Obesidade: o que é, sintomas, riscos e tratamento

Equipe Eurekka

No Brasil, mais de 20 milhões de pessoas tem obesidade. Dentre os homens, 12,5% são obesos e, nas mulheres, o percentual é de 16,9%. Além disso, cerca de 50% do povo adulto apresenta sobrepeso. 

Assim, a obesidade se configura em uma doença. Além de ser fator de risco para diversas outras condições. E o pior de tudo: ela pode matar.

Por isso, saber o que é, quais os sintomas, as complicações, como é o tratamento e o que fazer para prevenir é muito vital para resolver ou evitar essa doença. Por fim, aqui você vai entender sobre como hábitos alimentares ruins, genética e problemas hormonais podem comprometer a sua saúde!

O que é a obesidade?

obesidade é uma doença

A obesidade é definida como doença pela Classificação Internacional de Doenças (CID 10), com o código CID 10 E66.0.

Assim, ela é caracterizada pelo acúmulo excessivo de gordura no corpo. Ademais, isso é causado, na maioria dos casos, por um consumo em excesso de calorias na alimentação que supera a quantia vital que devemos ingerir todos os dias.

Além disso, essa doença pode ser assintomática. Ou seja, as pessoas consideradas obesas não apresentam sintomas sempre.

No entanto, ainda que não tenha sintomas a curto prazo, a inflamação causada no corpo pelo obesidade pode levar à:

  • Problemas no sono;
  • Dores de cabeça;
  • Problemas de digestão;
  • Redução na produtividade;
  • Dores nas articulações, falta de resistência muscular para atividade física;
  • Falta de libido;
  • Infertilidade.

Tipos de Obesidade

A obesidade é caracterizada por 3 tipos principais: a homogênea, andróide e ginecóide. Confira a baixo:

1. Homogênea

Quando o indivíduo apresenta o excesso de gordura distribuído de forma homogênea no corpo: nos membros inferiores, membros superiores e na região do abdômen.

2. Andróide

É aquela conhecida como formato de maçã, comum em homens e em mulheres após o período da menopausa. Nesse tipo, a gordura se concentra na região torácica e abdominal. Assim, este tipo é um dos que mais apresentam complicações cardiovasculares.

3. Ginecóide

É conhecida como a obesidade em formato de pera, mais comum no sexo feminino. Nesse tipo, a concentração de gordura ocorre na região inferior do corpo, se concentrando nas nádegas, no quadril e nas coxas. Por isso, está relacionada com o maior risco de artrose e varizes.

Obesidade primária e secundária

Além disso, a obesidade pode ser classificada como primária e secundária. A primária é aquela causada por um consumo excessivo de comida. Já a secundária pode ser causada, além disso, por alguma outra doença.

Uma forma bem comum de classificar a obesidade é através do cálculo do Índice de Massa Corporal (IMC). O IMC é calculado pela razão entre o peso (kg) e a altura(m) ao quadrado: IMC= Peso (kg) / Altura (m) x Altura (m)

 Dessa forma, ela é classificada em quatro faixas:

  • Sobrepeso: Entre 25 e 29,9kg/m2
  • Obesidade grau I: Entre 30 e 34,9kg/m2
  • Grau II: Entre 35 e 39,9kg/m2
  • Grau III: Acima de 40kg/m2

Causas da obesidade

obesidade fast food hamburguer

A obesidade pode ter diversas causas, como: 

  • Sedentarismo: a falta de exercícios físicos contribui para a redução do metabolismo. Além disso, reduz o número de calorias que o seu corpo gasta por dia (o que contribui para o excesso de calorias no seu corpo);
  • Maus hábitos alimentares: junto com o sedentarismo, a falta de comidas boas e o excesso de comidas processadas aumenta a disponibilidade de calorias no organismo que ficarão em excesso;
  • Síndrome de Prader-Will e Síndrome de Cushing (ambas raras)
  • Ansiedade: a ansiedade pode ser um gatilho o consumo excessivo de comida.

Fatores de risco para a obesidade

A obesidade, além de ser fator de risco para diversas doenças, apresenta também alguns fatores de risco para o seu próprio aparecimento, em especial: 

Estilo de vida da família

O ambiente familiar que o indivíduo vive está muito ligado ao seus hábitos alimentares. De fato, a pessoa pode ter hábitos diferentes dos de sua família, mas a chance de copiar algum hábito bom ou ruim é muito grande. Por isso, em diversos casos, o indivíduo obeso possui outra pessoa com excesso de peso em sua família (nem sempre por fator genético, mas pelo fator comportamental).

