Dopamina: o que é, efeitos e funções no organismo

Equipe Eurekka

Todos os dias, o dia todo, nós recebemos estímulos do mundo exterior. Às vezes, os estímulos são ruins e aversivos, enquanto outros podem nos trazer muito prazer. Quando as atividades nos trazem prazer, elas produzem dentro de nós sensação de felicidade e satisfação. Uma das responsáveis por esses feitos no nosso organismo é a dopamina.

Por isso, essa é uma das mais estudadas substâncias do nosso corpo. A dopamina faz parte de muitos processos importantes que estão se desenrolando em você agora mesmo! Sendo assim, entender mais sobre ela vai te ajudar a saber como você funciona nos mais diversos momentos.

Mas como e por que isso acontece? E o que pode acontecer caso você não produza dopamina o suficiente? Tudo isso e muitas outras questões você vai descobrir neste artigo. Ao chegar no final do texto, me conta nos comentários: Qual sua principal fonte de dopamina?

O que é dopamina

A dopamina é um neurotransmissor que leva as informações de um neurônio para o outro, a partir de um estímulo externo. Ou seja, a dopamina é uma “mensageira” no nosso corpo.

Outros neurotransmissores mais conhecidos são a serotonina e a noradrenalina. Cada um é responsável por uma parte específica do nosso sistema, mas podem atuar influenciando uns aos outros.

Enquanto a serotonina trabalha nas nossas emoções e a noradrenalina dá energia e concentração, a dopamina é o centro do prazer. É a dopamina que nos faz ir atrás dos nossos objetivos, que faz a gente sentir emoções boas. 

Importância da dopamina

efeito da dopamina no cérebro

É uma das substâncias mais distribuídos pelo nosso cérebro. Ele até 75% mais ativo quando está sendo alimentado com hormônios da felicidade. Por isso, é importante se conhecer e experimentar novas coisas, para descobrir o que te dá mais prazer. Isso fará o seu corpo produzir mais dopamina e você se sentirá mais motivado, feliz e com uma maior sensação de bem-estar.

Efeitos da dopamina

Como já diz o ditado, a diferença entre o veneno e o remédio é a quantidade. Por isso, ter dopamina demais não será sempre bom!

Quando a dopamina está alta, temos inconstância emocional, exaltação, euforia, falta de sono e apetite. Um exemplo de situação que a aumenta é a fase de atração num relacionamento, quando começa a paixão e o romance. Fofo, né?

Quando a dopamina está baixa, acontece o contrário: falta de apetite, pouca energia, baixa autoestima e perda de equilíbrio. Existem vários outros fatores que também podem variar de acordo com a causa dessa falta dela.

Os efeitos da dopamina não dependem só da sua quantidade no sistema, mas também da qualidade dos neurônios que vão receber as informações trazidas pela dopamina. Então, é importante que todo o Sistema esteja íntegro para que os benefícios da dopamina sejam sentidos.

Diferença entre dopamina e serotonina

Enquanto a dopamina é feita pelo aminoácido tirosina hidroxilase, a serotonina é vem do triptofano. As duas são bem parecidas quanto às suas funções: ambas cuidam do sono, da atenção, das emoções… Além disso, trabalham juntas no sistema de recompensa.

Uma outra diferença curiosa é que há uma relação, que ainda não é muito bem entendida pela ciência, entre a serotonina e agressividade. Mas isso não acontece com concentrações altas de dopamina; as pessoas, na verdade, costumam ficar menos agressivas e mais focadas em suas ações.

Impacto dos baixos níveis de dopamina

Mais acima você leu que os efeitos da falta de dopamina podem variar. Isso porque os impactos dos baixos níveis dela mudam de acordo com a causa dessa deficiência.

Uma pessoa com o Mal de Parkinson ou com depressão tem sintomas diferentes de alguém que está com pouca dopamina devido ao uso de drogas. De maneira geral, os baixos níveis afetam a concentração e memória, quadros leves de depressão e ansiedade, desmotivação e tristeza. Sendo assim, causa o efeito oposto da dopamina em níveis regulares no organismo.

Ainda não há uma forma 100% precisa de medir os níveis de dopamina de um paciente. O que costuma acontecer é uma análise dos sintomas, junto ao histórico médico e perguntas sobre o estilo de vida, tentando chegar a um diagnóstico preciso sobre baixos níveis dela ou de outros neurotransmissores.

Sistemas de recompensa

Apesar de outros neurotransmissores se ativarem em momentos felizes, a dopamina é o principal transmissor nos nossos momentos de prazer. Um ponto a ser discutido é que, muitas vezes, nós não treinamos o nosso Sistema de Recompensa Cerebral para que ele trabalhe de maneira efetiva para nós.

Isso acontece quando não se dá muita atenção para as tarefas do dia a dia: tudo é visto como ruim, chato, sem propósito… E, por isso, o nosso organismo não vê o porquê de liberar prazer. Quando nós ensinamos o nosso cérebro a perceber as tarefas como meios para um fim em que vamos ganhar algo, o Sistema de Recompensa passa a trabalhar melhor.

