Psicólogo, você sabe como diagnosticar o TDAH da forma certa?

Equipe Eurekka

O Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH) é uma condição que afeta milhões de pessoas em todo o mundo. Mas como diagnosticar o TDAH da forma certa e garantir o melhor suporte aos pacientes?

Para tirar essa dúvida, no texto de hoje, vamos explicar a jornada do diagnóstico do TDAH. Passando pelos critérios e considerações essenciais, como entender os diferentes tipos de TDAH de acordo com o DSM-5 e discutir as abordagens adequadas para uma avaliação abrangente. 

Então, se você busca melhorar suas habilidades profissionais e entender como um psicólogo deve enfrentar esse desafio, este conteúdo é para você!

Os três tipos de TDAH de acordo com o DSM-5

Antes de nos aprofundarmos no diagnóstico, é crucial entender os três tipos de TDAH de acordo com o DSM-5. Por isso, vamos falar de cada um em separado para você saber diferenciar na hora de diagnosticar o TDAH:

Desatenção predominante

Neste tipo de TDAH, como o próprio nome diz, o indivíduo tem dificuldade em focar nas atividades que realiza. Ele não apresenta sintomas de agitação, mas sempre se mostra desatento com o que acontece ao redor.

Aqui estão algumas condutas que o paciente com TDAH do tipo desatento costuma ter:

  • Falha em prestar atenção a detalhes;
  • Comete erros por descuido em atividades escolares, de trabalho, ou outras;
  • Parece não estar ouvindo quando falam com ele;
  • Não segue instruções e não conclui tarefas ou deveres dentro do prazo, pois esquece;
  • Dificuldade em organizar tarefas e atividades;
  • Evita ou reluta em se envolver em tarefas que demandam esforço mental contínuo;
  • Perde objetos com frequência;;
  • Se distrai fácil com estímulos externos;

Hiperatividade/impulsividade predominante

Aqui, a hiperatividade é o sintoma central, e se manifesta por inquietude, agitação motora e dificuldade em ficar parado. Além disso, há sinais de impulsividade, ou seja, tomada de decisões precipitadas e interrupção frequente de conversas.

Alguns comportamentos são comuns nesse tipo de TDAH, como:

  • Agitação motora excessiva (em adolescentes e adultos, pode se manifestar como inquietação);
  • Dificuldade em permanecer sentado em situações nas quais isso é esperado;
  • Corre em lugares inadequados ou escala objetos inapropriados;
  • Não consegue brincar ou se envolver em atividades de forma tranquila;
  • Costuma responder antes de ouvir a pergunta completa;
  • Tem dificuldade em esperar a sua vez;
  • Interrompe ou se intromete em conversas, jogos ou atividades.

Combinado

O tipo combinado é a junção dos dois tipos que falamos de TDAH, ou seja, vemos sintomas de desatenção, hiperatividade e impulsividade ao mesmo tempo.

como diagnosticar o tdah na infância

Como diagnosticar o TDAH: critérios e considerações

Fazer um diagnóstico nem sempre é simples, afinal, os sintomas de diferentes transtornos e condições podem se confundir e misturar. Isso dificulta um diagnóstico preciso e pode deixar vários psicólogos inseguros.

Por isso, separamos um passo a passo para te orientar a como diagnosticar o TDAH fazendo todas as considerações necessárias para evitar equívocos. Vamos lá?

Histórico clínico

Apenas os sintomas não são suficientes para determinar um diagnóstico. É vital considerar todo o histórico de vida do paciente para saber se não há algo a mais que faça esses sintomas se manifestarem no seu dia a dia.

Por isso, você pode fazer entrevistas com os pais ou responsáveis (caso se trate de uma criança) ou com o próprio paciente (se já for um adulto). Assim, podem surgir considerações cruciais sobre a natureza e a frequência dos sintomas do TDAH em diferentes contextos, como na escola, em casa, trabalho e em atividades sociais.

Saiba mais: TDAH em adultos

Observação comportamental

Nem sempre só relatos bastam para fechar um diagnóstico, pois eles podem ter várias percepções com certo viés de quem os narra. Por isso, uma boa opção para complementar o histórico é notar como o paciente se comporta durante as sessões, na sala de espera e até interagindo com outras pessoas, se possível.

Exclusão de outras condições

Os sintomas do TDAH podem ser similares a outras condições médicas e psiquiátricas, como ansiedade, depressão, transtorno bipolar ou distúrbios de aprendizagem. Portanto, é importante descartar outras condições antes de confirmar o diagnóstico de TDAH.

Avaliação escolar

O TDAH é um tipo de transtorno do neurodesenvolvimento que se manifesta já na infância. Por conta disso, trabalhar junto com os professores e profissionais da escola pode ajudar a entender a capacidade de aprendizado e os comportamentos do paciente no ambiente escolar, facilitando o diagnóstico.

