Cortisol: saiba tudo sobre o ‘hormônio do estresse’

Equipe Eurekka

Talvez você nunca tenha ouvido falar sobre o cortisol, mas eu te garanto que ele tem um papel enorme na sua vida e, por isso, você deve saber mais sobre ele!

Se trata de um hormônio que ajuda o corpo no controle do estresse e na redução de inflamações, além de reforçar a sua saúde e resistência e para manter os níveis de açúcar no sangue e a pressão arterial nas medidas certas.

Por isso, o equilíbrio de cortisol é essencial para você. E isso quer dizer que você pode ter problemas se produzir muito ou pouco desse hormônio no seu organismo.

Mas o que é o cortisol, como age e quais são os riscos de ter níveis altos ou baixos dele no corpo? É o que você vai descobrir até o final deste texto.

O que é cortisol?

cortisol estresse

O cortisol é um esteróide produzido pelas glândulas supra-renais, ou seja, as que ficam na parte superior de cada rim. Ou seja, ele é o principal hormônio da glândula e muitos se referem a ele como o “hormônio de estresse”.

Quando liberado no sangue, pode atuar em muitas partes do corpo e pode ajudar a responder ao estresse ou perigo, aumentar o uso e manejo da glicose, controlar a pressão arterial e reduzir inflamações.

Além disso, ele também tem parte na resposta de luta ou fuga, que é uma resposta saudável e natural às ameaças percebidas. O quanto de cortisol você possui no corpo é algo que é manejado com muito cuidado por todo seu sistema, uma vez que esse é um hormônio com grande impacto no seu em como você está.

A maioria das células do corpo possui receptores de cortisol. A secreção do hormônio é controlada pelo hipotálamo, pela glândula pituitária e pela glândula adrenal, uma combinação chamada de eixo HPA.

Como o cortisol é produzido?

O cortisol é um hormônio fabricado pelas glândulas supra-renais. Essas glândulas se dividem em duas porções: a Zona Cortical (zona central) e a Zona Medular (zona do córtex). A Zona Medular é quem produz esse hormônio.

Os níveis de cortisol no sangue variam ao longo do dia, mas quase sempre se elevam mais pela manhã, ao acordar, e caem ao longo do dia. Isso se chama ritmo diurno.

Em pessoas que trabalham à noite, esse padrão é revertido, de modo que o nível do cortisol está muito conectado com as tarefas que a grande maioria da população faz durante o dia. Além disso, em resposta ao estresse, cortisol extra é liberado para ajudar o corpo a responder da melhor forma possível.

A secreção de cortisol é controlada por três regiões diferentes do corpo: o hipotálamo no cérebro, a glândula pituitária e a glândula adrenal. Isso é chamado de eixo hipotálamo-hipófise-adrenal.

Quando os níveis no sangue estão baixos, um grupo de células em uma região do cérebro chamada hipotálamo libera o hormônio liberador de corticotrofina, que faz com que a glândula pituitária secrete outro hormônio, o hormônio adrenocorticotrópico, no sangue.

As glândulas adrenais podem perceber altos níveis desse hormônio e, assim, estimulam a secreção de cortisol o que faz o seu nível aumentar. Conforme sobem, eles começam a bloquear a liberação do hormônio liberador de corticotrofina do hipotálamo e do hormônio adrenocorticotrópico da hipófise.

Como resultado, os níveis do hormônio adrenocorticotrópico começam a cair, o que leva a uma queda nos níveis de cortisol. Isso é chamado de ciclo de feedback negativo.

Funções do cortisol

O cortisol age em diversos órgãos do corpo. Por isso, é um hormônio importante na regulação das funções do organismo. Sua forma sintética, chamada de hidrocortisona, é um anti-inflamatório usado principalmente no combate às alergias, a artrite reumatóide (Britannica) e alguns tipos de cancro. O nome cortisol deriva de “córtex”.

