Cérebro depressivo: entenda como funciona a mente depressiva

Eurekka Psicólogos

Já sabemos que a depressão é uma doença grave e incapacitante. Isso porque ela pode afetar as suas relações, o seu trabalho e a sua rotina. Mas você sabe o que acontece com o cérebro depressivo? Ou seja, como a depressão afeta o cérebro e o sistema nervoso de uma pessoa deprimida?

Até o fim desse texto, você vai entender por que a depressão não é algo somente do psicológico, mas que pode sim mudar o funcionamento cerebral. E também entender por que, para muitas pessoas, o tratamento da depressão vai se dar de forma medicamentosa, juntamente com a terapia.

A Eurekka, ainda que produza conteúdo sobre tudo que envolva saúde mental, entende que é essencial falar sobre a depressão com mais profundidade. Os casos de depressão continuam aumentando e a nossa missão é te ajudar a vencer mais esse desafio!

O que é depressão e como ocorre?

A depressão é, fundamentalmente, um transtorno de humor que afeta uma a cada cinco pessoas ao longo da vida. Diferente da tristeza profunda, a depressão pode ser causada por uma série de fatores, entre eles:

  • Pré-disposição genética;
  • Estilo de vida pouco sustentável;
  • Estresse constante;
  • Falta de exercício físico;
  • Alimentação e sono desregulado;
  • Eventos traumáticos – como um término de relacionamento, perda de alguém querido ou perda do emprego.

Enquanto a tristeza é uma emoção incômoda que surge após algum evento real, servindo para você se reorganizar e se preparar para lidar com essa situação da vida – ou seja, ela vem por um tempo e passa -, a depressão não necessariamente precisa de um acontecimento real que te leve aos sintomas.

Ainda assim, a depressão pode se manifestar como uma sensação de tristeza, te prejudicando no convívio social e diminuindo sua capacidade de concentração.

Ela também pode vir acompanhada por uma dificuldade de se engajar em atividades que antes te davam prazer. A diferença é que, mesmo parecida com a tristeza, essa sensação não vai embora sozinha, ela perdura por, pelo menos, duas semanas.

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Quais são as causas e sintomas de depressão?

Principais causas:

  • Pré-disposição genética;
  • Evento traumático durante a vida;
  • Ocorrência de outras doenças;
  • Estilo de vida pouco sustentável;
  • Estresse constante;
  • Falta de exercício físico;
  • Alimentação e sono desregulados.

Principais sintomas:

  • Humor deprimido na maior parte do dia;
  • Perda de interesse ou prazer nas atividades que antes traziam prazer;
  • Perda ou ganho significativo de peso repentino;
  • Redução ou aumento considerável do apetite;
  • Insônia ou hipersonia regularmente;
  • Fadiga ou perda de energia quase todos os dias;
  • Sentimentos de culpa ou inutilidade;
  • Capacidade diminuída para pensar ou se concentrar;
  • Pensamentos suicidas.

Cérebro depressivo: como a depressão afeta o cérebro?

Você já ouviu falar dos famosos neurônios? Pois então, são eles os responsáveis por fazer o nosso cérebro funcionar bem!

Mas os neurotransmissores não podem fazer isso sozinhos. Isso porque, como em qualquer relação, esses neurônios precisam ter uma boa comunicação entre si e com o nosso corpo.

E quem faz essa comunicação acontecer são os neurotransmissores! Nesse sentido, quando falamos de depressão, o principal neurotransmissor é a serotonina. Por essa razão, no tratamento medicamentoso da depressão, procura-se aumentar os neurotransmissores certos para conseguir ajustar a função desses neurônios.

O que a depressão faz com o cérebro?

Quando uma pessoa está em depressão, alguns neurotransmissores, por algum motivo, não circulam como deveriam. Isso acaba criando falhas na comunicação entre os neurônios – e entre nosso cérebro e nosso corpo todo.

Então, quando você deveria sentir prazer em alguma atividade e essa comunicação não acontece corretamente no cérebro, a mensagem que seu corpo vai receber não será de prazer. Ou então, quando acontecer algo que normalmente te deixaria feliz, o seu corpo não vai entender dessa forma e você vai começar a perceber e sentir o mundo de uma forma mais apática.

