Esquizofrenia: saiba os sintomas, tipos e tratamento

Equipe Eurekka

A esquizofrenia é uma doença mental na qual o cérebro possui uma grande dificuldade em julgar o que é real e o que não é. Segundo a Organização Mundial da Saúde, esse é um dos principais transtornos mentais que existem e se manifesta em cerca de 20 milhões de pessoas em todo o mundo.

A doença aparece, na maioria das vezes, na adolescência ou no início da idade adulta, entre os 20 anos até os 35 anos de idade. Dessa forma, é preciso o tratamento por toda a vida.

Neste texto, você vai entender melhor o que é esquizofrenia, quais são os tipos, as suas causas, os sinais precoces e os sintomas. Por fim, vai saber como tratar e até mesmo como ajudar alguém que sofre com a doença.

O que é a esquizofrenia?

A pessoa com esquizofrenia não consegue “ligar” os seus pensamentos com as suas emoções. E isso faz com que ela possa ter percepções falsas do ambiente em que está (alucinações), bem como crenças em coisas que não são reais (delírios). Tais ações são tidas como perda do juízo crítico.

Diferente do que muitas pessoas pensam até hoje, essa doença não é um distúrbio de múltiplas personalidades. Mas sim uma condição na qual as funções mentais ficam divididas, sem a capacidade de se relacionarem. É daí que surgem os delírios e alucinações, uma vez que a pessoa não consegue distinguir o real do irreal.

esquizofrenia

Tipos de esquizofrenia

A esquizofrenia pode ser dividida em mais de um tipo. Entenda quais são eles e suas principais características.

Esquizofrenia simples

Essa variação da esquizofrenia tem como principais sintomas a mudança na personalidade do paciente, a vontade de se isolar e a ausência de relações afetivas na vida da pessoa.

Esquizofrenia paranoide

Ela gera muita ansiedade na pessoa, e leva a mesma a ter ataques de raiva e constante sensação de estar sendo perseguida, até mesmo pela sua família e seus amigos próximos.

Esquizofrenia desorganizada ou hebefrênica

Causa a dificuldade de organização dos pensamentos, modo de agir mais infantil, e também apatia e a falta de emoções em situações importantes.

Esquizofrenia catatônica

Como o seu próprio nome diz, ela causa catatonia no paciente, o que significa ficar com a musculatura e a postura tensas e rígidas, e também com uma expressão facial diferente do normal. Um sintoma também pode ser a apatia.

Esquizofrenia residual

Como o nome sugere, os sintomas apresentados são como “resíduos”, pois ocorrem sintomas isolados, os quais surgem depois de já ter sido feito um tratamento de quadros completos da esquizofrenia.

Esquizofrenia indiferenciada

É uma variação da esquizofrenia que não possui sintomas nem características específicas e próprias. Nesse caso, o paciente pode apresentar sintomas de qualquer um dos tipos de esquizofrenia já citados.

homem com esquizofrenia

Causas da esquizofrenia

Até o momento, não foi comprovado quais as causas exatas dessa doença. Há apenas algumas confirmações e suspeitas a respeito disso.

Porém, sabe-se que pessoas com esquizofrenia tendem a ter mais mutações nos seus genes, ou seja, alterações genéticas no DNA que causam uma caraterística “anormal” na pessoa ou contribuem para um mal desenvolvimento (sendo esse último o caso).

Cientistas e pesquisadores acreditam que vários genes do DNA humano estão relacionados com o risco de ter esquizofrenia, e que é provável que mutações nesses genes perturbem o desenvolvimento do cérebro, causando assim a doença. Porém, um gene apenas não é capaz de causar a doença em si.

Outra possível causa da doença é o desequilíbrio nas reações químicas no cérebro envolvendo neurotransmissores (como a dopamina e o glutamato).

Não é possível afirmar que a doença é hereditária, nem sempre os filhos terão esquizofrenia se um dos pais tiver a doença. Mas, é fato que as chances de desenvolver a doença são mais altas quando se tem algum parente portador.

