Como aplicar Metáforas na Terapia do jeito certo 

Equipe Eurekka

A vida na clínica exige que o psicólogo esteja sempre antenado em técnicas que ajudem o paciente a visualizar melhor a situação que está enfrentando, assim como formas de lidar com ela. E as metáforas na terapia podem cumprir muito bem esse papel.

Criar imagens e comparações que façam sentido no contexto pode ser crucial para o tratamento do paciente. Assim como entender as metáforas que ele próprio traz, seja uma metáfora mais abstrata ou até mesmo algo que ele viu, leu ou ouviu.

Então, para te ajudar nessa conexão tão importante, neste texto nós vamos mostrar como a metáfora se manifesta na terapia, como usar e quais os momentos certos para isso.

Boa leitura!

O que é metáfora para a Psicologia?

Para a Psicologia a metáfora é um poderoso instrumento linguístico que nos permite explicar conceitos e ideias complexas a partir de símbolos compreensíveis.

Assim, a partir dela criamos uma ponte de significado, transportando a compreensão da imagem para a situação em si. 

Qual a finalidade da metáfora?

Mas vamos ver essa definição de forma mais concreta e entender em quais situações é útil usar metáforas na terapia?

Reforçar comportamentos e consequências

A relação entre os comportamentos do paciente e as consequências desse comportamento nem sempre são claras para ele, mas uma boa metáfora pode ajudá-lo nessa percepção!

Aceitar e lidar melhor com experiências, emoções e memórias 

Um dos pontos principais da Terapia de Aceitação e Compromisso é melhorar a forma como lidamos com nossas experiências internas, e as metáforas na terapia podem ajudar muito nisso!

Muitos pacientes lidam de forma evitativa com experiências internas, mas um símbolo pode ajudá-lo a elaborar isso de forma mais suave e tranquila. 

Trabalhar o autoconhecimento 

Muitas vezes, o paciente sabe que tem algo de errado acontecendo com ele, mas não sabe exatamente o que. Assim, ele procura a terapia mas ainda não consegue visualizar o que ele espera desse processo, quais são seus objetivos e pontos de melhora. 

Nesse caso, algumas metáforas na terapia podem ajudá-lo a ter mais clareza sobre si mesmo. Segue um exemplo abaixo:

“Se eu tivesse uma varinha mágica que pudesse transformar sua vida na vida dos seus sonhos, como seria depois que eu a usasse? O que você faria na vida ideal?”

Esse é um exemplo de abordagem que pode fazer com que o paciente reflita sobre o lugar em que ele está e aonde ele quer chegar, a fim de construir uma vida que faça sentido para ele. 

Saiba mais: como trabalhar o autoconhecimento do paciente

Metáforas na terapia 

A metáfora na terapia pode se manifestar de diferentes maneiras, tanto de forma espontânea quanto programada. E, abaixo, vamos relatar algumas dessas situações, veja se você se identifica:

Metáforas que o psicólogo cria com o paciente 

Nesse caso, você e o paciente criam uma imagem juntos que corresponde à situação que está sendo trabalhada.

Ou seja, o psicólogo propõe uma metáfora que faça sentido e conduz o paciente a ingressar nela, de forma a ajudá-lo a visualizar e refletir sobre a situação.

Metáforas que o paciente traz

Aqui, o paciente traz uma associação que ele mesmo fez, e esse momento é muito importante. Isso porque essas metáforas podem revelar informações valiosas sobre o que o paciente está vivendo, sentindo e qual a percepção dele sobre isso, então o terapeuta deve ficar atento.

Porém, também é necessário ter a perspicácia para perceber quais pontos estão distorcidos, sendo aumentados pela metáfora e por aí vai. 

Ou seja, o psicólogo precisa saber filtrar o literal do símbolo, a fim de não atrapalhar o tratamento com um visão distorcida da realidade do paciente.

Metáforas que nós adaptamos de um livro ou de outro local

Ao ler alguma metáfora em estudos e materiais científicos que lembre algum caso, pode ser relevante levá-la de modo programado à sessão. Mas sempre filtrando o que realmente vai ser válido para ajudar o paciente. 

Quando usar metáforas na terapia?

Mas antes de sugerir metáforas na terapia, ou dar prosseguimento a algo que o paciente trouxe, é preciso que a metáfora passe por 3 crivos, em qualquer um dos contextos acima.

Confira!

A metáfora se relaciona com o problema do paciente 

Não adianta levar uma metáfora incrível e emocionante se ela não se relacionar com a situação atual do paciente. O foco deve ser sempre ajudá-lo a lidar com dores e desejos, e se a metáfora não for uma peça para isso, melhor não usá-la. 

A metáfora está dentro do contexto do paciente

Além de ser útil, o paciente deve entender o que você está falando, afinal o objetivo da metáfora é justamente facilitar.

Então, por exemplo, vamos supor que seu paciente é estudante de medicina e você leva uma metáfora baseada em conceitos de marketing digital. Isso não vai fazer sentido para ele, certo?

Por isso, é preciso levar em conta as crenças do paciente, a cultura em que ele está inserido e o que faz parte do contexto de vida dele. 

A metáfora ajuda elucidar melhor a situação

A situação da metáfora deve ser algo mais fácil de entender do que o problema do paciente em si. 

Por exemplo, falar “não vejo uma luz no fim do túnel” é mais tangível do que a percepção de estar sem esperança, já que a ideia de estar no túnel escuro e não ver a luz é obviamente desesperador.

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