Dopamina: o que é, efeitos e funções no organismo

Equipe Eurekka

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Todos os dias, o dia todo, nós recebemos estímulos do mundo exterior. Às vezes, os estímulos são desprazerosos, mas às vezes podem nos trazer muito prazer. Quando as atividades nos trazem prazer, elas produzem dentro de nós sensação de prazer, felicidade e satisfação. E uma das responsáveis por esses feitos no nosso organismo é a dopamina.

Mas como e por que isso acontece? E o que pode acontecer caso você não produza dopamina o suficiente? Tudo isso e muitas outras questões importantíssimas sobre esse assunto você vai descobrir neste artigo.

O que é dopamina

dopamina

A dopamina é um neurotransmissor que leva as informações de um neurônio para o outro, a partir de um estímulo externo. Traduzindo isso, a dopamina é uma “mensageira” no nosso corpo; ela leva informações, que não foram produzidas por ela, para outros lugares que podem usar essas informações e decidir o que fazer com elas. Outros neurotransmissores mais conhecidos são a serotonina e a noradrenalina. Cada um desses três neurotransmissores é responsável por uma parte específica do nosso sistema, mas podem atuar influenciando uns aos outros.

Enquanto a serotonina trabalha nas nossas emoções e a noradrenalina dá energia e concentração, a dopamina é o centro do prazer. É a dopamina que nos faz ir atrás dos nossos objetivos, que faz a gente sentir emoções boas. 

Importância da dopamina

A dopamina é um dos principais neurotransmissores e um dos mais amplamente distribuídos pelo nosso cérebro. O nosso cérebro fica até 75% mais ativo quando está sendo alimentado com hormônios e neurotransmissores da felicidade. Por isso, é importante se conhecer e experimentar novas coisas, para descobrir o que te dá mais prazer. Isso automaticamente fará o seu corpo produzir mais dopamina e você se sentirá mais motivado.

Efeitos da dopamina

dopamina, motivação

Quando a dopamina está alta, temos inconstância emocional, exaltação, euforia, falta de sono e apetite. Um exemplo de situação que a aumenta é a fase de atração num relacionamento, quando começa o envolvimento emocional e o romance. Fofo, né?

Quando a dopamina está baixa, acontece o contrário: falta de apetite, pouca energia, baixa autoestima e perda de equilíbrio. Existem vários outros fatores que também podem variar de acordo com a causa dessa falta dela.

Os efeitos da dopamina não dependem só da sua quantidade no sistema, mas também da qualidade dos neurônios que vão receber as informações trazidas pela dopamina. Então, é importante que todo o Sistema esteja íntegro para que os benefícios da dopamina sejam sentidos.

Diferença entre dopamina e serotonina

Enquanto a dopamina é sintetizada pelo aminoácido tirosina hidroxilase, a serotonina é sintetizada pelo triptofano. As duas são bem parecidas quanto às suas funções: ambas cuidam do sono, da atenção, das emoções… Além disso, trabalham juntas no sistema de recompensa.

Uma outra diferença curiosa é que há uma relação, que ainda não é muito bem entendida pela ciência, entre a serotonina e comportamentos agressivos. Mas isso não acontece com concentrações altas de dopamina; as pessoas, na verdade, costumam ficar menos agressivas e mais focadas em suas ações.

Impacto dos baixos níveis de dopamina

Mais acima, você leu que os efeitos da falta de dopamina podem variar. Isso porque os impactos dos baixos níveis desse neurotransmissor podem variar de acordo com a causa dessa deficiência.

Uma pessoa com o Mal de Parkinson ou com depressão tem sintomas diferentes de alguém que está com essa deficiência de dopamina devido ao uso de drogas. De maneira geral, os baixos níveis desse neurotransmissor causam baixa concentração e baixa capacidade de memorização, quadros leves de depressão e ansiedade, desmotivação e tristeza. Basicamente, causa o efeito oposto da dopamina em níveis regulares no organismo.

Infelizmente, não há uma forma completamente precisa de medir os níveis de dopamina de um paciente. O que geralmente acontece é uma análise dos sintomas, juntamente ao histórico médico e perguntas sobre o estilo de vida, tentando chegar a um diagnóstico preciso sobre baixos níveis dela ou de outros neurotransmissores.

Sistemas de recompensa

dopamina

Apesar de outros neurotransmissores se ativarem em momentos felizes, a dopamina é o principal transmissor nos nossos momentos de prazer. Um ponto importante a ser discutido é que, muitas vezes, nós não treinamos o nosso Sistema de Recompensa Cerebral para que ele trabalhe de maneira efetiva para nós.

Isso acontece quando não se dá muita atenção para as tarefas do dia a dia: tudo é visto como ruim, chato, sem propósito… E, por isso, o nosso organismo não vê o porquê de liberar prazer. Quando nós doutrinamos o nosso cérebro para perceber as tarefas como meios para um fim em que vamos ganhar algo, o Sistema de Recompensa passa a trabalhar melhor.

