Automutilação: como parar? Veja o tratamento ideal para você!

Luiz Eduardo

Apesar de não ser considerada uma doença, a automutilação é um sinal muito importante de que algo não está bem na esfera emocional. Ela costuma estar associada a algum diagnóstico de transtorno mental – como o transtorno de personalidade borderline, o transtorno bipolar e o episódio depressivo maior. Por isso, queremos te ajudar a descobrir como parar a automutilação e viver uma vida mais plena!

Então, se você conhece alguém – ou se você mesmo tem passado por essa barra – é porque algo não está bem. Neste texto, você vai aprender o que leva uma pessoa a se automutilar, o que dizer para alguém que está se machucando, e como conseguir parar.

O que leva uma pessoa a se automutilar?

São vários motivos, mas os principais são:

  • um desafio emocional muito intenso;
  • memórias traumáticas;
  • um turbilhão de pensamentos;
  • um momento muito difícil pelo qual a pessoa está passando (como uma crise de ansiedade ou uma crise depressiva, que ocorre quando as habilidades que a pessoa desenvolveu ao longo da sua vida não estão sendo suficientes para amenizar o sofrimento atual.)

Nesse sentido, a automutilação acaba sendo uma resposta, ou seja, um comportamento que o indivíduo pratica, para amenizar essa dor.

A automutilação pode se tornar um vício?

Essa é uma pergunta que exige um pouquinho mais de atenção.

Quando uma pessoa começa a praticar a automutilação e isso se transforma em algo aliviador — ou seja, o indivíduo se mutila e sente um alívio, uma redução da sua dor emocional —, acaba mostrando para o nosso corpo que a automutilação é um comportamento efetivo na redução do sofrimento emocional.

Assim, isso leva algumas pessoas, caso fiquem nesse desafio emocional — que pode ser pensamentos, emoções muito intensas ou, até mesmo, memórias traumáticas — a recorrerem ao método da automutilação.

curativo após automutilação

Ainda assim, a automutilação não se transforma num vício. Porém, passa a ser uma ferramenta, ou um caminho, de amenizar a dor emocional, muito difícil de parar.

Eu sei que pode parecer muito contraditório a gente causar uma dor física em nós mesmos para, então, diminuir uma dor emocional. Contudo, quando você conversa com pessoas que praticaram automutilação, não é bem assim. É comum o depoimento de que as práticas de automutilação podem levar a redução da dor psíquica.

Porque você acaba focando nessa dor física e deixa de lado todo o desafio emocional que está passando.

É claro que isso ocorre no curto prazo — no momento de uma crise —, e que depois de algumas horas ou dias, a pessoa sente muita culpa. E, por pior que seja, isso acaba dando espaço para a chance de mais uma crise.

O que dizer para uma pessoa que está se automutilando?

Em primeiro lugar, se você conhece alguém que tem praticado automutilação, o mais importante é você se mostrar disponível para conversar. Tenha em mente que essa pessoa está ferindo a si mesma porque algo não está bem — e ela sabe que algo não está bem. Ela esgotou as suas habilidades e as suas oportunidades de lidar com esse desafio.

Falar sobre automutilação pode ser muito vergonhoso para essa pessoa e pode ser um desafio muito grande. Então, quanto mais compassivo, gentil e carinhoso você se mostrar frente a esse assunto, mais fácil fica para a pessoa conseguir contar o que está acontecendo.

O passo principal para você ajudar essa pessoa é, no momento em que ela se abre para você e vocês começam a conversar sobre o que está acontecendo, se mostrar à disposição para ajudá-la. Você também pode acompanhá-la em um atendimento psicológico ou psiquiátrico.

Você encorajar a pessoa, de uma maneira gentil e carinhosa, a buscar ajuda e se tratar, é o que vai fazer com que, no médio prazo, essas crises reduzam ou até mesmo zerem.

automutilação

Automutilação: como parar de se machucar

O tratamento para parar com a automutilação vai precisar do apoio contínuo de dois profissionais. Do psicólogo, por meio da psicoterapia, e do psiquiatra, por meio das medicações psiquiátricas.

No entanto, você ainda pode estar se perguntando: “Como é que o psicólogo pode me ajudar?” Nesse caso, a psicoterapia pode ajudar você em dois pontos:

1. Identificar a causa das crises

O primeiro deles é investigar e identificar o que está causando essas crises. É um pensamento? Ou é um ambiente em que você está hoje? Talvez uma emoção muito intensa ou uma memória traumática?

Enfim, o que está acontecendo para que você precise recorrer a automutilação?

Na psicoterapia, isso é feito de uma maneira super calma e super tranquila, sem qualquer tabu, pois o psicólogo entende você não deseja estar se automutilando — que você está se automutilando porque o momento está sendo muito intenso —. Esse processo com o seu psicólogo vai ajudar você a descobrir o que está acontecendo.

2. Aprender novas habilidades

A segunda coisa que a psicoterapia vai ajudar você é a aprender novas habilidades. Então, se hoje a automutilação está servindo para você reduzir a sua dor emocional — para que você saia de um turbilhão de pensamentos —, o psicólogo vai ajudar você a aprender e aprimorar técnicas e habilidades diferentes para lidar com esses desafios.

Por exemplo, você vai aprender a não se automutilar, segurando um gelo com muita intensidade, nas mãos. Ou então, vai aprender a praticar relaxamento progressivo – para diminuir a sua ativação emocional – e respiração diafragmática – a técnica poderosíssima no controle da ansiedade.

sede presencial da Eurekka

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Dentro da Eurekka você vai encontrar profissionais dispostos a fornecer um tratamento adequado: escutando você e te ajudando a entender o seu desafio emocional, sem te julgar de forma alguma.

O nosso objetivo é poder ajudar você a desenvolver novos hábitos e promover novas formas de agir, para que você olhe para você, daqui 1 ou 3 meses, e se orgulhe da maneira como você tem lidado com os seus desafios emocionais.

A terapia da Eurekka tem o objetivo de empoderar você e fazer com que você se transforme no capitão do seu barco, tomando as suas decisões e lidando com os desafios que surgem.

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Luiz Eduardo

Luiz é laureado em Psicologia pela UFRGS e terapeuta Comportamental Contextual, atuando como professor da Formação em Terapias Comportamentais Contextuais da Eurekka. É co-fundador da Eurekka, a startup de Psicologia que se tornou a maior rede de psicoterapia do Brasil. Além de fazer milhares de sessões por mês, a Eurekka também oferece telemedicina, um clube de assinatura, franquia para Psicólogos e outros produtos

3 replies on “Automutilação: como parar? Veja o tratamento ideal para você!”

Eu tenho todos os sinais de borderline, mas, como saber se não é apenas a depressão? Eu sinto tudo mto intenso e o medo do abandono me faz distanciar as pessoas, como que para que elas não possam me abandonar, o que parece contraditório, mas, em minha mente isso não funciona assim. Me automutilei um tempo atrás, nao muito, ainda nesse ano, mas a vontade de fazer de novo é muita. Mas, como diferenciar borderline de outros trantornos mentais?

Olá, Flávia! Ficamos felizes que tenha gostado e procurado entender melhor o que vem acontecendo com você. No entanto, a melhor ajuda que pode encontrar agora é começar um acompanhamento psicológico. Fique a vontade para entrar em contato com a gente, clicando aqui! <3

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