Psicoeducação: Como aplicar essa técnica de ouro

Equipe Eurekka

Um dos maiores objetivos de um psicólogo é ajudar o seu cliente a se tornar independente para poder tocar a vida por conta própria. Ou seja, é na terapia que ele aprenderá a lidar com as questões trazidas quando não tiver mais o psicólogo ao seu lado. Assim, dominar as estratégias de psicoeducação é essencial para todo terapeuta de sucesso.

É o famoso “não dê o peixe, ensine a pescar”. No entanto, existirão situações nas quais você precisará apagar alguns incêndios que estão ocorrendo. Nesses casos, você também dará alguns peixes enquanto ensina sobre a pesca. Ou seja, acolherá e acalmará o cliente para que ele se sinta bem e possa, de fato, começar a aprender novas habilidades.

Porém, ensinar alguém nem sempre é uma tarefa simples. Apesar da faculdade de psicologia explicar sobre abordagens e técnicas, ela falha na hora de te ensinar a repassar esse conhecimento de forma assertiva aos seus clientes.

Para resolver isso de uma vez por todas e entender como realizar uma psicoeducação simples e de forma efetiva continue lendo esse texto. Aqui você saberá mais sobre os segredos que a Eurekka aprendeu ao longo das milhares de sessões que já fizemos!

O que é psicoeducação?

Antes de pular de cabeça em como realizar uma psicoeducação bem feita, é importante entender em que consiste essa técnica.

“Psico” se refere à parte da psicologia. Ou seja, são as técnicas que você quer ensinar, os termos e todo o arcabouço prático e teórico que fazem sentido para aquele caso. Já a “educação” diz respeito à parte pedagógica, de transmitir a mensagem e o ensino para o paciente. 

Você, como terapeuta, pode ter dificuldade em qualquer uma dessas duas partes. Por isso, o primeiro passo é entender qual é o seu maior desafio hoje. 

Afinal, pode ser que você não saiba como resolver o problema do cliente, que não saiba quais técnicas podem ser usadas. Esse é um problema na parte da psico. Assim como pode ser que você veja de forma clara qual o melhor caminho para ajudar o cliente, mas não saiba como ensinar isso a ele. Nesse caso, o desafio está na educação.

No entanto, vale ressaltar que essa prática envolve também aspectos sociais, emocionais e comportamentais. Por ela, o terapeuta é um agente de mudanças que precisa estar atento a todas essas esferas.

A importância da psicoeducação

Estudos já comprovaram que a psicoeducação é uma forma eficaz de fazer com que a terapia tenha ótimos resultados. Ela permite que o cliente, familiares próximos e/ou cuidadores do cliente entendam o que pode ser feito no seu cotidiano para lidar melhor com o motivo que os trouxe para a terapia.

Um estudo, por exemplo, mostrou que a psicoeducação fez com que um grupo de pessoas que convivia com alguém acometido por Alzheimer tivesse até 80% mais ações positivas do que quem não teve acesso à psicoeducação. Outro mostrou que clientes com esquizofrenia tiveram uma grande melhora no seu quadro ao aprenderem sobre a sua condição e sobre quais técnicas poderiam aplicar.

Psicoeducação em terapia cognitivo comportamental

sessão de terapia

A forma como a Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) faz uso da psicoeducação é uma das suas maiores vantagens frente às outras abordagens que existem, com base nas várias pesquisas que já comprovaram a sua eficácia.

Na TCC, a psicoeducação aparece quando você ensina o cliente sobre o modelo cognitivo, as hipóteses diagnósticas, o processo terapêutico, as técnicas e estratégias que vocês irão criar juntos e muito mais. 

Levando em conta que a TCC é uma abordagem com um foco claro e prático, fazer com que o cliente entenda o processo e o que ele precisa aplicar na sua vida é fundamental.

As Terapias Comportamentais Contextuais são a terceira geração da TCC, e são elas que praticamos aqui na Eurekka. Ou seja, também temos uma visão prática, concreta e relacional da terapia para que possamos dar um atendimento de qualidade ao nossos clientes.