Quando o Sistema de Recompensa trabalha melhor, o que acontece dentro de nós é o seguinte: o Núcleo Accumbens, que fica dentro desse sistema, passa a produzir níveis mais altos de dopamina. Alguns cientistas até definem a felicidade como uma alta produção dopaminérgica – o que mostra que ela é realmente muito importante para a nossa satisfação e nossa felicidade.

Dopamina e drogas ilícitas

Muitas drogas impactam o Sistema Nervoso central, alterando a atividade desses neurotransmissores de várias formas. As drogas ilícitas podem afetar a produção, o armazenamento, a liberação ou a desativação de neurotransmissores. Também podem bloquear os receptores desses neurotransmissores ou conseguir se ligar a eles, por serem parecidos com os neurotransmissores.

Mesmo as drogas lícitas que aumentam a dopamina, como a ritalina, provocam drives de comportamento. Por isso, é importante sempre ter acompanhamento médico: claro que o remédio vai promover maior atenção, por exemplo, mas é preciso monitorar que outras mudanças estão acontecendo no comportamento. O remédio deve ser uma ajuda, um apoio, mas nunca deve suprimir totalmente a necessidade do corpo de produzir dopamina, porque o paciente pode acabar se tornando dependente do composto químico.

Dopamina e Doença de Parkinson

A dopamina age em três vias principais do cérebro. Uma delas é a via nigroestriatal. Na doença de Parkinson, essa via está prejudicada, e por isso há falta de dopamina nela. Por isso, os movimentos ficam descoordenados, havendo tremores, rigidez, lentidão e dificuldade em iniciar movimentos.

As alterações de movimentos no corpo acontecem justamente por causa da falta de dopamina nessa via nigroestriatal.

Dopamina e Esquizofrenia

esquizofrenia

A medicação usada para o tratamento da esquizofrenia é responsável também por uma hipoativação de dopamina no cérebro.

Hipoativação significa uma ativação baixa de dopamina, ou seja, mesmo que haja suficiente no organismo, o Sistema não coloca toda essa quantidade para “funcionar” de uma vez só. Isso produz um efeito positivo no caso dessa doença, porque esse hormônio neurotransmissor em excesso também produz sintomas psicóticos, como delírios, alucinações e comportamentos impulsivos. Esse rebaixamento da dopamina é necessário, mas traz efeitos colaterais.

O papel da dopamina na libido

Como já foi dito antes, a dopamina é o neurotransmissor principal nos nossos momentos de prazer. Então, claro que ela vai ser muito importante para a libido!

Como esse é um neurotransmissor liberado nos momentos de prazer e bem estar, ele será liberado também quando sentimos paixão, excitação… Mas, quando os níveis já estão baixos no Sistema Nervoso, acarreta na perda da libido e do prazer de modo geral, fazendo com que a pessoa não sinta mais vontade de se relacionar, porque não está ativando o Sistema de Recompensa corretamente. Mais uma vez, essa situação mostra a importância de todo o organismo estar funcionando regularmente, para não atrapalhar as áreas diversas do nosso dia a dia.

Como estimular a liberação de dopamina de forma natural

dopamina e exercício físico

Há diversas formas de estimular a liberação de dopamina de forma natural. Veja as principais:

Exercícios físicos

Nem sempre exercícios físicos vão te dar prazer, mas o ponto chave é descobrir quais exercícios você mais gosta, ou mesmo gostava. Só de pensar e lembrar de momentos bons relacionados a esses exercícios físicos, você já está produzindo dopamina; quando você entra nesse processo de autodescobrimento e escolhe um exercício que já te dava prazer antes, a chance de ter prazer novamente com ele é grande – e, assim, a chance de produzir a dopamina também aumenta!

Alimentos

O aminoácido que dá origem à dopamina, chamado tirosina, pode ser encontrado em vários alimentos, como banana, beterraba, amêndoa, gergelim… Se informe sobre alimentos que contém esse aminoácido e tente adicioná-los à sua dieta. Mas se for com um profissional de saúde auxiliando, melhor ainda! Mudanças na dieta e no estilo de vida geralmente são ótimos começos para o aumento do neurotransmissor.

Suplementos

Alguns suplementos podem aumentar naturalmente a dopamina, como por exemplo o L-teanina, encontrado no chá verde. Ele aumenta os níveis de dopamina e de outros neurotransmissores também, melhorando a memória, o humor e a aprendizagem. Não é recomendado usar qualquer tipo de suplemento, mesmo os naturais, sem supervisão médica, porque até mesmo níveis altos demais do hormônio neurotransmissor podem causar danos ao Sistema Nervoso.

Meditação

A meditação aumenta a atividade da amígdala e do hipocampo, que fazem a modulação pré-frontal da ação. Isso quer dizer que, com a prática, seu foco e sua atenção vão aumentar e o medo e a dor vão diminuir. Esse equilíbrio logicamente também vai te fazer produzir mais dopamina, além de regular melhor o Sistema Nervoso para receber essa produção e distribuí-la pelo corpo.

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Mas é importante que a administração desses remédios aconteça simultaneamente à terapia. E a Eurekka pode te ajudar com isso também: veja na nossa página informações sobre a terapia online na Eurekka!

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