Tudo o que você precisa saber sobre a psicologia cognitiva

Equipe Eurekka

Quem se interessa por conhecer a psicologia, como estudante ou apenas por curiosidade, logo vai perceber uma coisa: ela é uma área muito ampla. Isso porque conta com uma longa história e várias abordagens, ou seja, várias formas de ver o mundo e o ser humano. E uma delas é a psicologia cognitiva!

Mas o que é psicologia cognitiva? Em que aspectos ela se diferencia das outras? E como ela aparece na ciência e no dia a dia? Vem com a gente em mais um texto da Eurekka para entender tudo sobre essa linha do conhecimento!

O que é a psicologia cognitiva?

A psicologia cognitiva, como dissemos, é uma das subáreas da psicologia. É uma linha que foca nos processos de raciocínio e cognição. Ou seja, memória, aprendizado, percepção, pensamentos… tudo isso interessa à psicologia cognitiva! Por isso, ela está superligada ao cérebro e à mente. 

Na clínica, a psicologia cognitiva foca no treino de habilidades, além de ajudar a lidar com pensamentos. Ela também aparece muito na pesquisa e na educação. Afinal, sua maior meta é entender e aprimorar as formas pelas quais o ser humano processa e entende o mundo!

Como ela surgiu?

Há séculos, o ser humano busca se entender melhor. Assim, há várias teorias e explicações sobre como a mente e a cognição funcionam ao longo dos séculos. Porém, essas questões estavam muito ligadas ao campo da filosofia, como os teóricos Kant e Descartes, que pensavam nas formas de conhecer o mundo. 

É só a partir do século XIX, que a psicologia começa a pensar mais sobre essas questões. E a psicologia cognitiva, com seus valores e metas, surge na segunda metade do século XX, no pós-guerra. Isso se dá, porque, nesse momento, além de mais tecnologia, há muito interesse na cognição e no funcionamento mental.

Psicologia cognitiva x Behaviorismo

No século XX, em especial com os livros de Skinner, outra área da psicologia que se destaca é o behaviorismo, que baseia muitas das práticas aqui da Eurekka. O behaviorismo foca em entender os comportamentos da pessoa, e em melhorar o seu bem-estar no ambiente, ações, e consequências disso.

Ambos têm funções e focos diferentes. Pois, enquanto a psicologia cognitiva pensa mais sobre como a mente funciona, o behaviorismo foca mais na relação entre meio e sujeito. Porém, um pode contribuir muito para o outro. Afinal, só se aprende através da interação com o meio; e a cognição faz parte de todo comportamento. Respeitando-se as diferenças, há muita colaboração!

psicologia cognitiva

Qual o objetivo da psicologia cognitiva?

A psicologia cognitiva existe por várias razões, e cada cientista tem suas metas. Porém, o que une toda a área é uma busca em comum: conhecer como se conhece.

Confuso? Tem tudo a ver com as funções e descrições da psicologia cognitiva que falamos até agora, que focam na cognição e processamento!

Essa área procura entender os aspectos racionais e subjetivos ligados aos processos internos da mente. Então, a psicologia cognitiva busca compreender como os humanos lembram, aprendem, pensam e sentem de acordo com o processamento mental. Para isso, estuda-se o corpo, o cérebro, o meio e a subjetividade.

Grandes nomes da psicologia cognitiva

Toda a área tem pensadores e cientistas que se destacam e servem de base para outros estudiosos. Na psicologia cognitiva não é diferente, então, confira alguns nomes e suas linhas de pensamento

Jean Piaget

Jean Piaget foi um teórico de grande renome no século XX. Focou seus estudos em crianças, analisando muito até os próprios filhos! E com isso, fez grandes avanços na ciência, nos ramos de desenvolvimento humano e aprendizado. Suas teorias são muito usadas até hoje na educação.

