Gastrite nervosa: ansiedade e estresse podem ser a causa. Entenda!

Equipe Eurekka

Muitos estudos revelaram que o estresse emocional, a depressão e outras questões emocionais podem influenciar o desenvolvimento de distúrbios gastrointestinais funcionais. Como por exemplo, a gastrite nervosa, o refluxo e a síndrome do intestino irritável!

O estresse emocional e a depressão podem diminuir a regulação de várias partes do sistema imunológico. E isso ocorre porque eles afetam nossos neurotransmissores, neuropeptídeos, neurohormônios e nossos hormônios adrenais.

Hoje você vai entender tudo sobre a gastrite nervosa: o que é, por que ela acontece, quais os sintomas e como é feito o melhor tratamento dessa condição.

O que é gastrite nervosa?

pessoa em um episódio de gastrite nervosa

A gastrite nervosa é uma condição do estômago que, apesar de não causar inflamação como a gastrite clássica, pode causar sintomas como: azia, sensação de queimação e sensação de estômago cheio. Esse distúrbio é desencadeada por sintomas emocionais como estresse, ansiedade e nervosismo.

Este tipo de gastrite é curável e pode ser tratada com mudanças na dieta e medicamentos antiácidos, que ajudam a acalmar a mucosa do estômago para não causar azia.

Porém, o ideal é que o tratamento envolva o controle da saúde mental e das emoções em geral, pois estes são os gatilhos que desencadeiam a condição física.

Por que acontece?

A produção de ácido gástrico é essencial para o corpo quebrar, digerir e absorver os alimentos e seus nutrientes. E a produção da maior parte do ácido ocorre quando o pH gástrico (pH baixo) estimula a liberação e ativação de enzimas digestivas.

Nesse caso, a desregulação do pH gástrico ocorrerá, normalmente, por um estresse fisiológico que leva à inflamação do estômago, conhecida como gastrite induzida por estresse. Ou seja, em estado de estresse, níveis elevados de acetilcolina e histamina resultam em aumento da produção de ácido, induzindo gastrite.

O primeiro passo do desenvolvimento da gastrite induzida pelo estresse é a diminuição da resistência do estômago às grandes quantidades de ácidos. Assim, pelo estresse, o corpo diminui a renovação daquele tecido, o que leva à atrofia da mucosa gástrica. Ou seja, o fluxo sanguíneo para o estômago diminui e torna ele mais sujeito à ulceras, machucados e à produzir mais ácido.

Sintomas de gastrite nervosa

Assim como muitas outras condições relacionadas ao aparelho digestivo, a gastrite emocional apresenta uma variedade de sintomas relacionados entre si. Por isso, devemos lembrar que esses sintomas podem surgir de forma isolada (no caso da gastrite aguda) ou de forma contínua (no caso da gastrite crônica).

Os principais sintomas da gastrite induzida por estresse são dor de estômago e desconforto constante; no entanto, outros sintomas podem incluir:

  • Náusea e sensação de estômago cheio;
  • Inchaço abdominal e dor
  • Má digestão e arrotos frequentes;
  • Dor de cabeça e mal-estar;
  • Perda de apetite, vômito ou vontade de vomitar.

No entanto, em outros casos a causa do problema pode ser dispepsia funcional. Essa condição é definida como um quadro de dor no estômago sem nenhuma justificativa. Também chamada de indigestão ou má digestão, a dispepsia funcional provoca:

  • Queimação ou dor estomacal;
  • Sensação de plenitude após refeições;
  • Sensação de estômago distendido;
  • Excesso de gases;
  • Azia;
  • Náuseas e sensação de má digestão.

Sintomas psicológicos relacionados

Os sintomas mencionados acima podem aparecer a qualquer momento, mas se intensificam em períodos de estresse ou ansiedade. Além disso, alguns desses sintomas também podem estar presentes em outros tipos de gastrite e confundir o diagnóstico da doença.

Diagnóstico

Para diagnosticar gastrite, o médico revisa o seu histórico médico pessoal e familiar e realiza uma avaliação física completa. Depois disso, ele normalmente pede algum desses exames:

  • Endoscopia digestiva alta: um endoscópio (tubo fino contendo uma pequena câmera com a inserção pela boca) desce até o estômago para observar o revestimento estomacal. Assim, o médico verificará se há inflamação e poderá realizar uma biópsia – procedimento em que uma pequena amostra de tecido é removida e enviada a um laboratório para análise;
  • Exames de sangue: o exame de sangue pode ajudar o médico a verificar a contagem de glóbulos vermelhos para determinar se você tem anemia, por exemplo. Ele também pode fazer a triagem para infecção por H. pylori e anemia perniciosa;
  • Teste de sangue oculto nas fezes (teste de fezes): este teste verifica a presença de sangue nas fezes, um possível sinal de gastrite.

Tratamento

O uso de medicamentos como antiácidos ou Omeprazol diminuem a produção de acidez no estômago, sendo aconselháveis para o tratamento da gastrite induzida por estresse e deve ser recomendado por um médico. No entanto, medicamentos como anti-inflamatórios devem ser evitados nesses casos!

Mas atenção: o uso contínuo desses medicamentos não é recomendado. A melhor opção é o tratamento de problemas emocionais que desencadeiam os sintomas com psicoterapia, técnicas de relaxamento como meditação, dieta balanceada e atividade física regular.

Um ótimo remédio caseiro para gastrite é o chá de camomila e a recomendação é tomar 2 a 3 vezes ao dia para ativar seu efeito calmante. Outros remédios naturais calmantes incluem chá de valeriana, lavanda e flor de maracujá.

Alimentação

Os alimentos recomendados para o tratamento da gastrite induzida pelo estresse são aqueles de fácil digestão e com efeito calmante, como carnes magras cozidas ou grelhadas, peixes, vegetais cozidos e frutas descascadas. Também, recomenda-se beber bastante água imediatamente após um surto de dor e mal-estar, com um retorno gradual à dieta normal usando temperos naturais e evitando leite.

Os alimentos a serem evitados são aqueles com alto teor de gordura e que irritam o estômago, como carnes vermelhas, linguiça, bacon, frituras, chocolate, café e pimenta. Além disso, não fumar e não beber bebidas alcoólicas, chás artificiais, refrigerantes e água com gás também é essencial para prevenir novos episódios de gastrite.

Outros cuidados importantes são:

  • Não deitar logo após as refeições;
  • Não beber durante as refeições;
  • Comer devagar e em locais silenciosos.

Psicoterapia com psicólogo

A principal causa desse tipo de gastrite é o estresse. Portanto, a única maneira de curá-lo completamente é aprender a lidar com as emoções negativas.

Para isso, diversos tratamentos podem ser úteis, desde o uso de técnicas de relaxamento até a psicoterapia.

Tratamento para gastrite nervosa com a Eurekka

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