Quando o Sistema de Recompensa trabalha melhor, o que acontece dentro de nós é o seguinte: o Núcleo Accumbens, que fica dentro desse sistema, passa a produzir níveis mais altos de dopamina. Alguns cientistas até definem a felicidade como uma alta produção de dopamina – o que mostra seu papel para a nossa satisfação e nossa felicidade.

Dopamina e drogas ilícitas

sistema de dopamina para drogas

Muitas drogas impactam o Sistema Nervoso central, alterando a sua atividade. As drogas ilícitas podem afetar a produção, o armazenamento, a liberação ou a desativação de neurotransmissores.

Isso acontece porque as drogas tem substâncias parecidas com as que o seu cérebro produz e, assim, também podem bloquear os seus receptores ou conseguir se ligar a eles, por serem parecidos com os neurotransmissores. Elas “se passam” pelo que você tem no seu corpo para enganar o cérebro e fazer com que ele libere hormônios que produzam sensações boas, porém com um preço.

Mesmo as drogas lícitas que aumentam a dopamina, como a ritalina, provocam drives. Por isso, é importante sempre ter ir ao médico: claro que o remédio vai promover maior atenção, por exemplo, mas é preciso monitorar que outras mudanças estão acontecendo.

Dopamina e Doença de Parkinson

A dopamina age em três vias principais do cérebro. Uma delas é a via nigroestriatal. Na doença de Parkinson, essa via está prejudicada, e por isso há falta de dopamina nela. Assim, os movimentos ficam perdem sua destreza, havendo tremores, rigidez, lentidão e dificuldade em iniciar movimentos.

Dopamina e Esquizofrenia

A medicação usada para o tratamento da esquizofrenia é responsável também por uma hipoativação de dopamina no cérebro.

Isso quer dizer que há uma ativação baixa de dopamina, ou seja, mesmo que haja suficiente no organismo, o Sistema não coloca toda essa quantidade para “funcionar” de uma vez só. Isso produz um efeito positivo no caso dessa doença, porque ela, em excesso, também produz sintomas psicóticos, como delírios, alucinações e impulsividade. Baixar o nível de dopamina é necessário, mas traz efeitos colaterais.

O papel da dopamina na libido

dopamina e libido

Até aqui, levando em conta o papel da dopamina nas sensações boas, você talvez já tenha pensado na relação dela com a libido e o prazer sexual.

Como ela é liberada nos momentos de prazer e bem estar, ele será liberado também quando sentimos paixão, excitação… Mas, quando os níveis já estão baixos no Sistema Nervoso, acarreta na perda da libido e do prazer de modo geral, fazendo com que a pessoa não sinta mais vontade de se relacionar, porque não está ativando o Sistema de Recompensa . Mais uma vez, essa situação mostra a importância de todo o organismo estar funcionando regularmente, para não atrapalhar as áreas diversas do nosso dia a dia.

Como aumentar a dopamina de forma natural

Há diversas formas de estimular a liberação de dopamina de forma natural. Veja as principais:

Exercícios físicos

Nem sempre exercícios físicos vão te dar prazer, mas o ponto chave é descobrir quais exercícios você mais gosta, ou mesmo gostava. Só de pensar e lembrar de momentos bons relacionados a esses exercícios físicos, você já está produzindo dopamina; quando você entra nesse processo de autoconhecimento e escolhe um exercício que já te dava prazer antes, a chance de ter prazer novamente com ele é grande – e, assim, a chance de produzir a dopamina também aumenta!

Além disso, o autoconhecimento é essencial para que você possa viver uma vida plena e que dê passos em direção aos seus sonhos e tudo aquilo que é importante para você. Por isso, a Eurekka oferece sessões de terapia com psicólogos capacitados e humanizados que podem te ajudar nesse processo. Sendo assim, você quer chegar mais perto da vida que sempre quis, clique no banner abaixo e marque já a sua sessão de terapia e sinta a diferença que ela pode fazer!

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Alimentos

O aminoácido que dá origem à dopamina, chamado tirosina, pode ser encontrado em vários alimentos, como banana, beterraba, amêndoa, gergelim… Se informe sobre alimentos que contém esse aminoácido e tente adicioná-los à sua dieta. Mas se for com um profissional de saúde auxiliando, melhor ainda! Mudanças na dieta e no estilo de vida geralmente são ótimos começos para o aumento do neurotransmissor.

Suplementos

Alguns suplementos podem aumentar naturalmente a dopamina, como por exemplo o L-teanina, encontrado no chá verde. Ele aumenta os níveis de dopamina e de outros neurotransmissores também, melhorando a memória, o humor e a aprendizagem. Não é recomendado usar qualquer tipo de suplemento, mesmo os naturais, sem supervisão médica, porque até mesmo níveis altos demais do hormônio neurotransmissor podem causar danos ao Sistema Nervoso.

Meditação

A meditação aumenta a atividade da amígdala e do hipocampo, que fazem a modulação pré-frontal da ação. Isso quer dizer que, com a prática, seu foco e sua atenção vão aumentar e o medo e a dor vão diminuir. Esse equilíbrio logicamente também vai te fazer produzir mais dopamina, além de regular melhor o Sistema Nervoso para receber essa produção e distribuí-la pelo corpo.

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