Consequências do cortisol baixo

O início dos sintomas costuma ser muito gradual. Se o cortisol estiver baixo, vários efeitos ruins podem começar a aparecer no seu corpo. Dentre os sintomas, encontram-se:

  • Depressão;
  • Apatia;
  • Cansaço: por prejudicar a atividade e contração dos músculos;
  • Sonolência;
  • Dor nos músculos e articulações: por causar fraqueza e sensibilidade nestes locais;
  • Anemia e infecções frequentes, pois prejudica a formação de células do sangue e o funcionamento do sistema imunológico;
  • Perda de pelos axilares;
  • Perda de pelos pubianos;
  • Diarreia;
  • Vômitos;
  • Perda de libido;
  • Emagrecimento: pois o cortisol pode regular a fome;
  • Hipotensão: por causar dificuldade em manter líquidos e regular a pressão nos vasos e coração;
  • Hipoglicemia: porque dificulta a liberação de açúcar no sangue pelo fígado
  • E, em casos graves, até sintomas psicóticos.

As causas para o cortisol baixo podem ser a disfunção das glândulas adrenais por depressão crônica, inflamação, infecção ou tumor, por exemplo. A quantidade insuficiente também pode se dever a um problema na glândula pituitária ou na glândula adrenal (doença de Addison).

Por fim, outra causa importante de cortisol baixo é a suspensão abrupta do uso de algum corticóide que se esteja usando, como prednisona ou dexametasona.

Consequências do cortisol alto

doenças de cortisol

O cortisol alto pode ser causado pelo consumo de corticóides por período acima de 15 dias, ou pelo aumento da produção deste hormônio nas glândulas supra-renais, devido a estresse crônico ou algum tumor. Assim, alguns sinais e sintomas podem ser:

  • Perda de massa muscular;
  • Aumento do peso, principalmente em gordura abdominal e nos flancos;
  • Aumento das chances de osteoporose;
  • Dificuldade na aprendizagem;
  • Baixo crescimento;
  • Diminuição da testosterona;
  • Lapsos de memória;
  • Aumento da sede e da frequência em urinar;
  • Diminuição do apetite sexual;
  • Menstruação irregular;
  • Hipertensão;
  • Diabetes;
  • Osteoporose.

Além disso, o cortisol alto também pode indicar uma doença chamada Síndrome de Cushing, que gera sintomas como aumento rápido do peso, com acúmulo de gordura na região abdominal, queda de cabelo e pele oleosa.

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Como medir os níveis de cortisol

Quando se suspeita destes problemas, devido aos efeitos negativos da falta ou excesso desse hormônio, o clínico geral poderá pedir o exame do cortisol, por dosagem no sangue, urina ou saliva. Assim, a avaliação urgente por um médico endocrinologista é necessária quando há suspeita de um diagnóstico de síndrome de Cushing ou doença de Addison.

Como controlar os níveis de cortisol

remédio de cortisol

Por fim, o tratamento da falta de produção patológica de cortisol se dá por reposição de cortisol, através do remédio “cortisona” e trata-se simultaneamente a causa que gera a insuficiência supra-renal. Então, a cortisona é um remédio usado em muitas situações médicas como: anti-inflamatório, antialérgico, bronquite nasal (severa) para evitar a falta de ar e evitar rejeição de transplantes.

Em outros casos, pode-se controlar os níveis de cortisol através de:

Rotina saudável

Uma rotina saudável traz inúmeros benefícios ao organismo. Entre eles, está o controle do estresse. A prática físicas baixam os níveis de cortisol no sangue. Além disso, o exercício físico auxilia na produção de serotonina, responsável pela sensação de bem-estar.

Meditação

A meditação ajuda muito a diminuir o estresse no dia a dia. Além de colocar a mente em equilíbrio, a meditação é capaz de interferir no sistema neurológico responsável pela resposta a situações de estresse, ajudando a regular a liberação de cortisol.

Terapia

A terapia é uma ferramenta de autoconhecimento e, como tal, é muito importante para aprender a administrar o estresse. Na terapia cognitivo-comportamental, que é a abordagem utilizada pela Eurekka, você aprende a perceber cada vez que seus pensamentos e ações estão fazendo mal para si mesmo. Então, você planeja, junto com seu terapeuta, estratégias para pensar diferente. E interpretando o mundo de um jeito diferente, você consegue também viver uma vida diferente e com menos estresse.

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Equipe Eurekka

5 replies on “Cortisol: saiba tudo sobre o ‘hormônio do estresse’”

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