Por exemplo, para gêmeos idênticos, caso um deles tenha, a chance do outro desenvolver é de 40 a 65%.

Fatores de risco da esquizofrenia

Há mais de um fator que pode contribuir para que a esquizofrenia se desenvolva. Um dos fatores é a genética combinada com o ambiente, uma vez que pessoas com parentes que possuem a doença são mais propensas a desenvolverem a mesma também.

Sabe-se também que a relação entre genes e alguns fatores ambientais podem contribuir para que a doença se desenvolva. O que inclui desnutrição antes de nascer, exposição a vírus, complicações no nascimento e também fatores psicossociais.

Como dito antes, acredita-se que nenhum gene único é capaz de causar esquizofrenia. Então, não é possível usar as informações genéticas para prever quem irá desenvolver a doença.

Além disso, outro fator de risco para a esquizofrenia são problemas durante o desenvolvimento do cérebro, bem como um desequilíbrio nas reações químicas que acontecem no cérebro humano. Por fim, há também evidências de relação entre a doença e o uso de drogas.

Sinais precoces de esquizofrenia

Sinais precoces são sintomas mais leves que podem aparecer meses ou até mesmo anos antes de a doença se manifestar de maneira clara. Assim como uma gripe, quando começamos a sentir leves dores de cabeça ou espirros, por exemplo, a esquizofrenia também tem sintomas que podem ser um indicativo da doença.      

Entre esses sintomas precoces estão:

  • sensação constante de estar sendo observado
  • falta de sentido na fala ou escrita
  • ouvir vozes ou ver coisas que não são reais
  • posição corporal estranha
  • sensação de indiferença em momentos importantes
  • mudança na personalidade
  • mudança na higiene e na aparência
  • incapacidade de dormir ou se concentrar, entre alguns outros.

Qualquer pessoa que tenha esses sintomas de maneira mais persistente, por mais de duas semanas, deve procurar ajuda logo.

Pensando em casos assim, a Eurekka tem um time de psicólogos prontos para atender quem precisa de ajuda! Então, se você se identifica, ou conhece alguém que tem agido assim, entre em contato com um dos nossos psicólogos e marque uma consulta!

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Sintomas de esquizofrenia

Os sintomas da doença podem se manifestar de maneira rápida e inesperada, mas também podem aparecer aos poucos ao longo dos anos. É diferente para cada pessoa.

Como já comentado, em geral surgem entre os 15 e 35 anos, mas às vezes podem se manifestar em crianças também. Os sintomas da esquizofrenia se classificam em três grupos:

Sintomas positivos

Nesse caso, o paciente apresenta modo de agir e sintomas psicóticos, ou seja, ele perde o contato com alguns aspectos da realidade, não sabendo distinguir o que é real ou não. Os sintomas incluem delírios, alucinações, pensamentos desordenados e incomuns, bem como movimentar o corpo de modo agitado.

Sintomas negativos

Os sintomas negativos estão relacionados às emoções humanas, de modo mais específico, à redução ou à perda delas. O paciente sofre da diminuição de afeto, o que pode ser visto através das suas expressões faciais e pelo tom da sua voz.

Além disso, acontece a redução dos sentimentos que trazem prazer no dia a dia, redução da fala e também a dificuldade em começar e continuar atividades.

Sintomas cognitivos

São sintomas que têm a ver com os pensamentos e o raciocínio intelectual. É comum o paciente sentir dificuldade em manter o foco em tarefas simples do dia a dia, e apresentar uma baixa capacidade de entender informações e tomar decisões.

menina com esquizofrenia

Diagnóstico de esquizofrenia

Quando há a suspeita de esquizofrenia, o diagnóstico e confirmação da doença deve ser feito por um médico psiquiatra.

Até hoje não há nenhum tipo de teste específico que seja capaz de fazer o diagnóstico preciso de esquizofrenia. Porém, há métodos que permitem saber se a pessoa tem ou não a doença.

