O que é patologizar e como isso afeta a saúde mental 

Equipe Eurekka

Hoje as pessoas têm muito mais informação do que a geração passada, por exemplo. Graças à internet e aos meios de comunicação rápida, assuntos sobre saúde mental têm ganhado força, o que é ótimo. Porém, há algo de negativo nisso tudo: algumas pessoas estão começando a patologizar tudo.

Por isso, se você é aquela pessoa que está sempre associando sintomas e hábitos com doenças, ou conhece alguém assim, este texto é para você! Por aqui, vamos explicar o que é patologizar, qual o problema disso e como cuidar da sua saúde sem precisar ficar pensando sempre que está doente.

Boa leitura!

O que significa patologizar? 

Patologias são alterações fisiológicas e morfológicas que, quando não compensadas, considera-se que a pessoa está doente.

Então, patologizar significa associar sintomas, hábitos e ocorrências fora do normal como doença. O que é feito pelo profissional da saúde.

Porém, a pessoa que patologiza tudo está sempre querendo dar nomes às coisas e sempre suspeitando de uma doença aqui e ali, mesmo sem um embasamento.

mulher triste chorando

Exemplos de casos

Vamos supor que uma pessoa esteja triste porque perdeu o emprego. Assim, no segundo dia depois do ocorrido, ao ver que ainda está triste, a pessoa já acha que está com depressão.

O que não seria impossível, mas o tempo ainda foi muito pouco para se recuperar do choque e é normal ficar triste e abatido por um tempo. Porém, ao menor sinal de emoções negativas, a pessoa logo patologiza isso que ela está sentindo.

Outra situação muito comum depois da pandemia é ter criado o hábito de lavar muito as mãos, ficar um pouco receoso quando alguém espirra/tosse perto de nós e ainda estranhar ficar sem máscara.

São sentimentos normais, afinal foi um período que durou muito tempo e gerou muito medo, então é normal que haja esse estranhamento ao voltar ao “normal”. Mas, por causa desse novo modo de ver o mundo, a pessoa já acha que está com TOC e/ou ansiedade social. Sendo que essa situação pode ser bem comum. 

Ou seja, patologizar é achar que qualquer situação que gera um certo grau de desconforto é uma doença. Quando, na verdade, são apenas situações comuns da vida.

Qual o problema de patologizar?

O problema não é receber do seu médico o diagnóstico de uma doença, pois ele é um profissional apto para isso e sabe reconhecer os sintomas e o tratamento certo. O problema é a pessoa que por si mesma, ao sentir qualquer desconforto físico ou mental, se dá um diagnóstico. 

E estar o tempo todo em busca de uma patologia é muito ruim para a saúde mental. Isso porque sempre achar que está com algum transtorno faz com que a pessoa se torne refém de uma falsa doença ao invés de ver aquela situação como ela é de verdade.

Assim, ela não busca entender os próprios sentimentos, emoções e hábitos, ela logo patologiza como se tudo fosse sempre culpa de uma doença e não fruto de uma situação comum da vida. Dessa forma, ela nunca aprende a lidar com as dores emocionais e nunca se conhece o suficiente para entender o porquê de estar se sentindo de tal forma. 

Por exemplo, voltando à questão da pandemia. Muitas pessoas perderam entes queridos ou então conhecem pessoas que passaram por essa situação de luto

Assim, depois desse período, muitas pessoas ficaram com mais medo de perder os pais, começaram a refletir mais sobre a vida e já não se sentem tão bem em ambientes fechados.

E isso não necessariamente significa um transtorno, mas uma reação normal a um período atípico e difícil. Sendo que é necessário refletir sobre isso, praticar o autoconhecimento e buscar meios de contornar esse medo, sem precisar patologizar.

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A saúde mental para além das patologias

Você sabia que não são apenas doenças e transtornos que precisam de atenção? A saúde mental vai muito além de receber ou não um diagnóstico, já que ela está muito ligada também com hábitos saudáveis que podem tornar sua vida mais leve e tranquila.

Por isso, antes de patologizar, dê uma olhada em como está o seu dia a dia. Você dorme entre 7/8h por dia? Você tem um horário certo para dormir e para acordar? E as atividades físicas? Você tem feito algum exercício de que goste pelo menos duas vezes por semana ou 30 minutinhos durante as manhãs?

E não para por aí! Você tem objetivos claros na sua vida e tem dado micropassos para chegar até eles? Ou só está deixando a vida te levar? 

Você sai com seus amigos e tem um momento de lazer na sua rotina? E a terapia, está em dia?

Percebe como a vida é muito mais do que procurar diagnósticos? É necessário cuidar de si, se autoconhecer, fazer coisas que te deixem feliz, ter objetivos e hábitos saudáveis! 

Além disso, é necessário entender as causas das suas dores emocionais e não logo dizer que é um transtorno. Se você está triste, pense em quanto tempo faz que você está assim, qual o motivo e o que pode fazer para melhorar.

Se depois de tudo isso, você continuar com tristeza profunda e outros sintomas por pelo menos 2  semanas seguidas, converse com um psicólogo sobre isso!

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