Piaget constrói um modelo de desenvolvimento mental que explica como aprendemos coisas novas e conectamos com as antigas. Isso se dá por um processo chamado equilibração. Com isso, e de acordo com nossa fase de vida, podemos estar sempre conhecendo mais o mundo e criando habilidades!

George Miller

Outro nome importante para a psicologia cognitiva é George Miller. Ele é conhecido como criador do modelo da ciência cognitiva moderna. Além disso, é pioneiro da psicolinguística, que estuda o desenvolvimento da linguagem. Também contribui para a ligação entre psicologia, neurociência e tecnologia

Uma de suas maiores teorias é a chamada Lei de Miller. De acordo com essa lei, podemos memorizar apenas 7 “pedaços” de informação por vez, com dois para mais ou para menos, dependendo de quão difícil for a informação. Essa lei, como muitas das teorias de Miller, articula o processamento mental, a memória e a linguagem. 

Ulric Neisser

Por fim, mas não menos importante, temos Ulric Neisser. Ele é um dos primeiros teóricos da psicologia cognitiva a dar destaque para pesquisas relacionadas ao cotidiano. Ou seja, buscava entender as formas pelas quais o ser humano aprendia e se desenvolvia no dia a dia, fora do laboratório controlado.

Além disso, Ulric trata muito sobre o processo de rememoração, em especial sobre as peças que nossa memória nos prega. Ele é revolucionário ao afirmar que nossa memória não é certeira: pelo contrário, é muito modificada pela atenção e emoções. Então, a memória é uma construção, não uma réplica do momento.

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A psicologia cognitiva hoje

Ok, vimos que há alguns nomes de peso para a psicologia cognitiva nas últimas décadas. Porém, com o passar do tempo, houve grandes mudanças.  Afinal, hoje essa linha se diversificou bastante. E embora já não seja tão presente na clínica, ela é muito importante em várias esferas, com as quais ela contribui muito.

Uma dessas áreas é a cognição trabalhada na escola, já que o objetivo dos espaços escolares é aumentar o desempenho e a motivação dos alunos. Então, quando o professor entende o mecanismo por trás do raciocínio do seu aluno, o aprendizado se torna mais fácil.

Outro campo em que a psicologia cognitiva está presente é a pesquisa. Uma vez que a psicologia cognitiva se liga a diferentes temas de estudo e ciência. Além da psicologia tradicional, ela contribui para a neurociência, linguística e programação. Além disso, a psicologia cognitiva é essencial para o desenvolvimento de Inteligência Artificial!

Psicoterapia Cognitivo Comportamental é o mesmo que Psicologia Cognitiva?

A Terapia Cognitivo Comportamental, ou apenas TCC, passou a ser mais conhecida nos últimos tempos e se popularizou. No entanto, apesar de ter algumas características parecidas com a Psicologia Cognitiva (como o nome!), e até se inspirar nessa última, a TCC é bem diferente. E isso tem muito a ver com o modelo cognitivo.

Esse modelo funciona como um tripé, que equilibra emoções, atitudes e pensamentos. Antes, se propunha que os pensamentos eram a parte mais importante; mas hoje se sabe que há um equilíbrio entre os três. Um influencia o outro, e com isso o ser humano vai agindo e criando suas visões de mundo.

Além disso, o viés da TCC é muito mais clínico. Ou seja, é muito focado na terapia de forma mais direta. Os estudos, as teorias, as intervenções… o objetivo é, mexendo nas bases do tripé, dar qualidade de vida e autonomia ao paciente. Enquanto a Psicologia Cognitiva é mais teórica, a TCC é super prática.

Porém, sem a Psicologia Cognitiva, a TCC não existiria. Isso acontece por causa dos estudos da psicologia cognitiva sobre a mente, sobre as capacidades e processos mentais, sobre o desenvolvimento e sobre o aprendizado. Tudo isso é uma base essencial para a TCC. Então, são teorias diferentes, mas podem crescer muito juntas. 

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