Como fazer a psicoeducação com seu cliente?

Por ser um ponto importante para o avanço do cliente, você precisa se certificar de que, como terapeuta, está se esforçando para realizar uma boa psicoeducação e, dessa forma, passar o seu conhecimento de uma forma que o cliente entenda e possa aplicar.

Porém, essa tarefa pode ser mais difícil do que parece. Por passar anos e anos estudando psicologia, alguns conceitos e ideias podem já parecer muito óbvios para você, de forma que seja complicado simplificar e tornar aquilo palpável para o cliente.

Mas fique tranquilo, pois a seguir vamos te dar algumas dicas do que você pode observar e cuidados que precisa ter ao aplicar a psicoeducação na prática clínica:

1. Entenda a demanda

“Um problema bem definido já é metade de um problema resolvido” disse Charles Kettering, que foi líder de pesquisa na General Motors por quase 30 anos.

Saber exatamente com o que você está lidando, as expectativas do cliente para a terapia e o que ele entende por aquele sofrimento ou situação que vem passando é essencial para o processo terapêutico.

Até dentro do quadro de uma mesma psicopatologia, como a depressão, pode ser que seus clientes tenham necessidades diferentes. Ou seja, a psicoeducação que funcionou com um, pode não ser efetiva para outro.

2. Saiba como o cliente aprende

Hoje em dia já se sabe que existem muitas formas diferentes de aprender. Por isso, saber quais métodos são mais efetivos para o seu cliente faz toda a diferença. 

Afinal, não adianta passar livros e textos extensos para alguém que não gosta de ler. Mas pode ser que essa mesma pessoa ame podcasts e, dessa forma, vá se dedicar mais a ouvir um audiobook, por exemplo.

Pergunte ao cliente o que ele gosta de fazer, como ele desenvolveu suas habilidades no passado e, assim, explore essas descobertas e aptidões que ele já tem dentro de si.

3. Use informações reais

Nos casos em que o paciente resiste à ideia de colocar em prática os combinados da sessão, é comum que ele não esteja acreditando ou confiando no que você sugere.

Por isso, antes de iniciar a prática, você pode trazer dados, informações reais, notícias e relatos de pessoas que já tiraram proveito do que você acredita que será bom para o seu cliente. 

E, claro, ao fazer isso, tenha certeza de passar a informação de forma que ele vá entender. Não será efetivo, por exemplo, falar sobre artigos científicos complexos para alguém com baixo nível de escolaridade – seja coerente com o caso!

4. Descomplique a psicoeducação

Um erro de muitos psicólogos é falar muito “psicologuês” com seus clientes. Esse é um grande obstáculo para a educação do cliente porque, para aprender e assimilar algo, é preciso entender o conteúdo.

Como você se sentiria se um físico com várias especializações conversasse com você sobre física usando o mesmo vocabulário da sua última tese? Acredito que ficaria perdido assim como eu (a menos que você seja um psicólogo com um super interesse por física). 

Se coloque no lugar do outro. Leve em conta que o cliente pode não saber do assunto que você está falando e pergunte se ele está conseguindo entender. Usar vocabulário simples, comparações e analogias são boas formas de passar por cima dessa barreira do aprendizado.

5. Use materiais de apoio

Usar recursos é uma forma eficaz de clarear e elucidar as práticas e conceitos que você entende que são importantes para o seu cliente. Esses recursos podem ser cartas com técnicas, livros, quadros explicativos etc.

O Clube do Livro da Eurekka, por exemplo, lança todo mês um novo livro que trata de diferentes assuntos relacionados à saúde mental, bem-estar, autoconhecimento, transtornos psicológicos e muitos outros tópicos que serão relevantes para seus clientes.

Os livros são feitos para o público em geral, ou seja, sua linguagem é direta, simples e clara para que toda a população possa entender e aplicar ideias importantes da psicologia na sua rotina. Eles são, na sua essência, um material feito com o intuito de psicoeducar.

