Qual a frequência cardíaca normal, alta e baixa por idade

Laura Almeida

Você subiu a escada do seu prédio e achou que ia morrer e que o coração ia sair pela boca!? Quem nunca, né? Mas poderia ser o contrário: você fez uma trilha com os amigos e tirou de letra o percurso. E seu coraçãozinho se comportou como um príncipe!  Você sabia que isso te a ver com a sua frequência cardíaca?

Preparamos um texto para que você se conheça melhor e saiba como tratar melhor seu coração. Acompanhe!

frequência cardíaca

O que é frequência cardíaca?

Antes de mais nada, entenda: a frequência cardíaca é a medida de quantas vezes por minuto o coração está batendo.

O coração é uma bomba com 4 compartimentos, sendo dois do lado esquerdo e dois do lado direito. Esses compartimentos, também chamados de cavidades, impulsionam o sangue rico em oxigênio, que vem do pulmão, para os tecidos. Eles também mandam o sangue pobre em oxigênio que vem do corpo de volta para os pulmões, para que seja reoxigenado.

As cavidades são separadas por válvulas que, quando abrem e fecham, fazem os sons do coração de “tum” e “tá”. Para poder bombear o sangue, o coração recebe um estímulo elétrico que acontece de maneira espontânea. Esse estímulo, por sua vez, dá energia para o coração bater, geralmente a 60 vezes por minuto.

Então, para você entender, o batimento cardíaco é o bombeamento de sangue do pulmão para os tecidos e dos tecidos para o pulmão. O valor normal da frequência cardíaca é entre 60 e 100 vezes por minuto quando se está em repouso. Contudo, se estiver realizando um exercício físico, esse valor pode estar mais elevado, o que ainda é normal.

Para que serve esse indicador?

A frequência cardíaca indica que o coração está bombeando de maneira correta o sangue. Além disso, também indica que ele não está rápido nem lento demais.

Fique tranquilo! É normal o coração acelerar quando fazemos um esporte ou desacelerar quando estamos descansando. Isso ocorre porque o corpo está precisando de mais oxigênio e o coração precisa bater mais para levar o ar para os tecidos. Da mesma maneira, quando estamos descansando, precisamos de menos oxigênio e o coração pode poupar energia.

Entretanto, quando o ritmo está muito alto, mesmo sem esforço, a frequência cardíaca pode indicar que algo está errado. Batimentos muito rápidos ou muito lentos podem indicar doenças como arritmias ou sobrecargas do coração. Para avaliar se há alguma doença, é importante consultar um médico.

Frequência cardíaca em adultos

É importante observar que quanto mais eficiente for a batida do coração, menor será a frequência cardíaca, por isso, recomenda-se que os batimentos cardíacos se mantenham mais baixos, mas em níveis que permitam o sangue chegar ao corpo todo.

Há uma faixa de variação que serve como parâmetro para medir os batimentos cardíacos normais de acordo com a idade e com algumas características:

  • De 0 a 2 anos  – entre 120 e 140 bpm;
  • Entre 8 e 17 anos – entre 80 e 100 bpm;
  • Adulto sedentário – entre 70 e 80 bpm;
  • Adultos praticantes de atividades físicas e idosos – entre 50 a 60 bpm.

Vale lembrar que esses valores funcionam como uma faixa de segurança,

Homens em repouso

Homens e mulheres, por exemplo, têm parâmetros de avaliação distintos nesse sentido. O que isso quer dizer? Quer dizer que em repouso, homens têm um batimento cardíaco diferente das mulheres.

Existem, inclusive, tabelas que demonstram esses números. Uma delas, por exemplo, indica que um homem entre 18 e 25 anos em repouso tem uma frequência cardíaca entre 56 e 61, que é considerada excelente.

Mulheres em repouso

Já uma mulher, nas mesmas condições, tem uma frequência cardíaca entre 61 e 65. Segundo os especialistas, isso ocorre por questões fisiológicas.

É importante lembrar que pessoas mais bem condicionadas, ou seja, que praticam exercícios físicos regularmente, terão uma frequência cardíaca mais baixa quando estiverem em repouso, pois o coração está mais preparado e condicionado, portanto, trabalha melhor.

Frequência acima dos valores: o que fazer?

