Obesidade Infantil: causas, riscos e como buscar ajuda

Laura Hoffmann

Laura Hoffmann

JUNTE-SE A MAIS DE 150.000 PESSOAS
Receba o Momento Eurekka com dicas semanais de Saúde Emocional exclusivas:

Nos últimos anos, os índices de obesidade infantil têm crescido em todo o mundo e o excesso de peso em crianças e adolescentes traz diversas consequências, inclusive na vida adulta.

Bullying, depressão infantil, ansiedade, doenças crônicas e outros problemas de saúde podem ser causados ou agravados pela obesidade. Segundo estudos, crianças obesas têm 4x mais chances de desenvolver algum transtorno mental do que crianças saudáveis.

No entanto, a boa notícia é que essa situação pode ser revertida. Assim, a criança pode ter mais saúde e qualidade de vida. Até o fim desse texto, você vai entender quais as causas, os riscos e os melhores tratamentos da obesidade infantil! Confira:

O que é obesidade infantil?

A obesidade infantil é o acúmulo de gordura corporal em crianças, acima do limite correto para sua faixa etária. 

De modo geral, esse aumento de peso acontece por uma falta de equilíbrio entre o consumo e o gasto de energia.

Como saber se meu filho está obeso ou com sobrepeso?

Nas consultas de rotina, o pediatra irá acompanhar o ritmo de crescimento da criança. Dessa forma, será possível verificar se o ganho de peso está adequado ou em excesso.

Além disso, o médico poderá solicitar exames adicionais para avaliar as condições de saúde em geral. 

Classificação: IMC e curva de peso por idade

obesidade infantil

A partir do peso e da altura, podemos calcular o índice de massa corporal (ou IMC). É um cálculo simples: dividimos o peso pela altura elevada ao quadrado.

Porém, não se utiliza só o resultado desse cálculo para classificar o peso de uma criança. Para isso, é preciso usar as curvas de crescimento, como a curva de IMC por idade ou de peso por idade.

Com as curvas, se pode analisar o peso correto de acordo com o sexo, a idade e a altura da criança. Assim, os profissionais de saúde podem usar as seguintes classificações: baixo peso, peso adequado, sobrepeso ou obesidade.

Índices de obesidade em crianças no Brasil

Nos últimos anos, os índices de obesidade em crianças no Brasil têm crescido bastante. De acordo com dados de 2019, uma em cada três crianças possui excesso de peso. Entretanto, se estima que esse número ainda vá aumentar.

Causas da obesidade infantil

Existem várias causas para a obesidade infantil, como a alimentação, a atividade física, o ambiente familiar e a genética.

Além disso, a tendência de ganhar peso pode surgir muito antes do que pensamos. Nesse sentido, até mesmo o período da gestação e de amamentação possuem influência sobre o peso.

1. Consumo exagerado de ultraprocessados

Quando temos uma alimentação desregulada, as chances de ganhar peso em excesso aumentam. A exemplo disso, o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados traz prejuízos para a saúde.

Em síntese, esses alimentos são muito concentrados em energia, além de serem ricos em gorduras, açúcar e sódio. Sendo assim, estão associados ao ganho de peso e a um maior risco de doenças crônicas no futuro.

Alguns exemplos de ultraprocessados são: biscoitos, salgadinhos, embutidos, nuggets, sorvetes, refrigerantes, balas, entre outros. É interessante perceber que, muitas vezes, eles são considerados “comida de criança”!

banner nutri

2. Falta de atividades físicas

Outro fator que pode interferir no surgimento da obesidade infantil é o sedentarismo. Hoje em dia, o tempo de lazer costuma envolver pouco movimento e muito tempo de exposição às telas. Dessa forma, o gasto de energia se torna bem menor.

3. Transtornos mentais

Os transtornos mentais podem interferir de forma direta nos hábitos alimentares. Nesse sentido, eles podem afetar também os mecanismos responsáveis pela fome e pela saciedade.

Algumas crianças passam por baixa autoestima, estresse, ansiedade ou depressão. Com isso, é possível observar tanto a diminuição como o aumento na ingestão de alimentos.

4. Ambiente familiar instável

casais brigando

Grande parte da relação emocional com a comida surge na infância. Assim, um ambiente familiar instável pode influenciar a criança a buscar a comida como uma forma de fugir das emoções. 

Muitas vezes, os pais possuem um estilo autoritário ou negligente. Com isso, a criança tende a ter mais dificuldade em reconhecer a sua fome e saciedade. Além disso, ela pode sentir mais ansiedade com relação à alimentação.

5. Fatores hormonais e genéticos

A interação de vários genes também influencia na obesidade. No entanto, a herança genética é determinante apenas em casos raros. Então, para que o ganho de peso aconteça é preciso que exista uma interação com o ambiente.

Além disso, algumas alterações hormonais podem causar mais acúmulo de gordura. Por exemplo, o hipotireoidismo e a deficiência do hormônio do crescimento (GH) podem estar associados à obesidade infantil.

Qual o perigo da obesidade infantil? 