O Clube já abordou assuntos como:

  • Inteligência emocional
  • Ansiedade
  • Depressão
  • Relacionamentos
  • Criação de metas
  • Mudança de hábitos
  • Autoconfiança
  • Saúde do corpo
  • Timidez e muito mais. 

Clube do Livro e psicoeducação

Os assinantes têm acesso à uma loja exclusiva em que podem adquirir os livros já lançados com desconto!

Muitos psicólogos já usam o Clube nos seus consultórios e nos falam das suas experiências positivas de contar com os livros como material de apoio.

Se você quiser ter uma parte da Eurekka no seu consultório para garantir um serviço ainda melhor aos seus clientes, clique aqui e confira como fazer parte do Clube!

Quais as aplicações da psicoeducação?

Ajudar o cliente a entender o processo terapêutico é algo básico de muitas estratégias psicoterapêuticas e, sendo assim, a psicoeducação é usada em diversas áreas.

Em quais ambientes a psicoeducação pode ser usada?

Como técnica, a psicoeducação já foi testada e teve sua eficácia comprovada em diferentes ambientes. Dentre eles estão a prática clínica, na psicologia hospitalar, cuidados paliativos, na saúde pública através dos CAPS e outros centros, na psicologia do esporte, em práticas da psicologia positiva e no tratamento de psicopatologias.

Além disso, tendo em mente o atual momento de pandemia e o grande avanço das consultas online, vale apontar que a psicoeducação também pode acompanhar esse movimento e ser feita com os clientes através da internet.

Psicoeducação para transtornos

Nós só conseguimos mudar e controlar aquilo que conhecemos. Sendo assim, ajudar o seu cliente a entender o transtorno pelo qual está passando é um grande passo em direção à cura. Alguém com Síndrome de Burnout, por exemplo, lidará melhor caso entenda como a Síndrome se origina e fatores podem estar sendo estressores no dia dela.

Além disso, a psicoeducação colabora para que o seu cliente saiba lidar com o estresse. Praticar técnicas de relaxamento ou maneiras de enfrentar alguém, se posicionar e dizer “não” de forma assertiva para que ela possa se cuidar, preservar e manter a sua saúde mental são alguns exemplos.

Essa mesma lógica também é válida para outras situações como: depressão, ansiedade, luto, comportamento passivo-agressivo, transtornos alimentares e dependência química, por exemplo.

Psicoeducação para melhorar a vida

Entretanto, o lado positivo da psicoeducação também merece uma atenção especial. Não são apenas aqueles que sofrem com algum tipo de transtorno que podem aproveitar essa prática.

Aprender a definir melhor as suas metas, fazer exercício físico, comer melhor e ajustar os relacionamentos são algumas das situações em que a psicologia pode contribuir. Por isso, são terrenos férteis para uma psicoeducação bem feita.

Psicoeducação com o Clube do Livro Eurekka

livros de psicoeducação

A Eurekka quer, cada vez mais, ajudar as pessoas a alcançarem seus sonhos. Para isso, buscamos descomplicar a psicologia que, ao longo de anos de estudos e avanços, criou diversas formas de melhorar a vida da população.

Mas sabemos que muito do que a psicologia descobre acaba não chegando em quem realmente precisa. Isso se deve à linguagem complicada de muitos livros e artigos de psicologia. Afim de criar uma ponte entre o conhecimento científico complexo e as pessoas que estão cada vez mais precisando da psicologia, nós iniciamos o Clube do Livro Eurekka.

Todo mês escrevemos um novo livro sobre conceitos úteis de psicologia, porém temos como nossa prioridade fazer com que a mensagem seja passada de forma simples, clara, direta e prática para que o leitor, mesmo que não seja um psicólogo, possa absorver a ideia e usar no seu dia-a-dia. Com a escrita simplificada, os livros são um ótimo material de psicoeducação. Muitos psicólogos já o utilizam em seus consultórios para ajudar os seus clientes. Você também pode fazer parte do Clube! Para isso, basta clicar aqui e conferir todas as informações sobre a inscrição!

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