A frequência pode aumentar quando realizamos um esforço físico grande. Levar um susto ou uma surpresa, tomar alguns medicamentos ou calmantes, estar estressado ou preocupado são fatores que podem alterar por um momento o ritmo do coração. Porém, se mesmo parado e sem alguma das situações acima você sente a frequência mais rápida ou mais lenta do que os valores considerados normais, é importante procurar um médico. Ele saberá avaliar se há alguma doença e qual o tratamento mais adequado.

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Como medir a frequência cardíaca?

Para medir a frequência cardíaca, utilizamos a medida dos pulsos. Podem ser os pulsos do pescoço ou da região do punho, que são mais fáceis de encontrar. Para isso, é preciso marcar o tempo de 1 minuto, com um relógio ou com o celular, e ir contando os batimentos. No entanto, não se deve contar por 30 segundos e dobrar os batimentos, pois pode estimar um valor errado.

O ideal é que o ritmo seja regulado e esteja entre 60 e 100 batimentos por minutos quando se está em repouso ou em atividades habituais. E atenção: Acima de 100 batimentos em repouso, é considerado taquicardia!

Atualmente existem muitos relógios inteligentes e dispositivos que permitem monitorar a frequência cardíaca de maneira eficaz.

Fatores que alteram a frequência cardíaca

Vejamos agora que fatores mudam a nossa frequência cardíaca, seja para mais ou para menos do que os médicos aceitam como normal.

Acima de 100 bpm

A frequência pode ser mais alta durante a prática de exercícios físicos, por exemplo. Também pode estar maior após um susto, em momentos de fortes emoções, por causa do uso de determinados medicamentos, consumo de bebidas alcoólicas, café e pelo hábito do fumo.

Doenças como arritmias, doenças reumáticas, hipertireoidismo e infecções também podem aumentar a frequência cardíaca.

Abaixo de 60 bpm

A frequência pode ser mais baixa durante o sono ou em outros momentos de relaxamento profundo, como a meditação.

Doenças como arritmias também podem provocar diminuição do ritmo dos batimentos cardíacos, bem como o uso de medicações para o coração.

Outro fator importante é a idade, pois é natural que idosos tenham frequência cardíaca mais baixa.

Quanto a essa faixa etária, é importante salientar que pode haver bloqueios no sistema elétrico do coração que não são normais do envelhecimento e precisam de tratamento médico. Então, se você é idoso e se sente extremamente cansado ao fazer tarefas básicas do seu dia, fique atento!

Como calcular a frequência cardíaca máxima para treinar

A frequência cardíaca máxima é o máximo de batimentos cardíacos em um minuto durante o esforço. Para calcular a frequência máxima, é possível utilizar a seguinte fórmula:

  • Homens: 220 – (idade)
  • Mulheres: 226 – (idade)

Com essa fórmula, uma mulher de 40 anos tem a frequência cardíaca máxima de 186 bpm e um homem da mesma idade tem a frequência máxima de 180 bpm. Entretanto, a frequência máxima não é a mais segura. O ideal é trabalhar com 80% do valor máximo para evitar sobrecarregar o coração. Assim, a mulher de 40 anos deve estar atenta para não atingir mais de 149 bpm, enquanto o homem da mesma idade deve procurar não atingir mais de 144 bpm.

Como abaixar a frequência cardíaca alta

A frequência cardíaca pode ser maior durante o exercício, após fortes emoções ou pelo uso de medicamentos. Após exercícios intensos, o ideal é aguardar alguns minutos respirando bem.

Em casos de emoções fortes ou crises de ansiedade, a respiração diafragmática é uma ferramenta muito útil.

E, por fim, no caso dos medicamentos, procure conversar com o médico que prescreveu. Ele poderá explicar se é um efeito colateral esperado ou se deve suspender o uso do remédio.

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Buscando ajuda médica

O médico especialista nas doenças do coração é o cardiologista. Ele pode avaliar se a frequência cardíaca está adequada, além de orientar quanto à frequência correta na prática de  exercícios físicos e outros cuidados com a saúde. Dessa forma, se houver algum problema, o cardiologista pode solicitar exames para entender melhor o quadro e recomendar o melhor tratamento.

Apesar de não ser especialista, o clínico geral também pode desconfiar de doenças cardíacas e encaminhar ao cardiologista para o tratamento mais adequado. Se estiver sentindo uma dor forte no peito, cansaço extremo ou dificuldade repentina de realizar tarefas normais, busque o Pronto Socorro de imediato. 

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Laura Almeida

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