Critérios de tempo e intensidade

Um transtorno não acontece da noite para o dia. No caso do TDAH, em especial, por ser um transtorno de neurodesenvolvimento, ele já está com o paciente desde o seu nascimento, e vai se manifestando ao longo dos anos a partir da infância.

Assim, para diagnosticar esse transtorno, avalie se os sintomas estão presentes por um período de tempo significativo e interferem de forma acentuada no dia a dia do paciente, e em diferentes áreas da vida, como na escola, no trabalho ou em relacionamentos pessoais.

Abordagem multidisciplinar

O psicólogo não precisa trabalhar sozinho, inclusive, é bom que ele não faça isso, pois o trabalho em conjunto com outros profissionais é muito benéfico, tanto para o paciente quanto para ele.

Desse modo, caso você ainda não saiba como diagnosticar o TDAH da forma certa e precise de ajuda de outras áreas, conte com o suporte de psiquiatras ou neuropediatras. Afinal, eles podem contribuir com avaliações complementares e facilitar esse processo.

Aliás, se você sente que não tem essa rede de apoio profissional para te ajudar, mas ainda precisa se especializar mais na área da psicologia, conte com a nossa ajuda!

Os tipos de avaliação para TDAH

Como falamos no tópico anterior, o diagnóstico de TDAH envolve uma abordagem multidisciplinar. Assim, diferentes tipos de avaliação facilitam a compreensão completa do paciente.

Alguns dos tipos de avaliação que podem ser feitas para diagnosticar o TDAH:

Avaliação médica

Aqui, o médico psiquiatra e/ou neurologista investiga questões neurológicas e de saúde que podem contribuir para os sintomas do paciente. Além disso, exames físicos e neurológicos podem ser feitos para descartar outras condições médicas.

Avaliação de desenvolvimento

Essa avaliação permite entender o desenvolvimento cognitivo e emocional do paciente ao longo do tempo. Para isso, entrevistas com pais ou responsáveis são realizadas, e também pode-se verificar o comportamento do paciente em diferentes contextos.

Avaliação educacional

Avaliações educacionais ajudam a identificar as dificuldades do paciente na escola e se essas dificuldades estão relacionadas ao TDAH. Dessa forma, contar com a colaboração de professores e psicopedagogos ajuda muito nesse processo.

Psicólogos podem dar o diagnóstico de TDAH ou é melhor encaminhar?

Sim, os psicólogos podem fazer isso, caso saibam como diagnosticar o TDAH do jeito certo. Contudo, caso eles ainda se sintam inseguros e não tenham habilidade para isso, é bom contar com o auxílio de outros profissionais.

Então, caso não tenha certeza da condição do paciente, faça o encaminhamento para profissionais especializados em TDAH, como psiquiatras ou neurologistas. Assim eles podem fazer uma avaliação mais abrangente e, se for preciso, já podem prescrever os medicamentos para o tratamento. 

Mulher com tdah no escritorio

Como o psicólogo deve tratar o TDAH do paciente na terapia

O psicólogo tem um papel vital no tratamento do TDAH, pois a psicoterapia pode ajudar e muito o paciente no processo de aprender a aceitar sua condição e lidar com ela para não ter prejuízos em sua vida.

Assim, o psicólogo deve trabalhar estratégias para o manejo de sintomas de desatenção e/ou impulsão, formas de lidar com as questões emocionais, fazer a manutenção do tratamento medicamentoso, entre outros.

Lidando com o prognóstico de TDAH

Receber o diagnóstico de um transtorno pode ser assustador, por isso, é vital que o psicólogo trabalhe as questões mentais dos pacientes no prognóstico. Se for necessário, trabalhar esse processo com a família também pode facilitar.

Assim, explicar que, com o tratamento adequado, é possível lidar com os desafios associados ao transtorno e levar uma vida plena e produtiva, faz toda a diferença nessa etapa.

fundadores da psicoterapia da Eurekka

Aprenda a diagnosticar o TDAH e outros transtornos com segurança

Se você quer melhorar a sua carreira como psicólogo, aprender como fazer diagnósticos pode fazer toda a diferença. Porém, sabemos que esse não é um processo fácil e, em geral, não nos ensinam isso na faculdade.

Mas a boa notícia é que a Eurekka pode te ajudar com isso, e melhor ainda, você pode fazer parte do nosso time e receber a nossa ajuda!

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Referências:

AMERICAN PSYCHIATRIC ASSOCIATION – APA. Manual diagnóstico e estatístico de transtornos mentais: DSM-5. Porto Alegre: Artmed, 2014.

Organização Mundial da Saúde. Classificação Estatística Internacional de Doenças e Problemas Relacionados à Saúde: CID-10 Décima revisão. Trad. do Centro Colaborador da OMS para a Classificação de Doenças em Português. São Paulo: EDUSP; 1996.

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