Genética

Além de direcionar onde a gordura se concentra no corpo, o fator genético pode determinar o quão eficiente o seu organismo será no consumo das calorias. Dessa forma, a genética é um fator vital na obesidade.

Inatividade e sedentarismo

O sedentarismo também é um fator de risco para o desenvolvimento da obesidade. Quando o indivíduo não é ativo, ele pode ter um “débito positivo” das calorias no seu corpo. Mas essa economia de energia pode ser prejudicial, levando ao aumento de massa gorda e, a longo e médio prazo, à obesidade.

Dieta não saudável

Uma dieta saudável facilita a redução do consumo de calorias. Isso pois ao consumir uma comida com alta qualidade nutricional (com fibras, gorduras saudáveis, proteínas) o organismo se sente saciado mais rápido.

Ou seja, se sente satisfeito, mesmo ingerindo uma quantidade menor de calorias. Entretanto, em comidas processados, a densidade de calorias por volume é muito alta, facilitando o consumo de calorias em excesso.

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Idade

A obesidade pode ocorrer em qualquer idade, mas quanto maior a idade, maior a chance. Além disso, com o passar da idade, o indivíduo tende a perder massa muscular, influenciando no metabolismo (desacelerando ele) e, portanto, no aumento da massa gorda.

Distúrbios do sono

Há uma relação direta do sono com alguns hormônios que regulam o apetite, como a leptina. Por isso, dormir pouco ou em excesso pode levar à desregulação desses hormônios e, assim, facilitar o desenvolvimento da obesidade.

Problemas de saúde

Problemas de saúde como a síndrome de Prader-Willi, a síndrome de Cushing e outras condições também podem levar à obesidade. Além disso, doenças como a artrite e fibromialgia podem fazer com que a pessoa reduz os seus movimentos, deixando de ser ativa e levando a um gasto calórico menor.

Medicamentos

Há alguns remédios que podem causar a obesidade, caso o ganho de peso não for compensado. Há diversos tipos, por exemplo, os remédios para depressão, remédios para convulsão, remédios para diabetes, entre outros.

Obesidade e Gravidez

Na gravidez, a mulher irá ganhar massa de forma natural mas pode ser difícil com a perda de peso e retornar ao peso inicial. Portanto, nesses casos, a obesidade no pós gravidez é uma doença crônica.

Manifestação da obesidade

Por fim, as pessoas que se encontram acima do peso podem possuir algumas sintomas comuns, em especial:

  • cansaço
  • limitação de movimentos
  • suor excessivo
  • dores nas colunas e pernas.

Como é feito o diagnóstico e tratamento para obesidade?

obesidade

O diagnóstico é feito através do cálculo do Índice de massa corporal (IMC), mostrado a cima. Dessa forma, o médico poderá verificar o estágio da doença.

O tratamento será avaliado para cada pessoa, variando de acordo com a causa, a idade, o sexo, a presença ou não de outras doenças que influenciam na obesidade.

 Assim, comer saudável e exercícios físicos serão receitadas. Ademais, poderão ser usado remédios, por exemplo o Cloridrato de Sibutramina Monoidratado.

Complicações da obesidade

A obesidade, tanto infantil, como adulta, pode gerar algumas sintomas, por exemplo:

Prevenção

Por fim, a boa notícia é que a obesidade é evitável, mas para isso você deve se atentar para alguns pontos vitais, como estes:

  • Se alimente bem
  • Consulte um nutricionista
  • Se exercite
  • Consulte o médico de forma regular
  • Saiba a causa do aumento de massa

Buscando ajuda

sede presencial eurekka

A obesidade é uma doença muito séria, e está presente em todo o mundo. Por isso, a busca de profissionais aptos para te ajudar a enfrentar esta doença é vital.

Assim, a Eurekka oferece de forma online e presencial consultas com médicos das seguintes áreas: Clínica médica, psiquiatria, infectologia, pediatria, neurologia e ginecologia. Ademais, para saber mais, clique aqui.

Além disso, a obesidade pode ter como causa questões psicológicas, por isso a consulta com um psicólogo é vital para entender e tratar a doença. Dessa forma, a Eurekka oferece o serviço de terapia com os melhores profissionais, para saber mais clique aqui.

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