efeitos colaterais do remédio. Mesmo assim, relate ao seu médico qualquer reação desse tipo.

Risperidona dá sono?

Se a pessoa sentir muito sono ao usar o remédio, a dose pode ser dividida em duas ao longo do dia.

De forma alternativa, o uso do remédio pode ser mais perto do horário de dormir.

Em casos de muita agitação, o médico também pode sugerir outros remédios que podem dar sono. Veja se esse é o seu caso vendo os remédios que causam sono e sedação no nosso texto de Medicamentos Psiquiátricos.

sede presencial da Eurekka

Atendimento psiquiátrico com a Eurekka

Enfim, se você ou alguém próximo a você tem suspeitas de algum distúrbio mental, é imprescindível buscar ajuda médica.

Ademais, aqui na Eurekka, nós temos diversos psiquiatras que podem te ajudar. Então, para saber mais é só clicar nesse link.

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Equipe Eurekka

2 replies on “Risperidona: para que serve e como age no cérebro”

O que eu queria realmente saber não consegui encontrar, mas a matéria foi bastante esclarecedora.
Gostaria de saber se uma dose mais alta pode fazer efeito contrário! …se a agressividade pode aumentar com o aumento da dose. Pergunto porque isso acontecesse com meu neto!

Oi, Ciomara! Se o efeito tem sido o contrário do esperado, é importante que você consulte o médico que receitou este medicamento para entender melhor a razão dessa agressividade e receber melhores orientações.

– Pedro, Equipe Eurekka.

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