A obesidade tem um grande impacto na qualidade de vida, desde a infância até a idade adulta. Por isso, buscar o tratamento adequado é vital.

Doenças relacionadas

De forma geral, as crianças com obesidade podem ter maiores níveis de colesterol, glicose e triglicerídeos no sangue. Além disso, pode haver aumento da pressão arterial.

Dessa forma, há maior risco de ter diabetes, doenças cardíacas ou gordura acumulada em órgãos como o fígado. Ao mesmo tempo, o excesso de peso pode levar a desvios posturais, lesões nas articulações e problemas respiratórios.

Queda no desempenho escolar

mulher cansada

Algumas crianças podem ter menor desempenho e maior número de faltas na escola e, com frequência, estes problemas se relacionam com dificuldades na adaptação e baixa autoestima.

Transtornos mentais e baixa qualidade de vida

As consequências à saúde mental também podem estar presentes na obesidade infantil. Assim, essas crianças possuem mais tendência a sofrer de baixa autoestima, alteração da imagem corporal, depressão e ansiedade

Esses problemas podem se potencializar quando a criança não se sente aceita. Em especial, isso ocorre nos casos em que há bullying, discriminação e constrangimentos pelo seu peso.

Consequências na vida adulta

Se o estilo de vida não se modificar, a obesidade que começa na infância pode ter vários reflexos na vida adulta. A exemplo disso, crianças com excesso de peso têm maior tendência a se tornarem adultos obesos.

Ao mesmo tempo, há maior risco de desenvolver transtornos alimentares, complicações cardíacas e renais, resistência à insulina, e esteatose hepática (gordura no fígado).

Como prevenir a obesidade infantil?

alimentação saudável

Podemos prevenir a obesidade infantil desde cedo, com o incentivo de escolhas alimentares saudáveis. No entanto, é importante ressaltar que a alimentação saudável deve ser introduzida de forma prazerosa e não estressante para a criança.

Portanto, o consumo de frutas, vegetais e alimentos integrais deve ser estimulado. Por outro lado, se deve evitar o excesso de gorduras, sal, açúcar e ultraprocessados.

Além disso, é vital estimular a atividade física, seja por meio de esportes ou de brincadeiras que envolvam o movimento do corpo. Da mesma forma, o tempo adequado de sono ajuda na saúde e no crescimento adequado.

Por fim, o ambiente em que a criança vive precisa favorecer essas escolhas saudáveis. Dessa forma, o papel da família e da escola é vital.

O papel dos pais e responsáveis

Os pais e responsáveis têm o papel de ajudar a criança a ter uma vida mais saudável, a partir de seu exemplo e incentivo. Por isso, toda a família deve estar envolvida nesse processo.

Em primeiro lugar, é importante estabelecer rotinas para a criança. A exemplo disso, os pais podem estabelecer horários estruturados para as refeições e determinar um tempo limitado para o uso de telas.

Além disso, o ambiente das refeições deve ser agradável, com o objetivo de criar uma boa relação com a alimentação. Se possível, os adultos podem envolver a criança no preparo do alimento, bem como consumir a refeição à mesa e em família.

Ação de médicos e nutricionistas

A partir da supervisão médica, é possível monitorar o peso e a estatura, além dos exames de rotina. Assim, é possível verificar o crescimento e a saúde da criança, e ainda intervir caso surja qualquer problema.

Da mesma forma, o nutricionista tem um papel importante. Esse profissional vai orientar a mudança dos hábitos alimentares e assegurar os nutrientes necessários para o crescimento.

Tratamento de Obesidade Infantil: por onde começar?

Antes de tudo, é importante buscar o auxílio de profissionais de saúde. Aos poucos, a família poderá iniciar mudanças no estilo de vida, lembrando sempre de respeitar o tempo da criança.

Nesse sentido, a reeducação alimentar pode ser muito positiva. Não é preciso fazer uma dieta restritiva ou proibir alimentos, apenas ter itens mais nutritivos como base. Assim, é possível manter uma alimentação saudável e prazerosa.

Além disso, estabelecer horários regulares para a refeição e estimular a atenção à fome e à saciedade são boas medidas. De igual modo, é importante incentivar a atividade física por meio de brincadeiras ou exercícios divertidos, adequados para a idade.

Eurekka Saúde: médicos e nutricionistas humanizados

Esperamos que esse texto tenha ajudado você! Se você está buscando mais saúde e qualidade de vida para você e sua família, pode encontrar um atendimento humanizado e atencioso com os médicos e nutricionistas da Eurekka Saúde.

E para ver todos os posts gratuitos da Eurekka é só acessar nosso blog, clicando nesse link. Além disso, aproveite e veja também todos os nossos conteúdos no nosso aplicativo e em nossas redes sociais: InstagramFacebook e YouTube!

🥰 Este artigo te ajudou?

0 / 5 4.4

Compartilhe com seus amigos

Compartilhar no facebook
Facebook
Compartilhar no twitter
Twitter
Compartilhar no linkedin
LinkedIn
Compartilhar no telegram
Telegram
Compartilhar no whatsapp
WhatsApp

Artigos Relacionados