Os testes que realizam a varredura e análise de genes não podem ser considerados eficazes para o diagnóstico da esquizofrenia, uma vez que os cientistas ainda não sabem todas as variabilidades genéticas que podem contribuir para que a doença se desenvolva.

Então, o método mais recomendado para diagnosticar a esquizofrenia é através da análise feita por um psicólogo na terapia e junto com um psiquiatra.

Um dos aspectos levados em conta por esses profissionais são os antecedentes familiares do paciente, de modo que eles se informam se alguém da família possui histórico de doenças, como a esquizofrenia.

Outro passo realizado é o questionamento sobre o nascimento do paciente, pois aqueles que passaram por complicações ou infecções têm uma tendência maior a desenvolverem a doença, bem como os prematuros com baixo peso ao nascer.

Por último, e com certeza não menos importante, é também feita a avaliação e descrição dos sintomas que a pessoa tem sentido. Além disso, é importante ter o relato de quem convive com o paciente, para que se possa confirmar os sintomas e fatos importantes.

Também é levado em consideração as situações atuais pelas quais o paciente tem passado, uma vez que situações traumáticas ou fatigantes podem causar sintomas similares.

Testes

Uma atitude útil, caso haja a suspeita da doença, é realizar testes de contagem de sangue, para monitorar a saúde no geral e identificar circunstâncias que podem ter sido responsáveis pelos sintomas.

Além desse teste, ressonâncias magnéticas e varreduras de tomografia podem auxiliar no diagnóstico, bem como testes psicológicos para diferenciar a esquizofrenia de outras doenças ou transtornos psicológicos que devem ser levados em consideração.

E vale lembrar que tais testes são sempre pedidos e analisados pelo profissional da saúde mental.

Tratamentos para esquizofrenia

Apesar de a esquizofrenia ser uma doença que não tem cura, o tratamento adequado faz com que as pessoas que a possuem sejam capazes de levar uma vida produtiva e prazerosa. Por isso, a assistência de um psicólogo, psiquiatra e o uso de medicamentos são indispensáveis.

Tratamentos com medicamentos

Os remédios ajudam a diminuir os desequilíbrios químicos que causam a esquizofrenia, e sua utilização deve se dar apenas com a orientação de um psiquiatra. Os médicos indicam o uso de remédios antipsicóticos para tratar a esquizofrenia, sendo que existem três grupos deles:

  • Antipsicóticos típicos: controlam os sintomas positivos da esquizofrenia, e são a clorpromazina, haloperidol, mesoridazina, entre outros.
  • Antipsicóticos atípicos: tratam os sintomas positivos e negativos da doença e, em geral, provocam menos efeitos colaterais. São o aripiprazol, asenapina, brexpiprazol, entre outros.
  • Agentes antipsicóticos diversos: funcionam de maneira diferente dos dois últimos. Um exemplo é a loxapina, para tratar agitação em esquizofrênicos.

Quando se faz uso desses remédios, efeitos colaterais são comuns. No início, vão desde boca seca, visão turva, tontura, constipação e sonolência, até problemas com controle muscular, estimulação, tremores e carrapatos faciais depois de umas semanas.

É importante trabalhar em conjunto com o médico para saber qual é o melhor medicamento e a dose certa para o paciente.

Terapia comportamental

Por fim, a terapia é essencial para tratar a esquizofrenia. Pois, é na terapia que será possível aprender a superar os desafios da rotina que a esquizofrenia traz e alcançar objetivos e metas ao longo da vida. Os pacientes que fazem terapia são menos propensos a recaídas e hospitalizações.

Além disso, a terapia é importante não apenas para quem tem esquizofrenia, mas também para familiares e pessoas próximas dessa pessoa, um vez que todos vão precisar aprender a lidar e a se adaptar com os sintomas e com as mudanças que vão ter no dia a dia.

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