Endorfina: entenda tudo sobre o ‘hormônio do prazer’

Equipe Eurekka

O sentimento de prazer em seu corpo é mediado por um hormônio que tem sua liberação influenciada pelo que você faz. Seja exercício físico, comer algo gostoso, dar risada ou ter relações sexuais, o hormônio da endorfina é quem traz a sensação de bem-estar.

A endorfina é uma substância essencial para o funcionamento de nosso corpo, estando ligada desde ao alívio de estresse até o funcionamento de nosso sistema imunológico.

Então para que você também possa entrar na onda dos “#endorfinados” , continue lendo esse texto para entender de vez o que é, o que causa sua liberação e quais seus efeitos da endorfina no seu corpo!

O que é endorfina?

A endorfina é um hormônio neurotransmissor que está presente em nosso organismo. É conhecida também por ser o hormônio do prazer. E essa é a sua principal função: dar a sensação de bem-estar e de prazer para as pessoas

A palavra endorfina vem da junção de “endo”, que significa interno, e “morfina”, que significa analgésico.

Essas palavras fazem total sentido quando você pensa sobre a função da endorfina, que é o de ser como um analgésico natural para o corpo, dando a sensação de bem-estar.

Como a endorfina age?

endorfina no cérebro

Ela é feita pela glândula hipófise, localizada no cérebro, e é utilizada pelos neurônios que ligam as diferentes partes do sistema nervoso.

Após ser produzida, a endorfina é liberada no sangue junto com outras substâncias que estimulam o crescimento, a produção de adrenalina e o cortisol. A adrenalina causa uma agitação e animação, enquanto que o cortisol acalma e regula os níveis de estresse.

Portanto, a endorfina deixa a pessoa animada e mais calma ao mesmo tempo. Isso acontece quando há o estímulo para que o hormônio seja liberado. Em seguida, vamos falar diversas formas que a liberação da endorfina acontece.

Como estimular a produção de endorfina?

A endorfina pode vir de muitas atividades diferentes. Inclusive algumas que tenho certeza que você já pratica quase todo dia! Confira as principais:

Alimentação

Comer chocolate é uma das “atividades” que estimula a liberação de endorfina, fazendo com que a pessoa tenha a sensação de prazer e se sinta mais feliz. Mas claro, chocolate em exagero não faz bem para a sua saúde!

O ideal é comer o chocolate preto com 70% de cacau – ele tem menos gordura e açúcar. Por mais difícil que possa ser, o indicado é que se coma só um quadrado por dia. Essa quantia já é suficiente pra liberar endorfina no seu cérebro!

Além disso, comer outras comidas gostosas irão estimular a liberação da endorfina, causando a sensação de prazer.

Por trazer uma sensação boa ao comer algo que você gosta, essa inclusive é uma das “culpadas” por ser difícil de resistir a alimentos que podem ser nocivos à sua saúde.

Como você já comeu e sabe que é bom, quer comer de novo. Apesar disso, precisa aprender a ter autocontrole para, assim, manter sua saúde no longo prazo.

Atividades físicas

Outra maneira de liberar endorfina no seu corpo é através da prática de atividades físicas. Sabe aquela sensação, quando você termina um exercício, que faz com que você se sinta bem, de “dever cumprido” e tudo mais? É ela atuando no seu corpo!

Não importa qual exercício você fará, o importante é se mexer. Além de fazer com que você se sinta bem, vai te ajudar a manter a saúde em dia, tanto a física quanto a mental.

Sorrisos e risadas

Antes de mais nada, você já ouviu a expressão “o sorriso é o melhor remédio”? Existe muita verdade por trás dessa frase, inclusive porque sorrir faz com que você se sinta bem, o que libera substâncias que fortalecem a sua saúde mental e bem-estar.

Estar entre pessoas queridas, cultivar bons momentos e lembranças felizes, e também rir e dar gargalhadas é outra atividade que faz com que a endorfina seja liberada no seu corpo.

É uma atividade tão simples, mas que pode te deixar muito mais feliz e melhorar demais o seu dia.

Carinho

Quando recebemos carinhos de alguém que gostamos, ou até mesmo quando damos esse carinho a alguém, é muito normal sentirmos um prazer muito grande e muito bem-estar também.

Isso acontece pois, com esse ato de carinho, o hormônio da endorfina é liberado, proporcionando essas sensações.

Relações sexuais

Outra maneira de liberar endorfinas em seu corpo é através do prazer sexual, aumentando assim a sensação de bem-estar e felicidade.

O ideal é que se mantenha um relacionamento saudável em que o contato sexual entre os parceiros seja regular e também satisfatório.

Contato com a natureza

Quando entramos em contato com a natureza, isso faz com que fiquemos mais calmos e relaxados. Basicamente, ficamos com o humor muito mais leve e melhor.

Isso faz com que a liberação e endorfina ocorra no nosso organismo também, o que traz a sensação de grande bem-estar e tranquilidade.

Massagem

Quando recebemos uma massagem em nosso corpo, ocorre a liberação da endorfina. Fazer uma massagem normalmente tem como objetivo aliviar as tensões presentes no corpo e nos músculos, relaxar, e desestressar um pouco.

Isso tudo combinado com a liberação da endorfina nos dá uma sensação de bem-estar e de calma e relaxamento, com certeza melhorando o resto do dia.

Benefícios da endorfina

Agora que você já sabe como liberar endorfina, talvez esteja se perguntando: “Mas o que exatamente ela faz por mim? Por que eu deveria me preocupar em produzir ela no meu corpo?” E, para responder essas perguntas, listamos alguns dos benefícios da endorfina.

