Qual a importância dos remédios para TDAH na vida da pessoa?

Equipe Eurekka

Apesar do sinais clássicos, o TDAH acontece de forma diferente para cada pessoa E, em casos mais sérios, é preciso combinar a terapia com remédios para que se consiga viver bem. Então, no texto de hoje, você vai entender qual a importância dos remédios para TDAH na vida da pessoa que tem esse transtorno. 

Por aqui, vamos explicar o que é o TDAH e o porquê de algumas pessoas precisarem de remédios e outras não. Além disso, vamos falar sobre os dois tipos mais usados e outras formas de lidar com esse transtorno.

Boa leitura!

O que é TDAH? 

O TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção com Hiperatividade) é um transtorno neurobiológico que se caracteriza pela dificuldade de concentração e comportamentos hiperativos e impulsivos

É uma condição que costuma gerar impacto negativo na vida diária, pois afeta as atividades sociais, acadêmicas e profissionais. Alguns dos sintomas que caracterizam o transtorno são: 

  • Distração rápida com estímulos externos, perdendo o rumo por não conseguir manter o foco; 
  • Dificuldade em organizar tarefas, como gerenciar o tempo, cumprir prazos e manter objetos em ordem;
  • Desconforto em ficar parado por muito tempo, estando sempre inquieto;
  • Costuma interromper as pessoas, como entrar nas conversas, terminar as frases alheias e não esperar sua vez de falar;
  • Grande agitação motora: mexe as mãos e os pés ou se contorce/ levanta da cadeira.

Por ser um transtorno do neurodesenvolvimento, o TDAH costuma se manifestar na infância — antes dos 12 anos de idade. E, caso não seja tratado nesta fase, os sintomas podem permanecer a vida inteira. 

Assim, é muito comum acontecer o diagnóstico tardio de TDAH. Ou seja, pessoas adultas descobrem que a inquietude, a falta de organização e os momentos que agiu sem pensar durante a vida são resultados do quadro de desatenção e hiperatividade. 

Todo mundo que tem TDAH precisa tomar remédios? 

Descobrir o diagnóstico de TDAH implica em uma avaliação cuidadosa pelo psicólogo, psiquiatra ou neuropsicólogo. Apenas esses  profissionais da saúde mental são capacitados para entender a gravidade dos sintomas e definir o uso ou não de remédios. 

Então, nem todas as pessoas com TDAH precisam tomar remédios, pois cada um pode ter necessidades diferentes diante do transtorno.  

Avaliar a gravidade dos sintomas 

A melhor forma de descobrir se o uso da medicação é necessário é a partir de uma avaliação profissional. Sendo possível, assim, especificar a gravidade dos sintomas para garantir uma intervenção correta.

O grau do TDAH varia entre leve, moderado e grave. 

Leve: poucos sintomas presentes, mas o suficiente para prejudicar de forma parcial a vida social ou profissional da pessoa. 

Moderado: sintomas ou prejuízo funcional entre o “leve” e o “grave”.

Grave: presença de muitos sintomas ou poucos sintomas mas graves, causando prejuízo significativo à vida da pessoa. 

E se você se identificou com os sintomas, ou já tem o diagnóstico de TDAH, você pode marcar uma Conversa Inicial com um de nossos psiquiatras! Assim, você vai ser acompanhado de perto e ter a certeza de que recebe o melhor tratamento!

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Quais são os remédios para TDAH que existem? 

Como falamos acima, existem pessoas que precisam dos remédios e outras não. Mas, quando for preciso, a combinação do uso de remédios psiquiátricos com a terapia é a melhor forma de controlar os sintomas e reduzir os prejuízos do TDAH. 

Isso porque os remédios têm o poder de compensar o desequilíbrio químico de uma pessoa com TDAH, além de aliviar as dificuldades que o transtorno causa. Já a terapia, ajuda a melhorar os hábitos a partir de ferramentas da psicologia.

Assim, existem dois grupos de remédios que são usados para tratar o TDAH. Vem com a gente para entender quais são eles e como funcionam! 

1. Psicoestimulantes 

Se você tem TDAH, é provável que, em algum momento, você tenha planejado algo, mas se distraiu e esqueceu do objetivo. E é aí que entram os estimulantes: devido aos efeitos terapêuticos imediatos, ajudam a sustentar a atenção enquanto você ainda tem em mente o que precisa fazer! 

Além disso, os remédios também têm a função de aumentar a coordenação motora e o autocontrole emocional. Alguns que atuam nessa linha são: Ritalina, Focalin e Concerta. Eles são comuns no tratamento de TDAH e é provável que você já tenha ouvido falar em algum deles! 

2. Antidepressivos 

Os antidepressivos são usados em casos de pacientes com muitas reações adversas a psicoestimulantes. Ou também naqueles que, além do TDAH, também possuem transtornos de ansiedade, depressão, bipolaridade, entre outros. 

Isso porque, diferente dos remédios estimulantes, os antidepressivos têm efeitos terapêuticos demorados, levando de 15 dias até um mês para sentir melhora no quadro. Entre os antidepressivos mais comuns para o tratamento de TDAH, estão: Atomoxetina e Bupropiona.

mulher fazendo meditação como um dos complementos aos remédios de TDAH

Lembre-se: apenas remédios para TDAH não bastam 

Você sabia que mesmo tomando os remédios, os problemas podem permanecer? Isso acontece porque o tratamento para TDAH é multimodal! Sei que você deve estar se perguntando “E o que isto quer dizer?” Mas fique calmo! Vamos explicar para você. 

Tratamento multimodal é um conjunto de intervenções diferentes para gerar melhora no paciente. No caso do TDAH, inclui orientação aos pais e professores (para crianças e adolescentes), medicação, psicoterapia e hábitos saudáveis — que ajudam nos efeitos do remédio. 

Ao receber suporte e auxílio específico na terapia, as pessoas com TDAH conseguem desenvolver habilidades que minimizam os efeitos do transtorno. Como por exemplo, controle de impulsos, procrastinação e autocontrole.

Caso seja criança ou adolescente, é aconselhável orientações de uma psicopedagoga. Assim, seria possível sugerir recursos para maior adaptação nas aulas como: mais tempo para realizar a prova, perguntas objetivas, grifadas e sem pegadinhas nas avaliações. 

Já a medicação vai ajudar a reduzir os sintomas e melhorar o equilíbrio do cérebro. E os hábitos saudáveis, como a atividade física, ajudam na atenção, hiperatividade, ritmo da respiração e impulsividade

Em relação à alimentação, consumir estimulantes contribui com a hiperatividade, como, por exemplo, o café. Então, o ideal é ter uma dieta rica em nutrientes. Se necessário, um nutricionista pode ajudar!

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Tratamento completo para TDAH com a Eurekka! 

Você costuma ser muito inquieto? Não consegue focar nas tarefas? Acaba agindo de forma impulsiva? Se você chegou até aqui e quer descobrir se tem TDAH, você está no lugar certo, por isso quero te fazer um convite! 

Algumas demandas exigem maior treino para mudanças no modo de agir, sendo necessário um suporte profissional e um tratamento de qualidade. No caso do TDAH, um psicólogo pode ajudar você a ter maior autocontrole, lidar com as emoções e pensar antes de tomar uma decisão. 

Então, que tal dar o primeiro passo e marcar uma conversa inicial com um de nossos terapeutas? Com um clique, você já pode começar a melhorar sua qualidade de vida e receber a ajuda de um profissional capacitado para o seu caso!

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