Responsabilidade afetiva? Saiba como praticar

Cindy Lauper S. de Freitas

Você sabia que a responsabilidade afetiva pode evitar a frustração? Praticar a comunicação honesta e ser empático com as pessoas com quem você se relaciona ajuda a desenvolver a maturidade emocional e a construir relações saudáveis.

Neste texto, você vai entender o que é a responsabilidade afetiva (ou emocional), a importância da comunicação não-violenta e como praticá-la. E, mais, você também vai ser capaz de identificar se tem sido alvo da irresponsabilidade afetiva das pessoas com quem se relaciona e como lidar com essa situação.

Então, continue lendo e aprenda como construir vínculos mais responsáveis, empáticos e humanos com o apoio das descobertas da psicologia. Pronto?!

O que é responsabilidade afetiva?

De acordo com a psicologia, o significado de responsabilidade afetiva é ser cuidadoso com os sentimentos de outras pessoas, respeitar os limites e saber que você tem um papel e influência sobre as expectativas que cria. E isso vale para todos os tipos de relação, seja ela romântica ou não.

Afinal, ver o próximo como uma pessoa como você, com sentimentos, falhas e virtudes, é essencial. Pois só assim você consegue entender que todos precisam de relações com comunicação franca e empatia

Mas, para falar sobre esse fator nas suas interações com o outro, isso deve começar aí dentro de você. Para isso, reconhecer o momento de vida em que você está é essencial para que se possa avaliar se há em você a disponibilidade afetiva para novas relações.

Você está aberto para que outra pessoa faça parte da sua vida hoje? Está onde deseja estar? Há alguma relação anterior ainda mal resolvida? Você é feliz tendo essa pessoa ao seu lado?

Responder de forma sincera a essas perguntas, falar sobre seus objetivos, crenças e pontos que vêm sendo difíceis pra você é muito importante para você e para o outro. Isso, ainda que não seja confortável, permite a liberdade de escolha da pessoa em permanecer em sua vida ou partir. Afinal, tudo isso é sinal de maturidade emocional.

responsabilidade afetiva

 Reciprocidade afetiva

Cada um reage de uma forma e em intensidades variadas aos sentimentos. Para isto, existe a reciprocidade afetiva que surge quando você sabe e consegue responder aos sentimentos que gera na outra pessoa.

Mas, preste muita atenção! Não se trata de ser a idealização que a outra pessoa criou, mas das ideias que você gerou com suas atitudes. Por esse motivo é preciso comunicar as reais intenções de forma clara desde o início, sendo sincero nas relações em todos os casos.

 Você acredita ou conhece alguém que se entrega 100% em suas relações e não recebe a metade do que oferece? Pois é, por isso é preciso que ambos achem o equilíbrio na relação para que não fique ruim e triste para nenhum dos dois.

Preciso ter responsabilidade afetiva em qualquer tipo de relação?

Todas as relações entre seres humanos envolvem um lado afetivo e de emoções. Nesse sentido, é inegável que precisamos ser responsáveis afetivamente em toda e qualquer relação que criamos.

Então, confira abaixo o que é ter responsabilidade afetiva nos diversos tipos de relações que nos cercam.

Relações amorosas

Na prática, nesse tipo de relação, a responsabilidade afetiva envolve não fazer juras de amor se não tem certeza que ama. Por que planejar a data e o local de encontro se ainda não sabe o que sente? Se trata de assumir a sua parte pelos sentimentos que a sua postura, atitudes e falas geram na outra pessoa.

Por isso, o melhor caminho é o autoconhecimento, pois só quando nos escutamos e entendemos nossas próprias vontades e sentimentos, é que podemos ser honestos com o outro. E mais, o autoconhecimento nos protege da possibilidade dos outros serem irresponsáveis afetivamente com nós mesmos. Interessante, não é mesmo?

Relações de amizade e família

Você sabia que responsabilidade afetiva com amigos e família é, também, aprender a dizer “não”? Ou seja, é preciso impor limites para que o amor não seja danoso e/ou vire justificativa para abusos e esgotamento emocional.

Então, por mais desconfortável que possa ser, você precisa dizer a verdade quando seu (sua) amigo (a) ou familiar cometer erros, pois isso é ser responsável afetivamente. Afinal, o amor real envolve entender o que machuca o outro e achar a melhor forma de todos conviverem bem.

É difícil praticar a honestidade quando há envolvimento afetivo e a possibilidade do outro(a) não entender nosso visão, não é mesmo? Mas, prezar pela comunicação franca e empática é reconhecer que o outro assim como você, é merecedor da verdade.

Como ter mais responsabilidade afetiva nos relacionamentos?

A palavra “relacionamento” significa disposição em se relacionar com alguém com os mesmos objetivos e interesses, através da ligação afetiva, profissional ou de amizade.

Logo, relacionamento é companheirismo, confiança, cumplicidade e afeto. Afinal, quem não gosta de ter um bom amigo para uma boa conversa? Pais para oferecer carinho ou um parceiro nos momentos bons e ruins?

Por isso, quando decidimos entrar em relacionamentos, é necessário estarmos dispostos a investir no outro o nosso tempo, dinheiro, paciência. Isso nos exigirá, também, atitudes de carinho, lealdade e amizade.