Alívio do estresse

endorfina no exercício físico

Como muito já comentado, a endorfina traz a sensação de felicidade, bem-estar, prazer. Ter essas sensações o dia a dia pode parecer algo impossível ou inalcançável para aqueles que têm uma rotina muito estressante e conturbada.

Porém, uma vez que se estimula a liberação da endorfina, este hormônio torna todas essas sensações ruins e de estresse menores. Dessa forma, pessoas que estimulam a liberação da endorfina possuem uma tendência menor a ter ansiedade e depressão – e isso através de práticas simples, como exercícios físicos.

Além disso, a endorfina também pode ser muito útil no combate a vícios. Quando estamos com um nível baixo desse hormônio em nosso organismo, não nos sentimos tão bem e felizes e, com isso, pode ser que “busquemos” conforto em hábitos que não são nada saudáveis. Esses hábitos podem ser várias coisas, incluindo o consumo de álcool e o uso de drogas.

Por isso, manter os níveis de endorfina em uma dose saudável faz muito bem para o seu organismo. Entretanto, é importante tomar cuidado para não exagerar e causar um certo vício na própria endorfina.

Alívio de dor

Uma das variações do hormônio endorfina são as beta-endorfinas. Elas são um tipo de neuropeptídeo usadas pelo organismo no tratamento contra a dor – possuem, inclusive, um efeito semelhante à morfina.

O que acontece é que, na comunicação do sistema nervoso, a endorfina se liga a certos receptores específicos, os quais ajudam a diminuir a sensação de dor. Por isso, a endorfina tem a capacidade de controlar a dor o suficiente para que a pessoa não fique completamente inválida quando está doente ou machucada.

Imunidade

Um benefício extremamente útil e importante da endorfina é o de deixar a pessoa com um sistema imunológico mais forte e preparado. Isso diminui bastante as chances de sofrer com resfriados, infecções, vírus, bactérias.

No momento em que paramos para analisar ao nosso redor, fica muito claro! Pessoas que levam uma vida de maneira mais saudável e praticam exercícios regularmente raramente ficam doentes. Isso acontece pois, ao praticarem tais hábitos, a endorfina começa a agir no organismo.

Capacidades cognitivas

Um dos grandes benefícios que a endorfina traz para as pessoas é a melhor nas capacidades cognitivas, ou seja, é como se ela mantivesse o seu cérebro “afiado”.

Assim, quando ela é liberada no organismo, por causar a sensação de bem-estar, felicidades, relaxamento e outros. Outro efeito da endorfina é que ela também aumenta muito a sensação criatividade e inspiração.

Devido a isso, ela é como um motivador. Ou seja, nos mantém intrigados e motivados para sermos pessoas mais produtivas e evoluirmos também, uma vez que nos motiva a criar, aprender e executar ações e projetos.

Endorfina e saúde mental

Outro ponto importante é entender que a endorfina e sua saúde mental estão conectados! Até aqui você já percebeu que a endorfina é um sinalizador de que as suas ações estão lhe fazendo bem. Um grande benefício, além desse, é que cuidar do seu bem-estar é um fator protetivo de saúde mental.

Inclusive já existem estudos falando sobre como as atividades que liberam endorfina podem auxiliar no combate à depressão. Atividades físicas, por exemplo, são constantemente indicadas para quem sobre com esse disturbio.

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Consequências da falta de endorfina no corpo

Quando os níveis de produção e liberação da endorfina estão baixos, é possível logo perceber alguns sintomas e características que irão aparecer na pessoa. Entre eles, podemos citar sensações desagradáveis como desconforto, ansiedade, irritabilidade, alteração no estado de humor e depressão.

Além disso, a endorfina pode causar uma certa dependência. Por isso, a sua falta acaba sendo muito parecida com a sensação de abstinência de alguma droga. Quando a interrupção do uso da endorfina é abrupta, sintomas físicos logo são notados pela pessoa.

Em atletas, por exemplo, quando ocorre a pausa nos exercícios físicos normalmente costuma haver um aumento na irritabilidade da pessoa, o que vem da abstinência da prática das atividades.

Entretanto, exagerar nos exercícios físicos, como uma tentativa de liberar cada vez mais endorfina, pode fazer mal para o organismo humano também, uma vez que exercícios em excesso pode sobrecarregar o corpo.

Diferenças entre adrenalina e endorfina

Como já muito citado nesse texto, a endorfina é o hormônio que traz para a pessoa a sensação de bem-estar, relaxamento, prazer, euforia. Portanto, esse hormônio irá agir em situações como comer uma comida gostosa, praticar exercícios, ter relações sexuais.

Apesar de também ser um hormônio, a produção adrenalina é nas glândulas suprarrenais. Ela se manifesta nas pessoas em situações extremas, como quando nos sentimos ameaçados, estamos em estado de alerta, estamos prestes a realizar uma atividade extrema que faz o coração acelerar – como saltar de paraquedas, por exemplo.

Situações assim fazem a adrenalina agir no organismo, o que normalmente causa a dilatação das pupilas, tonificação muscular e também aumento do batimento cardíaco.

Em contraste com a endorfina, que pode virar um vício com o tempo, a adrenalina não “sofre” do mesmo mal. Dessa maneira, pessoas que são consideradas “viciadas” nesse hormônio tem, na verdade, uma questão de dependência da sensação de perigo.

Se acaso for muito estimulada e liberada no organismo, a adrenalina pode vir a causar doenças a longo prazo em quem já tem predisposição genética a tê-las, como diabetes e hipertensão.

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