Como funciona a mente depressiva?

Quando você está em depressão o seu cérebro depressivo vai aprendendo que os estímulos que antes te traziam felicidade e prazer, já não trazem mais. Logo, ele entende que não faz diferença você seguir com as atividades que você costumava fazer.

Se antes você se sentia animado para sair com os amigos, ir ao parque ou para passear com seu cachorro, com um cérebro depressivo, você não vai ter vontade para fazer essas atividades. E é nesse momento que começa o ciclo da depressão, já que essa falta de vontade nos faz ficar cada vez mais distantes daquelas coisas que trazem sentido e alegria para nossa vida.

O que causa a falta de serotonina no cérebro?

Apesar de existirem muitos estudos sobre esse neurotransmissor, ainda é difícil estabelecer uma causa específica para a diminuição dele no cérebro. Ainda assim, o que podemos dizer é que os níveis de serotonina podem ser afetados por diversos fatores, incluindo:

  • Dieta;
  • Estilo de vida;
  • Uso de medicamentos;
  • Pré-disposição genética;
  • Ambiente estressor;
  • Falta de exercício físico.

Quais os neurotransmissores envolvidos na depressão?

O mais conhecido é a serotonina, um neurotransmissor que atua no cérebro e em outros sistemas do corpo proporcionando a sensação de bem-estar. Além deste neurotransmissor, é possível que o desequilíbrio da noradrenalina e da dopamina também aumente o quadro de depressão.

Esse desequilíbrio entre os neurotransmissores atinge, principalmente, as áreas cerebrais relacionadas à memória, à motivação, à capacidade de atenção e à capacidade de planejamento.

Como funciona a depressão no sistema nervoso?

O nosso sistema nervoso é responsável por receber e interpretar mensagens vindas de várias partes do corpo. Já que essa comunicação, entre corpo e cérebro, fica prejudicada durante a depressão , a mensagem que nosso sistema nervoso central envia ao corpo é distorcida. Em consequência, surgem os sintomas da depressão que citamos anteriormente.

Tratamento para a depressão da Eurekka

sede presencial da Eurekka

Aqui na Eurekka, acreditamos que, para vencer a depressão, é preciso agir de fora pra dentro. Ou seja, não tentamos fazer você ter vontade de fazer as coisas que antes da depressão você gostava de fazer, mas justamente o contrário.

O psicólogo Eurekka vai te ajudar a fazer essas mesmas coisas, apesar da falta de vontade. Já que a depressão te desconecta das atividades prazerosas da vida, a nossa missão é reconectar você a elas. Pois, pouco a pouco – um passinho de cada vez -, a vontade volta e a depressão, que antes parecia um problemão sem solução, começa a ficar pequenininha e a sua vida volta a ter sentido e prazer!

Se você ficou interessado em iniciar a psicoterapia e conhecer mais sobre os tratamento da depressão, marque uma conversa inicial, clicando aqui! Acesse os nossos conteúdos em outras redes sociais também: Instagram, Facebook e YouTube.

Durante o tratamento é importante que você esteja consciente de que o progresso, por mais que pareça bom e rápido de início, pode travar – ou até mesmo regredir.

Mas isso não significa que você não possa voltar a avançar em direção à cura! Para isso, vamos realizar um desafio contra o efeito sanfona na terapia! Clique na imagem abaixo e se inscreva para saber como aproveitar o máximo da sua terapia da forma mais constante possível!

Parabéns por ter chegado até aqui. A gente quer interagir com você, então pode comentar aqui embaixo que a gente promete responder, tá?

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Eurekka Psicólogos

A Eurekka é uma Clínica de Psicologia especializada em terapia online que atende pacientes de todo o mundo. Os Psicólogos da equipe são treinados para aplicar a Terapia Cognitivo Comportamental de última geração nos mais diversos problemas: ansiedade, depressão, traumas, fobias, autoestima, disciplina, relacionamentos e muito mais.