Continue lendo o texto e descubra quais são as atitudes que você deve tomar para ter responsabilidade afetiva na prática!

responsabilidade afetiva

1. Ser sincero

A psicologia diz que a falta de clareza nas relações faz com que ideias que não são reais sejam criadas. Expectativas essas que não serão correspondidas, gerando frustrações e possíveis traumas. Então, como ser sincero?

Na prática, é deixar claro para o parceiro, por exemplo, que apesar de achar linda uma casa no campo, você gosta mesmo é da agitação da cidade. Ou mostrar para aquele seu amigo(a) sua falta de tempo para responder mensagens do whats por todo o momento. Vale, também, dizer para aquele familiar que é incômodo ir a sua casa sem ligar antes. Lembrou de alguém?

Lembre-se: o problema não está em discordar ou apresentar outros caminhos possíveis para você não se sentir esgotado ou ferir o outro. O desrespeito se encontra na falta de verdade, em omitir o que se deve dizer em nome do “amor”.

Mas cuidado! Falar a verdade não significa ferir o outro, mas sim ter uma conversa madura e explicar com educação o que incomoda você. Dessa forma, vocês poderão encontrar meios para solucionar o problema.

2. Alinhar expectativas

Qual o propósito da sua relação? Cultivar a sinceridade sobre suas expectativas e intenções para o futuro é essencial para manter viva uma relação saudável a longo prazo.

Não se trata de adaptar o outro em seus planos e reduzir suas vontades, mas lhe dar a liberdade de escolher permanecer e, juntos, encontrar formas possíveis para se alinharem, crescerem e sentirem o que dá prazer e sentido de vida.

Pode parecer difícil, mas não fugir de conversas difíceis e treinar a comunicação transparente são grandes aliados para alinhar expectativas e não arrastar uma relação que pouco tem a ver com seus valores, objetivos e sonhos.

3. Ter empatia

Empatia é muito além do clichê “se colocar no lugar do outro”. Assim, vai desde o papel que exercemos em nossos relacionamentos até a assumir as possíveis sequelas de influenciar de forma positiva ou negativa uma pessoa.

É o dom que temos de sermos sensíveis quanto aos sentimentos que investimos e são investidos em nós e, assim, responder a eles de forma honesta, humana e responsável.

Como você gostaria de ser tratado? Responder de forma sincera essa pergunta ajuda você a entender como nortear atitudes empáticas com o outro e o impacto das mesmas nos sentimentos das pessoas.

E se agora que você entendeu o que é responsabilidade afetiva, você começou a sentir que está sendo parte de uma relação que não é boa para você, mas que, ainda assim, você não consegue se desligar, nós podemos ajudar!

Sabia que uma das principais causas que levam as pessoas a procurarem ajuda aqui são os relacionamentos? Isso porque a terapia é o melhor local para você aprender a lidar e, caso necessário, se afastar desse ambiente tóxico.

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4. Deixar claras as suas intenções

Deixar claras as intenções se trata de praticar a comunicação não-violenta. De forma que você diz o que está sentindo de um modo maduro, empático e ético. Sem jamais potencializar o sofrimento do outro.

Sabia que estudos apontam que, mesmo quando sofrem, as pessoas tendem a valorizar se são tratadas de forma gentil, responsável e humana? Pois é, atitudes empáticas durante uma conversa fazem muita diferença. E, cá entre nós, não é tão difícil, não é mesmo?

5. Não entrar em mais relações do que consegue lidar

A facilidade permitida pelos muitos aplicativos de relacionamento expande a possibilidade de entrarmos em mais relações do que conseguimos lidar. Mas, as novas ferramentas de comunicação não podem ser desculpas para sermos irresponsáveis afetivamente. Como assim?

Entrar em mais relações do que consegue se comprometer e não nutrir conversas sinceras sobre seus sentimentos, expectativas e dificuldades é, portanto, provocar feridas em alguém. É promover um colapso da responsabilidade afetiva e, isto não apenas na realidade virtual.

Então, estabeleça limites e seja sincero o suficiente para deixar ir as relações pelas quais você não consegue se dedicar de maneira correta.

6. Autoconhecimento

Desenvolver o autoconhecimento é conhecer a si mesmo. Ou seja, é reconhecer com maior clareza quais suas ambições, dificuldades e potenciais. A partir daí, você repensa quais atitudes são necessárias para alcançar o que melhor se encaixa em seus valores.

Isso se chama maturidade emocional e só um indivíduo maduro consegue ser honesto nas suas relações e desenvolve diálogos que promovem a manutenção do vínculo.

A responsabilidade afetiva não é unilateral

Você sabia que a responsabilidade afetiva não é unilateral? Ou seja, ambos os parceiros da relação precisam ser honestos sobre seus sentimentos, disponibilidade e intenções no vínculo criado, assim como se responsabilizar pelas expectativas criadas.

Então, o que fazer caso perceba que está sofrendo pela irresponsabilidade emocional do (a) outro (a)? Da mesma forma que utilizamos a comunicação não violenta para expressar nossos afetos, devemos  promover conversas que podem esclarecer o nível de interesse da pessoa em dar continuidade na relação construída.

Perguntas como “O que eu significo para você?”, “Quais as suas intenções a médio prazo para a nossa relação?” e “Você se sente pronto para se relacionar com outra pessoa?” podem ajudar você a nortear e não fugir das conversas difíceis.

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Cindy Lauper S. de Freitas

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