11 replies on “Cérebro depressivo: entenda como funciona a mente depressiva”

Como o médico psiquiatra “mede” o nível de serotonina e neurotransmissores do paciente para ter segurança de que ele necessita de medicamentos? E ainda, para saber qual medicamento é melhor indicado e sua dosagem? É tudo pelo “achômetro”? Ou se baseiam em resultados de pesquisas “patrocinadas” pelos próprios laboratórios fabricantes desses medicamentos? E as pesquisas em universidades de renome que contrapõem essas indicações medicamentosas? A maioria das pessoas que sofre de depressão, se “drogam” com esses medicamentos por anos, quando não, por décadas e nunca se curam. Ficam cada vez pior. Os psiquiatras alegam “qualidade de vida e prevenção ao suicídio” para fazer a prescrição, entratanto, que qualidade de vida tem uma paciente sob o efeito dessas drogas? Quantas pessoas que se tratam e se suicidam? Somente na minha família tive dois casos de pessoas que passaram por décadas se tratando com essas drogas, nunca se curaram, tiveram uma vida de qualidade lastimavel, e no final, ambas se suicidaram. Na sociedade atual, com um sistema corruptível em todas as áreas, a área médica e farmacêutica, infelizmente, não fica de fora. E a população que sofre, confiando em profissionais que não se importam com suas vidas.

Boa tarde, Mariela.

Obrigado pela sua mensagem. Pedi para nosso clínico geral, Heitor, te ajudar com as suas dúvidas!

Quanto às suas dúvidas:
Psiquiatras não costumam precisar de exames de laboratório para medir níveis de neurotransmissores. Esses exames são de difícil acesso. Em vez disso, o médico utiliza outras ferramentas, como escalas e exame clínico. Existem critérios delimitados para o diagnóstico de transtornos mentais, além de escalas e questionários para avaliar o estado atual e acompanhar a evolução do paciente durante o tratamento.

Estabelecido o diagnóstico, é combinado com o paciente o tratamento, que pode incluir psicoterapia e medicações, além do acompanhamento com outros profissionais, como psicólogo, nutricionista e outros. Para cada problema de saúde mental, existem pesquisas avaliando o benefício de determinados tratamentos, farmacológicos ou não. Sabemos quais medicamentos e doses costumam funcionar melhor para cada problema, mas é necessário acompanhamento individual para saber como cada pessoa vai responder. Como qualquer assunto em ciência, o nosso conhecimento está sempre em transformação, com o objetivo de oferecer sempre o melhor cuidado. Muitas pesquisas são desenvolvidas por laboratórios, outras exclusivamente por governos e universidades. Ao publicar os resultados, os autores sempre declaram de onde veio o financiamento daquele trabalho e se existe qualquer conflito de interesses da parte dos autores (por exemplo, se um autor também é funcionário de algum laboratório). Isso é importante para evitar que motivações financeiras se sobreponham à ciência e ao benefício dos pacientes. Felizmente, esses assuntos são debatidos durante a formação médica (graduação e especialização) e em congressos.

Sobre o número de pessoas com depressão que melhoram com os medicamentos, estima-se que 46% não apresentam resposta (redução dos sintomas em mais de 50%) ao tratamento inicial após 6 semanas ou mais. Considerando ajustes posteriores de medicação, 66% das pessoas apresentam remissão dos sintomas, ou seja, passam a se sentir como antes da depressão, ainda que a qualidade de vida siga prejudicada em mais de um terço dessas pessoas. Sabemos que a depressão afeta muitas áreas da vida, então é comum esse atraso entre se sentir melhor e passar a viver melhor.

É difícil calcular quantas pessoas são vítimas de suicídio apesar do tratamento farmacológico, mas não há dúvida de que pessoas deprimidas sem tratamento têm risco elevado de suicídio e que esse risco diminui com o uso de antidepressivos.

Sentimos muito que você e sua família tenham passado pelas situações que você contou. Sabemos como é difícil viver com depressão ou contemplar o suicídio como única saída. Justamente por isso trabalhamos com saúde mental.

Um grande abraço.

Sofro de depressão a vários anos faço acompanhamento psiquiátrico e terapia, mas nada maioria das vezes me sinto mau
Com uma tristeza profunda sem motivos com se baixasse uma tristeza profunda, começo a chorar e não paro, há um aperto no coração q as vezes tenho vontade de arrancar com a mão, tenho os cid f06.3, f33.1 e cid 40 (10) esses três cids tem como curar não aguento mais sofrer com isso e já tomei vários medicamentos. Obrigada

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